sábado, 12 de julho de 2008

O Nascimento De Babalon - Jack Parsons (Frater Belarion 210)


Que é o tumulto entre as estrelas
de que tão estático até então era o fulgir?
Que são as rugas de dor e ira
sobre a fronte imortal a se exibir?


Por que é a face de Deus tornada gris
e seus anjos todos crescem em alvor?
Que é o terrível rubi estrela
que arde sob a noite de rubor?


Que é a beleza que flameja tão brilhante
através da aurora atroz?
Ela tomou carne, Ela é vinda pra julgar
os tronos sobre os quais governais vós.


Tremei reis, pois um fim é chegado
no nascimento de BABALON.


Eu caminhei por três noites terríveis
em átrios além do desesperar,
Eu dei essência, lágrimas e suor
e sangue para bela A deixar.


Eu deitei meu amor e esmaguei meu coração
e de sangue levei-lhe a taça à totalidade,
Para que sangue fluísse dos quadris da dor
para a taça da irmandade.


As cidades dançam ao barulho do aço
onde há da espada bélica o empunhamento.
Cantai santos, pois o dia é chegado
no que de BABALON é o nascimento.


Agora Deus pediu Seu livro do juízo
e viu Seu Nome nele gravado
E a graça de Deus e a culpa de Deus
soletraram-No como pecado.


Seus padres sanguinários agarraram-lhe os robes
e mancharam-lhe as líneas vestiduras
E suas vítimas enxamearam de seu inferno rompido
para arrastar seu reino às funduras.


Ó os papas, os reis e os pequenos deuses
estão doentes, tristes, e sem cor
De ver a estrela carmesim que mana
como sangue sobre o albor.


Enquanto as trombetas tocam e as estrelas se regozijam
no nascimento de BABALON.


BABALON é demasiado bela
para a visão dos olhos mortais
Ela ocultou Sua amabilidade
à meia noite em abóbadas celestiais.


Ela vestiu Sua beleza em mantos de pecado
e Seu coração ao porco jurou
E amando e dando tudo Ela para os santos
vinho imortal fermentou.


Mas agora a escuridão foi despedaçada
e se foi o que do pecado é manto,
E nua Ela se põe como uma terrível lâmina,
uma flama e um esplêndido canto.


Nua em radiante carne mortal
no Nascimento de BABALON.


Ela é renascida como uma donzela mortal
esquecendo seu estado elevado,
Ela abriu Seus braços à dor e à morte
e ousou a perdição do fado,


E a morte e o inferno estão as suas costas,
mas com a vida brilha seu olhar,
Seu coração é elevado e sua espada é forte
para a mortífera disputa encontrar,


Sua voz é certa como a trombeta do juízo
para a casa da iniqüidade romper,
Embora os muros sejam altos e a pedra dura
e a norma do inferno pôde duradoura ser.


Os portões cairão e os ferros se quebrarão
no Nascimento de BABALON.


Sua boca é rúbida e seus seios pulcros
e Seu quadril cheio de fogo se revela,
E Seu tesão é viril como um homem é viril
no calor do desejo dela,


E Sua prostituição é sagrada como a virtude vil
debaixo do céu sagrado está
E Seus beijos corromperão ao mundo
em paixão que de morrer não há.


Vós rireis, amareis, e seguireis sua dança
quando da ira de Deus houver o fenecimento,
E não mais sonhareis com inferno e ódio
no que de BABALON é o Nascimento.






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