quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ternos Versos Para Uma Solitária Guerreira Das Trevas


Um eclipse silencioso ronda as
Rotas Noturnas,
Meus olhos silenciosos rondam
Uma Irmã minha que solitária
Descansa acima da
Serpente Vencida
Derrotada após batalha
Que merecerá ser narrada
Pelos Anciães Das Trevas
Nos futuros distantes que se fazem já
Nos Reinos Das Trevas.


Minha Irmã descansa,
A lua e o seu eclipse,
Ela tendo um momento
De existencial eclipse,
Eu tendo um momento a mais
Do meu eterno existencial
Eclipse,
Já que na Cova a lua bate
Sempre em eclipses de longas
Jornadas de ossos quebrando-se
A marteladas insanas
Dadas pelos meus momentos
De derramar meu sangue lutando
Contra as minhas
Serpentes A Serem Vencidas.


Admiro minha Irmã Noturna,
Ao longe os Harpistas Noturnos
Tocam Odes Das Trevas a todas
As Luas Universais,
Eu e Ela ouvimos,
Com ternura eu me aproximo
E com mais ternura ainda aqui
Falo Dela que lança seu olhar
De solidão tão trevosa como aminha
Em direção aos meus olhos
De solitário Coveiro Inominável
Que em seus eclipses busca
A chance de um Sol Negro
Bem mais cálido.


Minha Irmã Noturna,
Tão Antiga quanto as Trevas,
Tão das Trevas quanto eu,
Tão da Deusa Solidão
Quanto eu,
Possui pés que calejados
Já caminharam por entre
Extintos Campos De Guerras
Extintas,
Derrotando Dragões Impuros
E Serpentes Impuras
E Lobos Impuros
E Corvos Impuros,
Filhos Todos Noturnos
Que Purificados Formam Agora
Uma Parte Em Infinitas Partes
Do Grande Dragão
E Da Grande Serpente
E Do Grande Lobo
E Do Grande Corvo.


Minha Irmã Noturna
Empunha seu machado,
Empunha cansada,
Empunha solitária,
Uma dose de cansaço,
Uma dose de solidão,
Cansaço Eterno de batalhas
Nas Trevas,
Solidão Eterna de batalhas
Nas Trevas,
Batalhas que eu também
Travo,
Batalhas que também
Me cansam,
Batalhas que em mim também
São eternas,
Batalhas que me deixam também
Tão solitário quanto solitária
É a solitária Caminhada Guerreira
Dela...


Compreendemos nossa
Guerra Nas Trevas,
Conhecemos nossa
Guerra Nas Trevas,
A Deusa Solidão
Faz A Sinfonia Da Guerra
Dos Filhos Noturnos
Ao Lado Da Deusa Escuridão,
Sinfonia Que É O Eclipse
Das Existências Noturnos,
Sol Noturno
Obscurecendo A Solitária
Lua Noturna,
A Lua Das Trevas,
A Lua Dos Trevosos,
A Lua Dos Filhos Das Trevas,
A Lua Dos Seres Noturnos
Que Vencem As Serpentes
Que Devem Ser Vencidas,
A Lua Dela,
Minha querida Irmã Noturna
Que longe de toda batalha
Busca como eu busco
Um canto em sua Cova,
Cova Infinita como a minha,
Para poder descansar,
Para poder adormecer,
Mas a solidão,
A Solidão De Coveiros
Como Nós
É Apenas Adoecer,
É Apenas Chorar,
Em Solitárias Covas
No Noturno Mar...


E neste meu chorar,
Chorar em solitários versos
No Noturno Mar
Do Eclipse Lunar Das Trvevas,
Deixo aqui para Ela,
Minha Irmã Noturna,
Solitária Guerreira Das Trevas
Entre
Solitárias Guerreiras Das Trevas,
Toda lágrima que cavada é
Das Outras Covas
Presentes todas aqui
Em minha
Noturna Alma.


AVANTE,
AVANTE,
AVANTE,
AVANTE,
AVANTE,
AVANTE,
AVANTE,
VENCEDORA GUERREIRA,
VENCEDORA NAS TREVAS,
VENCEDORA NA SOLIDÃO
QUE
AVANÇA,
AVANÇA,
AVANÇA,
AVANÇA,
AVANÇA,
AVANÇA
AVANÇA!!!


Inominável Ser
COM TERNURA
PARA UMA DE SUAS
IRMÃS NOTURNAS
QUE É UMA DAS
SOLITÁRIAS GUERREIRAS
DAS TREVAS







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