quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Cântico Mais Solitário - Nayrha Lee & Inominável Ser


Art by Victoria Francés


Foi em uma madrugada fria como esta
Que tua linda voz sussurrou nos meus ouvidos
A música triste das nossas vidas destroçadas pela dor.

Eu canto como o mais profundo e último dos bardos
Regando com lágrimas a multidão dos meus
Versos sempre retirados do meu coração
Sempre dilacerado

Podes me ouvir agora?
Podes sentir no vazio que profundo chora?
Cante, cante, mande minhas lágrimas embora.

Canto, canto, mando embora suas lágrimas
Enxugando cada uma com as notas
De minha lira encantada pelo sopro
Da brisa noturna de todas as madrugadas

Veja meu reflexo no espelho, será que consegue?
Tirar-me desse vazio desespero?
Não há quem cante sem chorar também seus milhares de desejos.

Com um tanto de notas que posso te dar
Com toda minha voz a te tocar n'alma
Alimentarei teu Ser com as chamas do meu Ser
Alimentarei teu espírito com as chamas do meu espírito

Mas essa alma minha que tanto chora
Nesta noite longa te espera por mais de mil horas
Para juntar-se a mim neste cântico que se demora.

Sejam infinitas as horas como sempre são
Seja tudo infinito como sempre é em nosso mundo
Sempre entoarei meu cântico para
Tocar-te além de tua alma que agora vejo

Já é quase eterna a minha espera
Já é quase morta e sem vislumbre de esperança
Já é quase a última lágrima a cair que em mim se encerra.

Não cairá ainda tua última lágrima
Nem mesmo tu irás marchar sempre solitária
Este solitário bardo aqui te acompanhará
E caminharemos de mãos dadas por todos os vales

Então seque as minhas lágrimas com o seu eterno beijo
Seque meu rosto molhado que reflete nesse espelho
Volte! e abrace meu corpo vazio de desejo.
Te abraço entoando em teu corpo inteiro
Um supremo cântico de absoluto desejo
Em beijos dos mais ardentes nascedouros
Do teu belo rosto aos teus sedosos pés

Mas para nós machuca ainda esta cruel distância
Que pranteia toda esta dor nessa terrível inconstância
Nos fazendo naufragar um no outro nesse vazio, de desesperança.

Não há distância quando a música nos une
Neste momento de laços inquebráveis
Neste momento de atos indestrutíveis
Neste momento em que somos um só Ser

Que dirá agora meu bardo e eterno amado
Já não vê que é tudo um inútil fardo
Esse amor vivendo num vazio enclausurado?

Amemos um ao outro como melodia inseparável
Da infindável harmonia que ultrapassa
O fatídico tempo que não pode ser parado
E o temível espaço que não pode ser redimensionado

Eis me aqui então neste eterno vazio
Entrego-me a este cântico solitário e frio
Caio assim em seus braços morta em nosso devaneio sombrio.

Entrego-me junto contigo pela Eternidade
Mortos para o cântico dos mortais
Mortos para o cântico dos imortais
Como notas de músicas imemoriais

Nayrha Lee & Inominável Ser
A MUSA
E O BARDO




Coração Sepultado - Nayrha Lee


Nayrha Lee



Ao meu amor perdido
Separados hoje pela morte do amor que existia em minha alma apaixonada
Trancafiada me deixou na escuridão de um mundo diferente e distante
Cinzas de um coração queimado por cruéis mentiras dessa estrada.


Cravada em meu coração a doce lança da morte
Jogada ao vento noturno, a uma vida entre monstros das noites cinzentas e sombrias
Coração sangrando, um profundo corte
Por causa de um amor sepulcro, desgraçado e sem magia.


Esse amor sepulcro que tu me destes todos esses anos
Só me fizeste andar por esses caminhos tortuosos da solidão
Naufragando nas águas escuras dos oceanos de minhas próprias lágrimas
Esse maldito amor sepulcro, destruiu meu doce coração.


E tudo que restou desse amor, foram as cinzas das rosas que tu me destes
E se ouvires os meus gritos, ao menos sinta a minha dor
E se um dia tu chorares por mim, chore lágrimas de sangue
Pois tudo que terás de mim é a lembrança de um coração marcado pela dor.


