terça-feira, 15 de abril de 2008

Deixe-Se Sentir Meu Toque, Meu Saboroso Cadáver...


Meu próprio sabor de te tocar já te alucina,

Meu caro amor que vou matar.


Meu próprio sentenciar-te à morte

É já uma ode ao teu sangue que vou sugar.


Meus olhos te perscrutam com validade

Que se acabará quando tu fores um cadáver.


Mutilo-te n'alma,

Eu não quero que me toques.


Mutilo-te n'alma,

Eu não quero que me beijes.


Mutilo-te n'alma,

Eu não quero que me elogies.


Mutilo-te n'alma,

Eu não quero que me fodas.


Mudo quero que fiques

E me observes chegar até vós.


Minuciosamente paralisado quero

Que fiques enquanto eu tiver a tocar-te.


Morosamente exausto quero que estejas

Enquanto eu estiver a tocar-te.


Corpo frágil,

Serás cadáver.


Braços frágeis,

Serás cadáver.


Pernas frágeis,

Serás cadáver.


Pênis frágil,

Serás cadáver.


Bunda frágil,

Serás cadáver.


Coração frágil,

Serás cadáver.


Vou me aproximar bem leve

E te carregar para meus selvagens campos.


Vou te tocar bem leve

E quero saber como te matar bem leve.


Vou te tocar,

Arrancando-lhe os olhos.


Vou te tocar,

Arrancando-lhe a língua.


Vou te tocar,

Arrancando todos os dedos de suas mãos.


Vou te tocar,

Arrancando todos os dedos de seus pés.


Vou te tocar,

Arrancando o teu pau.


Vou te tocar,

Arrancando as tuas nádegas.


Vou te tocar,

Arrancando toda sua pele.


Vou te tocar,

Arrancando todos os seus ossos.


Vou te tocar,

Esquartejando-te.


Vou te tocar,

Dissecando-te.


Vou te tocar,

Comendo cada um dos teus órgãos.


Vou te tocar,

Consagrando as minhas mãos com teu sangue.


Vou te tocar,

Gravando na Parede Das Eras teu nome.


Teu nome,

Teu sangue.


Teu sangue,

Meu sobreviver.


Meu sobreviver,

Teu desencarne.


Teu desencarne,

Teu intocável cadáver.


Deixe-se sentir meu toque,

Meu saboroso cadáver...


Inominável Ser

DEIXANDO-SE TOCAR

POR ELA

COMO UM CADÁVER

QUE POETIZA




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