sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Luz Primeira Antiga


Sobrevivente de Atlântida sou,
Carregando sob meus ombros
A Mística Cruz Do Mundo
Em instantes todos
Deste mundo que me acolhe
Quando estou sem a sombra
De outro melhor Vale.
Conheço muitos Vales,
Carreguei inúmeras Cruzes neles,
Tombei sob flores,
Tombei sob serpentes,
Dediquei-me a ser semente
De infernos e de céus
Em meu caminhar demente.

Sou muito mais antigo
Do que a aurora final
Dos dias de verão
E nos invernos sou
Infindável antigo
Carregador de infinitos
Martírios antigos.
Sou antigo viajante
Da Luz que caiu
No zênite desconhecido
Que povoa o meu
Eu.

A Luz Do Meu Eu
É o alimento sagrado
Que ergo aos Deuses
E aos Demônios
Em meu redor,
Amigos antigos
De datas antigas
Em Esferas Antigas.

A Luz Do Meu Outro Eu
Forma meu despertar
Para as cantigas
Que eu ouvia vivo
No Éter Maior
Que abraça o Kosmos
Quando as estrelas acordam,
Quando os sóis brincam,
Quando as luas cantam.
Encanto-me com a estrela
Próxima a mim
Que permite-me ver um sol
Na lua adormecida
No leito saudoso
Dos meus antigos dias
Em antigos horizontes.

No Oriente
Vivi na Luz Antiga,
A Luz Primeira Antiga,
A Luz De Lúcifer,
Um amigo que nas manhãs
Dos despertares de todos
Os Sóis Da Criação
Conta as maravilhas
Da Obra Universal
Em canções sob
O Grande Mar Cósmico.

Reino na Luz,
Na Luz Primeira Antiga,
Minha Luz amiga,
Minha perfeita amiga
Dedicada a inspirar-me
Luciferina.

Reino na Luz,
Na Luz Primeira Antiga
A despertar o meu
Lúcifer Interno,
O Deus Maior
De todos os meus
Eus.

Inominável Ser
DESPERTANDO O SEU
LÚCIFER INTERNO





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