Ciranda Poética Projeto C.O.V.A. - Musas Góticas



Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Calíope (Musa da Eloquência, Épica e Ciência), Clio (Musa da História), Erato (Musa da Música e da Lírica Erótica), Euterpe (Musa da Música e da Lírica Popular), Melpómene (Musa do Canto Coral), Polímnia (Musa do Canto Sagrado e da Mímica), Talía (Musa da Alegria), Terpsícore (Musa da Dança) e Urania (Musa da Astrologia): as Nove Musas da Mitologia Grega, filhas de Zeus e Mnemósine. Da Civilização Grega para o mundo, tais Egregoras representam todas as Forças que levaram ao Progresso Humano no campo das Ciências Humanas, Exatas e Tecnológicas. Na Poesia, a ideia da Musa Inspiradora é parte do inconsciente coletivo da plêiade de poetas que desde Homero velam pelo versificar.

A Subcultura Gótica surgiu como movimento em si mesmo nos anos 80 com um conjunto característico de fatores que envolviam Moda, Arte, Literatura, Poesia, Música e Cinema. Toda uma estrutura de elementos se configuraram a partir dos últimos anos do século vinte e hoje são a própria História do Movimento em si. As Gothic Girls são elementos de interesse no conjunto de tais fatores, o Feminino esteticamente moldado pela estética obscuridade. De Siouxie Sioux a Mahafsoun, de Candia Ridley a Sygin, o mito da Musa Gótica se construiu e hoje é inspiração para poetisas e poetas de todo o mundo. Sedução, Sensualidade, Erotismo e Fetichismo acompanham o imaginário da feminilidade que se expressa nesta Subcultura.

Esta Ciranda Poética Musas Góticas é uma homenagem tanto a elas quanto à História do Gótico, ainda tão discriminado pela "Sociedade Tradicional", em suas áreas artísticas. Um Tributo às Musas de tal Subcultura é este Evento do Projeto C.O.V.A.  que nasceu por sugestão do poeta Mariano Goes.

Eu, Giovani Coelho de Souza, aka Inominável Ser, Administrador e Criador do Projeto C.O.V.A. e Lilith Poetisa, Moderadora do Grupo no Facebook, daremos as boas-vindas a todas as poetisas e a todos os poetas interessados em participarem deste Evento, que ocorre desde a meia-noite de quarta-feira, 19 de setembro de 2018, e irá até a meia-noite do dia 28 deste mesmo mês. Sintam-se plenamente livres e escrevam com toda a força de vossas almas!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

