segunda-feira, 7 de maio de 2007

O Perfeito Recanto Da Deusa Solidão


O Horror Das Criaturas Que Se Ocultam

Sob Rostos Suaves E Hipócritas

E Sob Palavras Arcaicas E Putrefatas

Retira-me solidamente da região

Na qual nefasta é a nuvem

Do rompante rude

Dessas óbvias vias de nenhuma

Verdadeira Atitude

E nenhum

Verdadeiro Ato.

Quão absorvente é a solidão,

Quão matrimonial é a solidão,

Nos Reinos Do Então

Acho Os Reinos Do Porém,

Nos Reinos Do Aquém

Acho Os Reinos Do Quem:

Quem pode residir

Em um recanto mais perfeito

Do que

O Perfeito Recanto

Da Deusa Solidão?

No Perfeito Recanto

Da Deusa Solidão

Dançantes Estão

As Feras Da Luz

E As Feras Da Escuridão...

Dançantes na Deusa Solidão...

Digno Recanto,

Nele encontro-me quando

Meus papéis antigos são rasgados

Nos livros que se põem

No Livro Dos Atos,

Dos Atos Dos Solitários.

Beijo A Musa Solitária

Do Cósmico Barco,

Recebo dela um Beijo,

O Beijo Na Alma Solitária,

Amado sou por Ela

E diante de todas as Trevas

Me sinto feliz nas Luzes Dela.

Qual criatura assim não se

Sentiria?

Qual criatura assim não quereria

Estar?

Qual criatura,

Por uma Musa Filha Da Deusa Solidão,

Não quereria ser Beijado?

Qual criatura não beijaria

A Musa que reside

No Perfeito Recanto Da Deusa Solidão?

Somas de tonturas nas retas finais

São o reto dobrar das Coisas

Nos Muros erguidos diante

Dos Castelos Não-Solitários.

O Coletivo é atormentado,

Não se pensa,

Não se fala,

Não se caminha,

Não existe nada.

Prefiro os Castelos Solitários,

Prefiro O Silêncio Da Deusa Solidão,

Prefiro A Cova Solitária,

Sou da Natureza Da Solidão,

Meu Nome Verdadeiro encontra-se

Nas pedras negras dispersas

Pelo Caminho que

A Deusa Solidão percorre...

Meu Nome Verdadeiro

É um encanto,

É um recanto,

É O Perfeito Recanto...

Eu Sou O Perfeito Recanto,

Vivem apenas em mim

O que eu sou em mim,

Em mim apenas está

A certeza do que verdadeiramente

Viver

Em mim!

Não há povoados,

Não há cidades,

Não há países,

Não há continentes,

Não há mundo,

Não há mundos,

Não há galáxias,

Não há Universos,

Não há Criação...

Não há Deusas...

Não há Deuses...

Não há Demônios...

Não há Trevas...

Não há Luzes...

Não há Infernos...

Não há Inomináveis...

Não há Mãe Inominável...

Não há Pai Inominável...

Não há Inominável Desconhecido...

Não sou um homem...

Não sou uma mulher...

Eu sou A Deusa Solidão

E este é o meu

Perfeito Recanto!

Há algo mais perfeito

Do que Eu

Que ensino,

Que retiro,

Que centralizo,

Que faço todo Ser

Despertar Do Sono Proporcionado

Pela Deusa Carne

E Pela Deusa Matéria,

Abrindo O Caminho

Para O Encontro

Com Todos Os Deuses

E Com Todas As

Fontes De Poder?

Há Algo Mais Perfeito

Do Que Eu,

A Deusa Solidão?

A Companhia

De alguém,

De Algo?

O Amor

De alguém,

De Algo?

Aches alguém,

Aches Algo,

Mais Perfeito do que Eu,

A Deusa Solidão!

Publiques com vosso achado

Um livro!

Fundes com vosso achado

Uma nova religião!

Mas,

Eu continuarei sendo

A Perfeição Verdadeira,

Pois Eu Seria Aquela Que Te Conduziria

Ao Encontro Do Que Não Existe

E Tu Me Encontrarias,

Pois Sou Vossa Mãe Também

Em Todos Os Momentos Solitários De Dor

De Vossa Falsa Vida.

Abro O Caminho Para

A Verdadeira Vida,

Pois todos os solitários

São os que encontram

A Verdadeira Vida.

E,

Para ti,

Eu não sou

A Perfeita Verdadeira

Entre os de vossa Humanidade

E entre Os Deuses E Os Demônios

E Entre As Trevas E As Luzes

E Entre Os Infernos E Os Inomináveis

E Entre A Mãe Inominável

E O Pai Inominável,

No Inominável Desconhecido,

Nas Fontes De Poder,

Que me agradecem

Por fazer-lhes encontrá-Los?






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