Mataste o meu coração, que há muito tempo por ti tem se sacrificado
E agora te dou a honra de enterrá-lo, mas ouça, meu doce amado!
Arranque fora também seu coração
Para junto ao meu ser sepultado.

By: N. Lee / 2008




Diary Of Dreams - A Day In December


Still I’m fighting
I know it’s much too late
Your face is like your dream
Please don’t wake me up

My memories hurt
It’s time to let them go
I loved them, you know
Help me moving on

Thirsty for life
Still hungry for more
Stay with me
Just a little more

Too much to bear
So much to overcome
I feel so small
Allow me to give up

Without you for knowing
I would pray for some color
In the desert of grey
All my beauty left with you

Swallow your tears
Whisper a goodbye
My eyes will stay closed
We all must go away

Talk to me
Say it’s just a dream
And cry with me
To make it go away







domingo, 4 de dezembro de 2016

Rosas Que Sangram - Nayrha Lee & Inominável Ser


Blue Rose Creepy Red Blood Dark - Victoria Francés



Ora!
Quão belas me trouxestes
esta noite
Tais rosas negras tão belas…

São todas as rosas
Que pretendo colher
Sempre para o aquecer
De tua pele gélida

Espera...
Não toques a menor faísca em mim
A flor da pele assim...
Com suas pétalas.

As pétalas querem assim
E me pedem sem fim
A augusta exaltação
De tua imortal carne

Oh, querido apaixonado
Mal sabes tu, quem sou...
Eu poderia matar-te!
Apenas para saciar a minha sede.

Eu morreria na felicidade latente
Que raros ousados mortais
Conseguem alcançar dentro
Das Trevas Eternas

Ousas a morte assim tão facilmente?
As mãos onde os espinhos
Perfuram e envenenam
Destas tuas rosas que na pele sangram…

A morte é uma bela companhia
E aos teus pés eu desejo morrer
Deusa do Imortal Jardim
Das Trevas

Não compensa a morte de uma rosa
Nem tampouco a sua compensará
Perderei o calor de tuas mãos
Ao me tocar…

Desejo ser um dos Imortais
Um igual em vosso Lar
Um Ser que a Eternidade
Ao pó não levará

Não há prazer na eternidade
A ausência lá não existe, nem o fim
E a dor de perdê-lo para a morte real,
É o que me fará sentir saudade.

E como farei quando eu
Me tornar pó
Posto que sou mortal
E no caixão um dia tombarei?

Levarei-lhe rosas
Para enfeitar tua cova
Pois desejo as lágrimas
Queimando a pele do meu rosto frio.

Que assim seja
E até o fim de minha marcha
Irei aos teus pés depositar
Rosas negras como esta!

Antes morto
Que sem teu calor vivo...
E assim na morte
Também me encerras!

Por isso sempre te levarei rosas
Rosas negras ensangüentadas
Rosas negras com meu sangue
Rosas negras como minha alma!

Não possuo alma
Nem tão pouco sangue
Não estou morta, não estou viva
Mas de ti meu amado, aceito as rosas de sangue.

Nayrha Lee &
Inominável Ser
A DEUSA
E O CADÁVER




Anjos de Pedra - Nayrha Lee


Nayrha Lee


Solitário entre estátuas eu te vejo,
Caminhando entre as ruínas... te desejo...

Procurastes por alguém, ou por uma explicação?
Para tamanho vazio dentro do seu coração...

Observastes as roseiras secas dos canteiros,
Enquanto isso, o relógio, marca meia-noite no ponteiro...

Aqui onde a única coisa viva é você e os espinhos,
Você vai caminhando sozinho, sozinho...

Entre os monumentos de corações paralisados,
Você vai vendo lascas caídas, amores despedaçados...

Em sua bela face de mármore, uma lágrima eternizada, 
Como um risco, em uma pedra rabiscada...

E me olhas ao longe tão singelo, 
Um lindo olhar esculpido, no seu rosto tão belo...

Ao longe, olho e percebo teu silêncio,
Como se faiscasse em você, um triste lamento...

Vivendo preso a essa matéria dura que são tuas decepções,
Percebo que algo dentro de seu coração queima, como lava de vulcões....

Asas que não querem mais um voo alçar,
Coração petrificado, que tem medo de amar...

Oh! lindo anjo, não pare de viver,
Entre as estátuas frias, ainda que esteja quebrada, existe uma que precisa de você...