Giovani Coelho De Souza
O INOMINÁVEL SER
O COVEIRO
ADMINISTRADOR

IMAGEM: Mahafsoun



Imagem de divulgação por Oanna Selten




Noturnos Amantes Indomáveis - Vivian Poetisa & Inominável Ser


Goth Girl - Tom Wood

Recolha meus ossos Plante cactos em lugar De cada um deles E tire um por um Com seus dentes Me despindo Inteiramente Com a volúpia Mais inclemente Sim retirarei com a enlouquecida De um ser ávido de prazer Como sede de desejos ardentes E de vorazes paixões Deitemos na cova De nossos sonhos Saboreemos a gota De sangue dos vivos Enquanto mais uma vez Morremos unidos Um ao outro Em um ato de amor Que acorde monstros Entre nossos quadris Ah mero ser que me despe Que deixa transparecer minha pele Nessa cova fria Me aqueço em seu corpo Pouso meus lábios juntos aos seus Deixo te regalar em meu corpo Tal qual um faminto se regala De seu alimento Tal qual caçador espreita a caça Vamos para mais fundo Nos envolvamos No Útero Das Trevas Saciemos nossa Nefasta fome Saciemos nossa Sinistra sede Saciemos nossa Delirante libido Mergulha em minhas cochas Apertas as minhas nádegas Devoras meus seios ávidos De sua boca Sentir teu calor Teu cheiro de macho A penetrar-me No mais profundo ser Te penetro Com a fúria De milhões de Demônios Te penetro Com a força De milhões de Vampiros Me devore entre ossos Me devore entre lápides Me devore entre catacumbas Sim meu macho viril Me entrego a essa Paixão arrebatadora Te sinto dentro de mim Minhas entranhas sentem Suas investidas Cada vez mais fortes Sinto meu ser se retesar Meu corpo se arqueia Você tirando todo meu gozo Com a voracidade De uma fera indômita Sintamos a noite fria Em nossos corpos nus Sintamos o frio Nos abraçando com violência Enquanto repetimos Entre sombras amadas As depravadas loucuras De Filhos Dos Infernos Sim sintamos o pecado O adultério A luxúria Em cada gota de prazer Sou tua fêmea Ávida de prazer O frio da noite não nos impede De sermos seres em chamas Se entregando às nossas paixões Entregues à noite Como a saborear Cada momento De nossa macabra Festa De nossa macabra União Nesse vale escuro E frio Na mais densa madrugada Dois corpos jazem exaustos D tanto desejo Dormem entrelaçados Tal qual a Lua E o Sol Em noite de eclipse E começamos a uivar Como lobos ainda famintos E chamamos outras Trevas Que nos envolvam Para mais prazer ainda Tecermos em nossos Túmulos A volúpia dos eternos e fiéis enamorados Da noite A volúpia dos sinceros Devassos Das Trevas E amemo-nos Sem vergonha E sem pudor Sem escrúpulos E sem medos E amemo-nos Sem pureza E sem restrições Como densos combatentes Das carnais guerras Entre o sagrado E o profano Entre o puro E o impuro Entre O Vampiro E A Vampira Entre O Predador E A Predadora Entre os Espectros Que dançam Durante a noite E as Ninfas dos bosques Que seduzem os viajantes Entre os Noturnos Sátiros Amantes de Libertinas Ninfas E Fadas Das Sombras que Arrancam o sangue De caminhantes desprevenidos Pelas ruas nas madrugadas E os deixam a mercê Da própria sorte Com Zumbis Sem destino E sem rumo E nessa terra errante E nós somos soberanos Nessa terra errante povoada De condenados como nós Aos laços das noturnas maldições Eternas E até que um dia Nos encontremos No paraíso Ou nas chamas eternas Do inferno Vivian Poetisa & Inominável Ser NOTURNOS AMANTES ENTRE TODOS OS CÉUS E TODOS OS INFERNOS



Escravo Da Deusa Profana - Loba Poetisa & Inominável Ser


Esther Baxter

Vem meu cachorrinho Tua Rainha quer brincar de amar Mas sabes que te amo De cara no chão Lambendo meus saltos Implorando por um afago Meu amor te deixará Lindos desenhos na carne Farei com meus dentes Minhas unhas Meu chicote Se for obediente te Deixo cheirar minha boceta E quem sabe até lambê-la Sabes que meu amor é intenso E se alimenta dos teus urros De dor E agonia Em êxtase… Eu vou Dona minha Lambendo teus pés Lambendo tuas coxas Lambendo teus quadris Dando a língua para Você fazer o que quiser Com ela Dentro de você Pela frente Ou por trás Quero não só tua língua cachorrinho Quero tua devoção Tua mente cativa De minha presença Eu posso E faço Sou tudo que te revira a alma Que te dá fome E nem sabes de quê Te alimentarei com torturas E luxúria E depois te sugarei Para o meu deleite Meu gozo é te ver insano Em desespero por mais de mim Muito mais você Pode fazer Muito mais você Vai fazer Muito escravo sou Ao seu bruto Prazer Todo atado estou Aos teus domínios Que me são Infinito caminho De suprema submissão Escravo da minha luxúria e perversão Teus pés vejo acima do meu coração Me siga Faça de minha presença Teu farol Te guiarei por mundos De prazeres inimagináveis Tocarás o céu beijando Os pés do demônio de ébano Meu Demônio Minha Senhora Meu Repouso Minha Imperatriz Loba Poetisa & Inominável Ser A SENHORA E O ESCRAVO




