sábado, 27 de setembro de 2008

Canção Da Madrugada Que Em Volta Fica A Me Fazer Aterradoramente Dançar


 

Neste Grande Silêncio

Da Alta Madrugada

Abro Um Caminho

Por Entre As Cinzas

Das Pistas

Da Estranha Estrada

 

Logo Me Faço

Ouvinte Noturno

Da Pouca Rotina

Que Vem

E Que Sobra

Da Negra Praça

 

Homens Sem Atos

Mulheres Sem Atas

Demônios Sentados

Os Deuses Bebendo

A Morte Dos Anjos

Sem Asas E Harpas

 

Estrelas Caindo

O Sereno Morrendo

O Diabo Sorrindo

Satan Se Perdendo

Barcos Em Fila

O Mar Vem Vencendo

 

Ondas De Trapos

Nados De Ratos

Lúcifer Calado

A Liga De Aço

A Luta Encarada

A Derrota Formada

 

O Túnel Atravesso

Negro Túnel Do Nada

Negro Túnel Do Todo

Humanos Sedentos

Humanos Serenos

Serenos E Mortos

 

Andando Aqui

Andando Ali

Madrugada Em Mim

Madrugada Assim

Trazendo A Visão

Do Caos Sem Fim

 

Diante Daqui

Diante Dali

Quero Ter A Perdiz

E Engulo A Matriz

De Pedra Lavada

Com O Sangue Do Karma

 

O Karma Do Mundo

O Karma Desgraça

Cara Sentença

Viva Doença

Livro Aberto

Da Deusa Madrugada

 

Dançando Vou Indo

Dançando Estou Vindo

Vitórias Amargas

Derrotas Aliadas

A Semente Plantada

A Desgraça Aguardada

 

Dançando Por Aí

Dançando Por Aqui

Lá Vem A Rainha

Romance Das Trevas

Madrugadas De Beijos

Mulheres Para Mim

 

E Ela Me Pega

E Ela Tem Danças

E Abre As Pernas

Eu Enfio Meu Pau

Penetro Bem Nela

E Danço Dentro Dela

 

Gozando Vou Vendo

Um Crânio Em Mesas

E O Crânio É Meu

Crânio Sedoso

Crânio Raspado

Crânio Prendado

 

Gozei E Morri

Entre As Pernas

Da Rainha

Ah

Que Dança

Madrugada Só Minha

 

Gozar E Morrer

Entre As Pernas

Da Rainha

Trevas E Caos

A Centelha Divina

Da Minha Cova Querida

 

Gozo E Morro

Entre As Pernas

Da Rainha

Deusa Madrugada Linda

Observando Meu Crânio

Rachando Agora

 

Dançar E Gozar

Dançar E Morrer

Vaidoso Eu Gozo

Vaidoso Eu Morro

A Madrugada Comigo

E Eu Não Peço Um Sopro

 

Inominável Ser

DANÇANDO E GOZANDO

EM SEU CRÂNIO

DE MORTO

NA MADRUGADA CANTORA

 

 

 

 

 

 

 

.........


   

Prazeres mundanos são
Para todos que
Mundialmente marcham
Por este mundo agonizante
Carnavalizados.
A Grande Cruz Da Desgraça
Reflete-se mãe
De toda podridão humana,
Podres humanos astros,
Podres humanas estrelas,
Podres humanos erros.
Não sou juiz escroto
Ditando nulas sentenças
Acerca dos crimes
Da Humanidade em desgraça.
Os juízes dos tribunais humanos
São uma desgraça,
A justiça humana
É uma piada eternizada
Pelas batidas dos martelos
Da Deusa Matéria
Nas mesas de refeição humanas.
E tudo é um Carnaval,
Carnaval Eterno de erros,
Carnaval Eterno de injustiças,
Injustiças cometidas contra
Os Verdadeiros Guias
Do Planeta Terra!
Mestres De Todas As Fontes,
Mestres Inomináveis,
Sabeis que eu não sou juiz,
Sabeis que eu sou denunciador!
Que eu continue denunciando
A Desgraça Contemporânea!

 

Inominável Ser

CARNAVALIZADO

EM SUA

DESGRAÇA

 

 



 

 

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A Enobrecedora Melancolia Trazida Pelas Vozes Da Meia-Noite


Medito nas melhores quedas dos meus momentos de homenzinho e meço a pesagem dos meus medos e medonhos caminhos na meia-noite que cai neste mundo de falsidades claras e lucros vorazes no nada.

Meço esta loucura minha de cavar e cavar e muito cavar aos pés de Exu Caveira Das Trevas e sob o olhar de Exu Da Meia-Noite um monte de palavras, verdadeiras palavras para as falsas palavras do mundo, que falem da Humana Queda Existencial.

