sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Miserabilidade De Ypheron


Tudo anulado,

Os sonhos de Ypheron,

Os pesadelos de Ypheron,

A voz de Ypheron,

O soriso de Ypheron,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


A Rainha Dos Seres Estranhos

Da Natureza

O Chama De

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


O Rei Das Fantasias Estranhas

Da Natureza

O Chama De

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Os Reinos Dos Mundos Encantados

Da Natureza

O Chamam De

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Elfos E Gnomos E Fadas

De Todas As Naturezas

Na Natureza

O Chamam De

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Dói A Seiva Da Brutal Árvore

Interna

De Ypheron,

Ele é criança dolorosa

Sem o ar das coisas amorosas,

Ele é criança espantada

Com as cores dos outonos violentos,

Ele é criança descrente

Das felicidades dos infantis passatempos,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Rói tudo em Ypheron,

Cupins internos roem Ypheron,

Cupins n'alma de Ypheron,

Cupins n'alma miserável,

Cupins na miserável alma

De Ypheron,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Anmalya abandonou Ypheron,

Adaala abandonou Ypheron,

Daram abandonou Ypheron,

Eraoeuta abandonou Ypheron,

Zasade abandonou Ypheron,

Sadera abandonou Ypheron,

Nafear abandonou Ypheron,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável...


Ouça-me,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Eu também sou um miserável,

Também sou Filho

Da Divina Miserável

Deusa Miséria,

Sou Filho Miserável Dela,

Sou Irmão Miserável Teu,

As cadelas me abandonaram,

Cadelas miseráveis me abandonaram,

Os cães me abandonaram,

Cães miseráveus me abandonaram,

Cadelas e cães miseráveis

Do meu sangue

E não!


Ouça-me,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Sou um aleijão n'alma miserável

Como tu,

Um abortp canceroso de esgotos

De miseráveis cidades,

Cidades construidas sobre

A Humana Miserabilidade,

Como São Miseráveis

Os Miseráveis Seres Humanos,

Como São Miseráveis

Os Miseráveis Seres Humanos,

Como São Miseráveis

Os Miseráveis Seres Humanos!


Ouça-me,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Eu solto vozes assim,

Vozes meio que miseráveis,

Sei que poucos me ouvem,

Sou uma miserável mãe

De miseráveis vozes,

Sou um miserável pai

De miseráveis vozes,

Meu Graal é um cálice

De miserável aço

Que construido foi

Pelo meu arroto de sangue

Mais miserável,

Caguei e mijei no cálice,

Que desastre,

Eu bebo do meu próprio

Miserável lixo,

Por isso percebo a tua

Miserável sorte

E sou teu amigo,

Ó,

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Miserável

Elfo Das Trevas Do Norte!


Teu miserável amigo

Sou,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável,

Ypheron Miserável!


Sou teu

Amigo,

O Inominável Ser

Miserável,

O Inominável Ser

Miserável,

O Inominável Ser

Miserável!


Inominável Ser

MISERÁVEL

AMIGO

DE

YPHERON

MISERÁVEL




quinta-feira, 24 de abril de 2008

A Solidão Do Olhar De Um Estranho Anjo


Atraído pelos humanos,

Um Estranho Anjo pousou

Em um prédio de uma cidade

Que pode ser a do

Rio de Janeiro,

Que pode ser a de

São Paulo,

Que pode ser a de

Los Angeles,

Que pode ser a de

New York,

Que pode ser qualquer

Grande cidade de um mundo

De pequenos seres

Que fingem ser grandes.


O Estranho Anjo

E a sua curiosidade

Admitiram um olhar em direção

A toda e qualquer pequena almazinha

Na cidade,

Um arremedo de almas perdidas

E algumas poucas encontráveis

Em meio ao lixo urbano

Acumulativo de pó de pequenos seres,

De areia para pequenos seres,

De barro com pequenos seres,

De cuspe engolido por pequenos seres,

De mijo bebido por pequenos seres,

De vômitos degustados por pequenos seres

E de fezes conservadas por pequenos seres.


