terça-feira, 22 de abril de 2008

Deusa Amalya, A Deusa Maior Dos Não-Nascidos


Nulidades E Afirmativas, Nulidades E Inessências, Diante Da Planície Dos Coroados Pelo Não-Nascer, Um Monte Todo De Sangue A Nobremente Escorrer. É O Veio De Poder Dos Não-Nascidos, Os Filhos Do Crepúsculo Antigo Esquecido, O Crepúsculo Entre As Esferas Que Um Dia Formaram A Escuridão Que Antes Dava A Não-Forma Aos Planos Da Criação. Na Nulidade Do Não-Nascer, Sigo Em Frente Ao Lado Da Espada Virgem A Aguardar Pelo Cavaleiro Maior Da Verdadeira Corte De Imperadores Eternos. Nas Afirmativas Do Não-Nascer, Sou O Dobro Das Coisas Que Me Dobram Nas Altitudes Do Meu Corpo De Carne Embebido No Mel Do Resgate Colhido Nas Árvores Sagradas Do Fim, Do Início, Do Meio, Do Não-Fim, Do Não-Início, Do Não-Meio. Nas Nulidades Do Não-Nascer, Sou Intimado A Colher Meus Espaços Neutros No Branco Solo Banhado Pela Luz Rubra Do Não-Nascido Alvorecer Das Intensas Couraças Das Armaduras Temporais Revestindo Guerreiros Filhos Do Abismal Caçar. Nas Inessências Do Não-Nascer, Cedo O Meu Corpo De Véus Para O Meu Corpo Não-Nascido Que Ainda Não-Nascerá, Estanco O Fraco Sangue Das Minhas Veias, Remeto-Me A Percorrer A Estrada Da Negra Areia, Rubro Se Faz Todo Passo Meu, Até A Cidade Dos Eternos Desconhecidos, Até O Encontro Com Ela, A Deusa Amalya, A Soberana Da Cidade, A Deusa Maior Dos Não-Nascidos...



Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Com Os Sete Ciclos

Do Alvorecer Prateado

Circunscrevendo A Linha Ascendente

Do Horizonte Automanifestado.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Gigante Em Meu Pequeno Mundo

De Infinitos Rumores Elevantes

Dos Espetáculos Intensos

Dos Meus Despertares.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Selecionando Cada Grão

Da Minha Verdadeira Mesa

De Bela Refeição A Encantar

Minha Interna Visão.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Diante Do Escorpião Sangrando

Que Aflige A Serpente Rasgando

As Veias Dos Fracos Seres

Da Criação.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Dedicando Um Belo Sorriso

Ao Sério Rosto Do Ancião

Que Vela Pelo Não-Nascer

Sendo O Pai Do Termo Inicial.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Respondendo Ao Sim Negado

No Não Afirmado Antigo

Que Corre Pelas Veias

Das Tribos Não-Nascidas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Carregando A Marca Dos Solitários

Eremitas Que Cavam

A Cova Do Verdadeiro Conhecer

Do Libertário.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela

Que Respeitada Também É

Pelos Habitantes De Todos Os

Abismos Da Criação.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela Que É

A Amalya De Todos Os Demônios,

Mãe Dos Demônios

Não-Nascidos.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Daquela Que Tempera

O Prato De Sangue Perfeito

Que Escorre Dos Veios De Ouro

Das Colinas Cósmicas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Divina Que

Se Incorpora No Não-Nascer

Das Coisas Sangrentas

Fora Do Bestial Prazer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalaya,

Como A Face Celeste Que

Se Nota Esvoaçante

Pelas Altas Esferas

Do Trevoso Não-Nascer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Das Galáxias

De Um Universo Imenso

Em Infinitas Criações

Que São O Não-Nascer.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Gentil

Da Guardiã De Cada Ponto

Das Feridas Que Me Despertam

E Abençoam Não-Nascido.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Que Fere

A Luz Do Brilho Das Efemeridades

E Que Reconhece Em Sua Eternidade

O Brilho Das Mutabilidades.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Que Me Alimenta

E Como A Que Me Suga,

Liberando-Me Dos Cadafalsos

Do Falso Viver.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Rua Visitada

Em Cidades De Nações

Sempre Conclamando O Não-Nascer

Ao Seu Prazer De Ser.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

De Cujos Seios Bebo

O Leito Não-Nascido

Das Ferozes Andarilhos.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

Embalando-Me Ao Colo

No Calor Das Frias Sepulturas

Presentes Nas Humanas Esquinas.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

Como A Face Da Minha Mãe Não-Nascida

Sendo A Mulher Que Me Faz Renascer

Nos Braços Dos Capítulos Do

Grande Livro Do Sangue Eterno Não-Nascido.


Encaro Tua Face,

Deusa Amalya,

A Pena Substituiu A Espada,

A Mente Substitiui As Mãos,

A Vontade Substituiu Os Pés,

Sou Antigo Novamente Eterno Não-Nascido.



Um Altar De Infinitas Extensões. A Taça De Sangue. Sangue Novo. Sangue Antigo. Sangue Feminil Não-Nascido. Sangue Viril Não-Nascido. A Cerimônia Celebrada Pela Deusa Amalya, Suas Sacerdotisas E Sacerdotes Não-Nascido. Sou Consagrado Com O Eterno Sangue Não-Nascido, Que Bebo Desde O Eterno Despertar Meu Para O Não-Nascer. Meu Corpo Tornou-Se O Sacríficio Velado. Meu Espírito É O Santificado Glossário De Livros Velados. Minha Alma Bebe O Sangue Do Alto Orvalho Oferecido Aos Bardos Não-Nascidos.

Oh, Amalya!

Oh, Amalya!

Oh, Amalya!

GYGOMEI

FAGOMEU

FADEREI

DAEREOU

NARODEU

NUMERASUS

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA

AMALYA


Inominável Ser

NÃO-NASCIDO

DIANTE DA FACE

DA DEUSA AMALYA




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