Meço humanas merdas, meço humanos caralhos, meço humanos vagabundos, meço humanos vadios, meço humanas porras, meço humanos crimes, meço humanos estupros, meço humanos estúpidos, meço humanos imbecis, meço humanos túmulos, meço humanos abismos...

E eu sou medido pela minha própria melancolia pelas Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que eu sou um humano de merda como qualquer outro humano de merda...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano do caralho com qualquer outro humano do caralho...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano vagabundo como qualquer outro humano vagabundo...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano vadio como qualquer outro humano vadio...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano de porra como qualquer outro humano de porra...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano estupro com qualquer outro humano estupro...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um um humano estúpido com qualquer outro humano estúpido...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano imbecil como qualquer outro humano imbecil...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano túmulo com qualquer outro humano túmulo...

As Vozes Da Meia-Noite...

As Vozes que me dizem que sou um humano abismo como qualquer outro humano abismo...

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Dos Mestres Das Trevas?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Dos Mestres Da Escuridão?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Dos Mestres Do Abismo?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Dos Mestres Infernais?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Morte?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Solidão?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Desgraça?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Miséria?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Madrugada?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Da Deusa Meia-Noite?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Lúcifer?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Lilith?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Hecate?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Babalon?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Satan?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Do Diabo?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Deuses Da Grande Noite?

As Vozes da Meia-Noite...

Vozes De Demônios?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes De Espíritos Das Trevas?

As Vozes Da Meia-Noite...

Vozes Dos Inomináveis?

As Vozes Da Meia-Note...

Vozes...

As Vozes Da Meia-Noite...

Minhas Vozes...

As Vozes Da Meia-Noite...

Minhas Vozes?

Minhas Vozes?

Minhas Vozes?

Não...

Sim!

Não...

Sim!

Não...

SIM!

NÃO!

Que Missão...

Que Karma...

Que Ilusão...

Que Verdade...

Sou muitos e todos que ainda serei e faço da minhas Vozes que em melancólicas meias-noite se erguem As Vozes Do Meu Decadente Ser Que Inominavelmente É...

Por que eu continuo?

Por que eu não paro?

Ora, simplesmente eu não sei, apemas Sei que preciso continuar e nunca a minha fronte abaixar.

Bem diferente de ti, que, por qualquer motivo está à vossa fronte abaixar.

Não somos iguais, leitor virtual, leitora virtual.

Sei que vos aterrorizo, sei que aqui há apenas O Frio, sei que aqui alguns nada tem a dizer, sei que aqui muitos tem algo a dizer e se calam, sei que meu Verdadeiro Caminho é Ser Coveiro Inominável.

Com coragem, melancólica coragem, nesta meia-noite Afirmo que continuo, sempre Afirmarei que continuarei!

Por que não parar?

Ora, simplesmente porque eu Amo a minha melancolia e Amo desafiar as Vozes que me dizem que eu devia parar!

Mas, fiquem calmos, amigos e inimigos, EU JAMAIS IREI À TAMPA DA COVA FECHAR!!!!

 

Inominável Ser

MELANCOLICAMENTE

AMANDO

CONTINUAR

COM A TAMPA DA COVA

ABERTA

 

 

 

 


 

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Astarte - Deviate


I roll on shadow sphere
My will is out of fear
Pain, hate and lust
Truth is where you crass.


Torture Trap
My inner-break
Swallow fear
Of mind.


Deviate/Violence Erase
Deviate/Violence Break
Deviate/Invocate
Deviate/Accept your fate


I roll on shadow sphere
My will is out of fear
Pain, hate and lust
Truth is where you crass.
Plug their minds twist them till they die.
Darkness of my Fate
Deviate






segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Na Alta Madrugada A Ouvir A Sabedoria Do Crânio


nesta altura de uma segunda

colho os pedaços dos meus

internos remendos


sinto ao longe a agrura

dos remendos deste mundo

muito gemendo


sinto perto a loucura

de um estado de mundo insano

de seres tão pequenos


sinto a humana pequenez

que não honra

A Sabedoria Do Crânio


lamento pelo poder da ilusão

danificando A Grande Lição

Da Sabedoria Do Crânio


espelho quebra em cada mão

e os humanos não refletem

A Sabedoria Do Crânio


em um cemitério olhem

para os túmulos todos

depósitos de ossos e de pó


em um cemitério enxerguem

além dos ossos e do pó

o vosso existir no osso e no pó


em um cemitério sintam

vossos crânios deitados

nas covas se tornando pó


em um cemitério sintam

os vermes comendo cada resquício

do que humano arrogante foi


nos cemitérios

humana gente

A Sabedoria Do Crânio


arrogância inválida

vaidade inválida

A Sabedoria Do Crânio


segurança tola

manobras insossas

A Sabedoria Do Crânio


não se apeguem

não se consolem

A Sabedoria Do Crânio


não se satisfaçam

não se engrandeçam

A Sabedoria Do Crânio


em cada ser humano jaz

um cemitério bem senhor

dos nossos sábios mistérios


em cada ser humano jaz

a sábia conjuntura

dos nossos ministérios


em cada ser humano

o crânio está pronto

para o repouso no pó


risos bons?