Estranhamente curioso,

O Estranho Anjo permaneceu

Lá no alto do prédio,

Permaneceu olhando os pequenos seres,

Permaneceu visualizando

Uma prostituta sendo estuprada

Por dois policiais,

Um menino de rua sendo queimado vivo

Por cinco rapazes de boa família,

Uma doméstica ser espancada

Por quatro outros rapazes de boa família,

Um menino ser arrastado por quilômetros

Preso a um carro dirigido por bandidos,

Uma menina ser jogada da janela

De seu apartamento.


Mais curioso ainda,

O Estranho Anjo continou

Lá no alto do prédio,

Permaneceu olhando os pequenos seres,

Permaneceu visualizando

A epidemia de dengue,

A epidemia da AIDS,

A epidemia dos preconceitos,

A epidemia dos descasos,

A epidemia dos roubos,

A epidemia das friezas,

A epidemia da alienação,

A epidemia das ideologias,

A epidemia da inação,

A epidemia da burocratização,

A epidemia das injustiças,

A epidemia dos aprisionamentos,

A epidemia dos julamentos,

A epidemia dos linchamentos.


Mais curioso,

Muito mais curioso,

O Estranho Anjo continuou

Lá no alto do prédio,

Permaneceu olhando os pequenos seres,

Permaneceu visualizando

Um assassino psicopata

Ser julgado e absolvido,

Um assassino dos próprios pais

Ser encoberto pela família e esquecido,

Uma assassina dos próprios pais

Fingir arrependimento,

Uma assassina da própria filha

Também fingir arrependimento,

Um assassino de animais

Praticando suas atrocidades,

Um assassino de integridades

Roubando de milhões as suas liberdades.


O Estranho Anjo continuou curioso,

Lá no alto do prédio,

Viu ainda países ocupados

Por outras nações

Que os espoliam.


O Estranho Anjo continuou curioso,

Lá no alto do prédio,

Viu ainda uma mãe

Jogando a própria filha

Em um rio para livrar-se dela.


O Estranho Anjo continuou curioso,

Lá no alto do prédio,

Viu ainda um homem-bomba

Matar centenas em nome

De um Falso Deus.


O Estranho Anjo continuou curioso,

Lá no alto do prédio,

Viu a pedofilia na Internet,

Viu a necrofilia na Internet,

E demais outras filias na Internet

E fora da Internet.


O Estranho Anjo continuou curioso,

Lá no alto do prédio,

Viu o Passado Terrestre,

Viu o Presente Terrestre,

Viu o Futuro Terrestre...


E lá do alto do prédio

Se lançou ao solo,

Era um Anjo Caído

Que se tornou humano.


Viram um Anjo morto

No asfalto,

Um suicida de brancas asas

Morto no asfalto.


"Um mutante,"

Dirão alguns.


"Um alienígena",

Dirão outros.


"Um Anjo",

Dirão muito poucos.


Ele se suicidou,

O Estranho Anjo Caído

Se suicidou

Porque encontrou na Terra

Mais Solidão do que havia

Lá onde ele residia,

Uma Solidão que o seu olhar

Languidamente refletia.


Ele se suicidou,

O Estranho Anjo Caído

Se suicidou,

Queria encontrar algo aqui

Que não há no Alto,

Queria encontrar,

Frustrou-se com o que visualizou,

Arrependeu-se da sua Queda,

Suicidou-se para não ter que caminhar

Entre um monte de merdas

Chamadas seres humanos,

Seres humanos de merda

Acompanhados por toda merda

Possível

Presente em todas as Esferas

Do Baixo

Cheias de merda.