Aquela Que Reina Sobre O Nosso Mal - Lilith Poetisa & Inominável Ser


Lilith - Sylvie Frutuoso

É Ela chegando Como serpente Perigosa Luxuriante Ela se aproxima Por onde passa exala O perfume de fêmea Ela chega gloriosa Com maldade no olhar Hipnotiza por onde passa É Ela A Rainha da Sedução A Rainha do Pecado A Rainha da Luxúria A Rainha da Loucura É ela que vem chegando Todos repetem com intensidade Seu nome Clamam por Ela Pelo Seu olhar sedutor Pelo Seu sorriso devasso Lilith... Lilith... Lilith… Ela sorri Toda pecaminosa Derramando as suadas Blasfêmias de Sua Buceta Buceta sempre agitada Buceta sempre amada Buceta sempre estremecendo Buceta sempre gemendo Buceta iluminando dias Buceta iluminando noites Buceta iluminando todas As nervosas bocas As nervosas mãos Os nervosos dedos As nervosas picas Dentro Dela É Lilith evocando Todas as bocas É Lilith evocando Todas as mãos É Lilith evocando Todos os dedos É Lilith evocando Todas as picas Ela brinca com o desejo Ela seduz Ela enlouquece Poderosa Safada Vadia Devassa A puta A insana Fêmea completa De suas coxas brota O perfume inebriante Enlouquecendo Brinca Lilith Brinca de seduzir És o pecado da Loucura A insanidade animal Dis instintos masculinos Coloque o homem de joelhos Aos teus pés Domine Instigue Se divirta Lilith Rainha da Luxúria Uma Luxúria Que enlouquece Uma Luxúria Que faz perder Uma Luxúria Que faz ruína Uma Luxúria Que faz desgraça Uma Luxúria Que faz maldição Uma Luxúria Que faz miséria Dos olhos Da cara Ao olho Do cu Lilith somente Castiga Machuca Corta Fere Joga Manobra Engana Mente E diz apenas Verdades Abrindo as pernas Para os Filhos E as Filhas De Seu Luxuriante Veneno “Clamem por mim Chorem Implorem Se arrastem Sou o veneno O antídoto A doença A cura O Mal Necessário Tua força Tua fraqueza Sou eu Lilith a Rainha do Pecado O Pecado Original... Eu Sou Pecado Maior Pecado Melhor Pecado De Tudo Pecado De Todos O Próprio Inferno Do Gozo O Próprio Inferno Das Orgias O Próprio Inferno Das Carnes” Inferno Total Insana perdição Pecado Original Lilith é A Rainha Do Próprio Mal… Lilith Lilith Lilith A Poderosa Rainha De nosso Mal Lilith Poetisa & Inominável Ser POÉTICOS PECADORES DO REINADO DE LILITH




Eligos Cavalga Dentro De Nós



O Desejo
De Destruição,
O Desejo
De Ruína,
O Desejo
De Morte,
O Desejo
De Guerra:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

Destruir
O Inimigo,
Destruir
O Amigo,
Destruir
A Vida,
Destruir
A Natureza:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nôs.

A Ruína
Dos Valores,
A Ruína
Dos Sabores,
A Ruína
Das Cores,
A Ruína
Do Amor:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

A Morte
Do Dia,
A Morte
Da Noite,
A Morte
Dos Astros,
A Morte
Das Estrelas:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

A Guerra
Agora,
A Guerra
Ontem,
A Guerra
Amanhã,
A Guerra
Eterna:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

Estamos
Nos Matando,
Estamos
Nos Estrangulando,
Estamos
Nos Estuprando,
Estamos
Nos Torturando:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

Somos
Assassinos,
Somos
Estranguladores,
Somos
Estupradores,
Somos
Torturadores:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

Continuaremos
Aterrorizando
A Nós Mesmos,
Continuaremos
Crucificando
A Nós Mesmos,
Continuaremos
Abortando
A Nós Mesmos,
Continuaremos
Extinguindo
A Nós Mesmos:
Eligos Cavalga
Dentro
De Nós.

Aqui Somente Residem Culpados

Inominável Ser
UM DOS CULPADOS
SERES
PELA GUERRA
QUE EXTINGUE
ESTA HUMANIDADE



Celtic Frost - Circle Of The Tyrants



The battle is over
And the sands drunken the blood
All that there remains
Is the bitterness of delusion

Circle of the tyrants

The immortality of the gods
Sits at their side
As they leave the walls behind
To reach the jewel's gleam

Circle of the tyrants

The days have come
When the steel will rule
And upon his head
Lay a crown of gold

Your hand wields the might
The tyrant's the precursor
You carry the will
As the morning is near

I sing the ballads
Of victory and defeat
I hear the tales
Of frozen mystery

Your hand wields the might
The tyrant's the precursor
You carry the will
As the morning is near

The new kingdoms rise
By the circle of the tyrants
In the land of darkness
The warrior, that was me

Grotesque glory
None will ever see them fall
And hunts and wars
Are like everlasting shadows
(Jewel doesn't gleam)

Where the winds cannot reach
The tyrant's might was born
And often I look back
With tears in my eyes

Grotesque glory
None will ever see them fall
And hunts and wars
Are like everlasting shadows
(It doesn't call)