alegrias muitas?

fodas animais?


festas boas?

esportes muitos?

diplomas demais?


ah humanos amigos

jazendo em cemitérios

tudo se vai


ah humanos amigos

jazendo em cemitérios

tudo se apaga


A Saberdoria Do Crânio

vem

apaga


A Sabedoria Do Crânio

arrasta

iguala


A Sabedoria Do Crânio

beija

abraça


A Sabedoria Do Crânio

ama

chora


A Sabedoria Do Crânio

poetiza

filosofa


A Sabedoria Do Crânio

espalha

reune


A Sabedoria Do Crânio

intensifica

isola


A Sabedoria Do Crânio

explica

explora


A Sabedoria Do Crânio

é aqui

é agora


Inominável Ser

COMPREENDENDO

AQUI

AGORA

A SABEDORIA DO CRÂNIO






domingo, 21 de setembro de 2008

Sabendo Vomitar Toda Negra Dor Qual Boneco De Horror


As tripas minhas saem pelo cu

mas o meu cu muito não suporta

toda a podridão das dores que

me assolam nas porras interiores

do meu corpo de bardo fracasssado

que se masturba e sangra pensando

em cadelas estúpidas escrotas

de sites pornô e da porra do funk


Minha boca se torna meu cu

e eu passo a vomitar

toda minha negra dor

a negra dor de um perdedor

um perdedor que sempre leva

no meio do cu

as piores balas de tiroteios

que a existencialidade pode dar

a um Ser que não quer se arrastar


As negras dores não me deixam

adormecer na transitoriedade

dos dias apresentados aos meus

presentes passos dementes

estou no sonambulismo fodido

do caralho jamais delicado

de um roteiro radiofônico

de novelinha de bandido caçado

e executado na cadeira elétrica

do Tempo


Sou um homem mau e amargurado

de sentimentos maus e amargos

que teima em se oferecer às Luzes

mas o caralho filho da puta

de qualquer Guardião Da Luz

é cego para o meu vomitar

e todos que me atendem

são todos os Guardiões Das Trevas

que me auxiliam na construção

do meu vomitado trevoso

negro lar


Qual boneco de elementais insanos

vou sendo conduzido e odiando

os Mestres Das Trevas me aconselhando

a aprender a mais vomitar

minhas negras dores

eu vou recebendo essas Lições

e ouço o cântico ao longe

do Grande Corvo

e Hecate Uivante ao lado de Lilith Sedutora

acordam O Dragão Negro

que passa a respirar por sobre

o meu negro vomitar


De caralho em caralho dos meus

negros vômitos em solos que fico a pisar

vou forjando um Império

que nada derrubará

pois posso continuar a fracassar

posso continuar a perder

posso continuar a me amargurar

posso continuar a negramente vomitar

mas o meu Império De Negros Vômitos

estarei a governar


Não sou de chorar

sou de negramente vomitar

o lago de meu negro vômito

o mar de meu negro vômito

serve de passagem para todos

os dolorosos passatempos de meus olhos

nas coisas que perdi

nas coisas que desejei e não tive

nas coisas que perderei

nas coisas que desejarei e não terei

nas coisas que perco

nas coisas que desejo e não tenho


Pena não peco que tu tenhas de mim

sua piranha sentada em frente do computador

seu viado sentado em frente do computador

pena de mim não

eu aprendo negramente vomitando

a me reerguer mais maligno e forte

a me reerguer mais maligno e amargo

a me reerguer mais maligno e pronto

para muitos outros negros vômito

e duvido que vós aí a seguirem

a cartilha social do caralho

da moral social do caralho

de um mundo do caralho

fodido prá caralho

poderieis suportar um terço do que

ocorre com o meu

vomitado Ser


Comam meu negro vômito

comam cada pedaço do meu negro vômito

estabeleçam vossos cus nas bocas

e também vomitem vossas negras dores

vamos lá

tornemos este mundo melhor

tornemos este mundo do caralho melhor

vomitemos nele

vomitemos nele todo

encaremos no chão nossa Verdade

no chão a nossa Verdade Negramente Vomitada:

SOMOS DO NEGRO VÔMITO

DA EXISTENCIAL ESTRADA

HUMANOS VOMITADOS

PELOS DEUSES E PELOS DEMÔNIOS

QUE AQUI NESTE MUNDO

NOS ENTERRARAM


Vomitem bem

e não limpem o chão

lamber o negro vômito próprio

também é uma grande

dolorosa lição


Inominável Ser

NEGRAMENTE

VOMITANDO

SUA NEGRA DOR






Invictus - William Ernst Henley - Tradução André C. S. Masini


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeoning of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond the place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.



Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.