Inominável Ser

NESTE MUNDO DE MERDA

CAMINHANDO ENTRE

AS MERDAS

DOS SERES HUMANOS




terça-feira, 22 de abril de 2008

Deusa Amalya, A Deusa Maior Dos Não-Nascidos


Nulidades E Afirmativas, Nulidades E Inessências, Diante Da Planície Dos Coroados Pelo Não-Nascer, Um Monte Todo De Sangue A Nobremente Escorrer. É O Veio De Poder Dos Não-Nascidos, Os Filhos Do Crepúsculo Antigo Esquecido, O Crepúsculo Entre As Esferas Que Um Dia Formaram A Escuridão Que Antes Dava A Não-Forma Aos Planos Da Criação. Na Nulidade Do Não-Nascer, Sigo Em Frente Ao Lado Da Espada Virgem A Aguardar Pelo Cavaleiro Maior Da Verdadeira Corte De Imperadores Eternos. Nas Afirmativas Do Não-Nascer, Sou O Dobro Das Coisas Que Me Dobram Nas Altitudes Do Meu Corpo De Carne Embebido No Mel Do Resgate Colhido Nas Árvores Sagradas Do Fim, Do Início, Do Meio, Do Não-Fim, Do Não-Início, Do Não-Meio. Nas Nulidades Do Não-Nascer, Sou Intimado A Colher Meus Espaços Neutros No Branco Solo Banhado Pela Luz Rubra Do Não-Nascido Alvorecer Das Intensas Couraças Das Armaduras Temporais Revestindo Guerreiros Filhos Do Abismal Caçar. Nas Inessências Do Não-Nascer, Cedo O Meu Corpo De Véus Para O Meu Corpo Não-Nascido Que Ainda Não-Nascerá, Estanco O Fraco Sangue Das Minhas Veias, Remeto-Me A Percorrer A Estrada Da Negra Areia, Rubro Se Faz Todo Passo Meu, Até A Cidade Dos Eternos Desconhecidos, Até O Encontro Com Ela, A Deusa Amalya, A Soberana Da Cidade, A Deusa Maior Dos Não-Nascidos...



Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Com Os Sete Ciclos

Do Alvorecer Prateado

Circunscrevendo A Linha Ascendente

Do Horizonte Automanifestado.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Gigante Em Meu Pequeno Mundo

De Infinitos Rumores Elevantes

Dos Espetáculos Intensos

Dos Meus Despertares.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Selecionando Cada Grão

Da Minha Verdadeira Mesa

De Bela Refeição A Encantar

Minha Interna Visão.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Diante Do Escorpião Sangrando

Que Aflige A Serpente Rasgando

As Veias Dos Fracos Seres

Da Criação.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Dedicando Um Belo Sorriso

Ao Sério Rosto Do Ancião

Que Vela Pelo Não-Nascer

Sendo O Pai Do Termo Inicial.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Respondendo Ao Sim Negado

No Não Afirmado Antigo

Que Corre Pelas Veias

Das Tribos Não-Nascidas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Carregando A Marca Dos Solitários

Eremitas Que Cavam

A Cova Do Verdadeiro Conhecer

Do Libertário.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela

Que Respeitada Também É

Pelos Habitantes De Todos Os

Abismos Da Criação.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela Que É

A Amalya De Todos Os Demônios,

Mãe Dos Demônios

Não-Nascidos.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela Que Tempera

O Prato De Sangue Perfeito

Que Escorre Dos Veios De Ouro

Das Colinas Cósmicas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Divina Que

Se Incorpora No Não-Nascer

Das Coisas Sangrentas

Fora Do Bestial Prazer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalaya,

Como A Face Celeste Que

Se Nota Esvoaçante

Pelas Altas Esferas

Do Trevoso Não-Nascer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Das Galáxias

De Um Universo Imenso

Em Infinitas Criações

Que São O Não-Nascer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Gentil

Da Guardiã De Cada Ponto

Das Feridas Que Me Despertam

E Abençoam Não-Nascido.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Que Fere