Não transforma-te em um desses monumentos,
Anjos de pedra, aqui foram esculpidos, pelos seus duros sentimentos.

By: N. Lee / 18-11-2012 / ás 23:03




Lacrimosa - Alleine Zu Zweit



Am Ende der Wahrheit

Am Ende des Lichts

Am Ende der Liebe

Am ende - da stehst du

(Im Herzen wird es leerer - ein Teil geht nun von mir)

Nichts hat überlebt

Wir haben schweigend uns schon lange getrennt

Und mit jedem Tag wir

Wuchs die Lüge unserer Liebe

Und je weiter wir den Weg zusammen gingen

Desto weiter haben wir uns voneinander entfernt

Einsam - gemeinsam

Wir haben verlernt uns neu zu suchen

Die Gewohnheit vernebelt

Die Trägheit erstickt

Der Hochmut macht trunken

Und die Nähe treibt zur Flucht

Tanz - mein Leben - tanz

Tanz mit mir

Tanz mit mir noch einmal

In den puren Rausch der nackten Liebe

Und wenn ich sie/ihn so sehe

Wenn ich sie/ihn erlebe

Wenn ich uns betrachte

Etwas hat überlebt

Und wenn ich Kraft und Hoffnung fände

Wenn ich selbst noch den Glauben an uns hätte

Wenn ich sie/ihn erreichen könnte

Sie/ihn noch einmal für mich hätte

Wenn die Basis - unser Fundament

Wenn wir uns noch einmal neu entdecken würden

Wenn sie/er nur wollte

Ich will !




No fim da verdade

No fim da luz

No fim do amor

No fim - existe você

Nada sobreviveu

Nós nos separamos silenciosamente há muito tempo atrás

E com o dia a dia de 'nös'

A mentira do nosso amor cresceu

E quanto mais nós percorremos nossos caminhos juntos

tanto mais nós nos distanciamos

Sozinhos - Juntos

Nós nos esquecemos como procurar um ao outro

Hábito obscurece a visão

Letargia sufoca os sentidos

Orgulho intoxica a mente

E a proximidade distancia

Dance - minha vida - dance

Dance comigo

Dance comigo mais uma vez nesse

puro êxtase de amor despido

E quando eu olhei para ele

Quando eu a experimentei

Quando eu vejo nós dois

Alguma coisa sobreviveu

E se eu tivesse que encontrar forças e esperança

Se eu ainda tiver fé em nós dois

Se eu pudesse conseguir a ligação com ela/ele

Se eu a/o pudesse ter uma vez mais para mim

Se pudéssemos retornar ao básico - nossas fundações

Se pudessemos nos redescobrir outra vez

Se ao menos ela/ele quisesse

Eu quero!






quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

.........


Art by Maurizio Barraco


Rendo momentos de silêncios
a todos os trágicos roteiros,
trágicos desfechos,
trágicos voleios da carne,
da Humanidade
e do mundo que espirra
sangue abundantemente
acima de cada cidade.
Estou meditando em sangue,
recebendo as angústias
dos que agora se encontram
com desespero incinerante,
recebendo sempre os eventos
de um civilizado reino
de bárbaros nús para a
rubra radioatividade.
Eu vejo as ruas em sangue,
a menstruação diária da
fêmea que não é de ninguém.
Eu vejo rostos em sangue,
a menstruação nefasta de
sentimentos tremulantes.
Eu vejo corpos em sangue,
a menstruação jocosa de
desejos retumbantes.
Eu vejo a televisão em sangue,
a menstruação ferrada de
sensacionalismos dementes.
Eu vejo a Internet em sangue,
a menstruação pirada de
vaidades conflitantes.
É só sangue é só sangue é só sangue
e com sangue e com sangue e com sangue
em sangue em sangue em sangue
em meus sonhos,
em meus pesadelos,
em meus olhos abertos…
A sangria desatada é duradoura,
caminhando para a Eternidade…
Ou é Eterna e é a nossa
única Verdade mais
próxima?
Eu não tenho dúvidas
quanto a resposta
de tal pergunta a jorrar
mais do que nunca
nestes versos cheios de sangue
e muitas outras indagadoras
menstruações da minha
cadavérica mente.
E a sua resposta,
qual é,
sangrada leitora,
sangrado leitor?

Inominável Ser
A SANGRAR
E A POETIZAR
AQUI
ENTERRADO