A Luz Do Brilho Das Efemeridades

E Que Reconhece Em Sua Eternidade

O Brilho Das Mutabilidades.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Que Me Alimenta

E Como A Que Me Suga,

Liberando-Me Dos Cadafalsos

Do Falso Viver.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Rua Visitada

Em Cidades De Nações

Sempre Conclamando O Não-Nascer

Ao Seu Prazer De Ser.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

De Cujos Seios Bebo

O Leito Não-Nascido

Das Ferozes Andarilhos.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

Embalando-Me Ao Colo

No Calor Das Frias Sepulturas

Presentes Nas Humanas Esquinas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

Sendo A Mulher Que Me Faz Renascer

Nos Braços Dos Capítulos Do

Grande Livro Do Sangue Eterno Não-Nascido.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

A Pena Substituiu A Espada,

A Mente Substitiui As Mãos,

A Vontade Substituiu Os Pés,

Sou Antigo Novamente Eterno Não-Nascido.



Um Altar De Infinitas Extensões. A Taça De Sangue. Sangue Novo. Sangue Antigo. Sangue Feminil Não-Nascido. Sangue Viril Não-Nascido. A Cerimônia Celebrada Pela Deusa Amalya, Suas Sacerdotisas E Sacerdotes Não-Nascido. Sou Consagrado Com O Eterno Sangue Não-Nascido, Que Bebo Desde O Eterno Despertar Meu Para O Não-Nascer. Meu Corpo Tornou-Se O Sacríficio Velado. Meu Espírito É O Santificado Glossário De Livros Velados. Minha Alma Bebe O Sangue Do Alto Orvalho Oferecido Aos Bardos Não-Nascidos.

Oh, Amalya!

Oh, Amalya!

Oh, Amalya!

GYGOMEI

FAGOMEU

FADEREI

DAEREOU

NARODEU

NUMERASUS

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA


Inominável Ser

NÃO-NASCIDO

DIANTE DA FACE

DA DEUSA AMALYA




sábado, 19 de abril de 2008

Nove Pontos De Exus, Os Grandes Cavalheiros Da Grande Noite!!!


I
Exu Tiriri de Umbanda
Mora na encruzilhada
Toma conta e presta conta
Ao romper da madrugada



II
Eu sou Seu Sete Capas
Dono das Sete Encruzilhadas
Comigo não quero graça
Eu não sou de caçoada



III
Tranca Rua no reino
Oh meu Deus o que será
Ele vai girar Ele vai girar
Chegou seu Tranca Rua
Para todo mal levar



IV
Exu que tem duas cabeças
Ele gira para os filhos de fé
Uma é de Satanás do inferno
Outra é de Jesus de Nazaré



V
Querem me matar
Gira Mundo
Querem me acabar
Gira Mundo
Toma conta dele
Gira Mundo
Vai girar com ele
Gira Mundo


VI
Orerê, Orará
Pemba d’Angola mandou me chamar
Se eu não fosse filho de pemba
São Cipriano não vinha cá



VII
Foi, foi Oxalá quem mandou eu pedir
Me mandou implorar
Que as santas almas viessem me ajudar
Com Seu Tiriri na encruza
De joelho a gargalhar



VIII
De terno branco, seu punhal de aço puro
O seu ponto é seguro
Quando vem pra trabalhar
Segura o nego, que esse nego é Zé
Pilintra
Na descida do morro ele vem
Pra trabalhar


IX

Se ele é
Capitão da encruzilhada, ele é
Ele é
Ordenança de Ogum
Sua coroa quem lhe deu
Foi Santo Antonio
Sua djina quem lhe deu
Foi Omulu
Oi salve o céu
Salve o sol e
Salve a lua
Saravá seu Tranca Rua
Que é dono da gira
No meio da rua
Ina ele é mojubá (bis)
Saravá seu Tranca Rua
Que é dono da gira
No meio da rua


LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

LAROIÊ

EXUS!!!