quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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Aos pobres do mundo
Lanço orações interiores
De auxílio
Para que retirem das solas de seus pés
Milênios de carmas
Que lhes atingem.
Aos pobres do mundo
Lanço a esmola maior
De todas as esmolas,
A esmola contendo a força
Digna força
De perdir-lhes para extinguirem a
Todos os seus carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço as minhas súplicas
Que errantes muitas vezes
São por mim mesmo,
Súplicas para que alcancem
Os seus poços d'água
Que lhes banharão com as gotas
Afogantes dos seus carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço os meus olhares verdadeiros
De observador triste
Do que é a Verdadeira Pobreza
Elevante máxima das cargas
De todos os carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço-me com o meu carma
Para dizer-lhes que não é pobre
Aquele sem muitas posses,
O Verdadeiro Pobre é todo
Pobre ser humano
Com o seu rico carma de
Pobrezas d'alma.


Inominável Ser

RICO EM SEU

PESADÍSSIMO

CARMA






quarta-feira, 22 de outubro de 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 1ª EDIÇÃO





Inomináveis Saudações a todos!

Dando um tempo nos enterros realizados aqui neste blog, é com um prazerosamente abismal prazer que estou a escrever esta mensagem de apresentação de mais uma fase concreta de realizações que nascem do Projeto C.O.V.A.

Mesmo diante de um mundo que ultimamente pouco preza pela cultura e pelo conhecimento, pela capacidade de fazer acreditar que ainda se pode construir algo de valor e qualidade, eu e muitos outros continuam a lutar, mesmo contra tudo e todos que não apreciam as oportunidades de obtenção de cultura e o conhecimento. O objetivo do Projeto C.O.V.A. é esse, proporcionar, conjuntamente com a valorização do Universo Sombrio e de temáticas gerais que sejam propiciadoras de conhecimentos a mais a todos que os quiserem, uma organização de interesses culturamente amplos. Tais interesses não são levianos, nem medíocres e nem absurdos.

Creio nisto e, para o desespero de todos os meus inimigos e daqueles que pensam e dizem e torcem para que o Projeto C.O.V.A. não passe apenas de mais um projeto sem desenvolvimentos e finalidades concretas, faço hoje o lançamento oficial do nosso veículo virtual de divulgação de Arte, Literatura, Poesia, Música e Conhecimentos Gerais, a Webrevista Projeto C.O.V.A.

Será uma edição mensal, sempre contando com as contribuições dos que gostarem e apreciarem auxiliar na construção de algo. Nesta primeira edição, estes são os assuntos nela abordados:


Tributo A Álvares de Azevedo

Mitologia - Uma Pequena Introdução

Tatuagem - Algumas Considerações


Por se tratar de uma edição de estréia, as suas 52 páginas enfocaram em sua grande parte um dos maiores autores brasileiros, Álvares de Azevedo. Contamos, eu e a Elektra, a Demolidora Editora, que Administra junto comigo o fórum do Projeto C.O.V.A. no Forumeiros, com as contribuições de Alessandro Reiffer e Ariadne, Poesia e Desenho, dando uma apurada face à edição. Para baixá-la, escolham qualquer um dos links abaixo:


Media Fire


Badongo


Bigupload


Aos que se interessarem em enviar contribuições (artigos, poemas, contos, desenhos, ilustrações e fotografias) para as próximas edições, por favor, entrem em contato através deste e-mail:

projetocova@gmail.com

Leiam e enterrem-se nesta Cova!

Saudações Inomináveis a todos!




Melancolia - c.1618 - Domenico Feti


Links:

Projeto C.O.V.A. - Forumeiros

Projeto C.O.V.A. - Ning

Projeto C.O.V.A. - HI5

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Naquela Distante Eterna Manhã Chuvosa...


Há Ainda Aquela Manhã Chuvosa,

Repito Sempre O Momento

Daquele Movimento

Dos Meus Olhos

Em Direção À Grande Neblina

Da Sagrada Madrugada.


Como Hoje Nesta Também

Sagrada Madrugada,

Admiro O Silêncio

Das Coisas Plantadas,

Das Formas Realizadas

E Das Colinas Amadas.


Admiro Lá Ainda

Aquela Eterna Manhã

Chuva

Que Se Manifestou

Naquela Eterna

Madrugada

De Verdades Aladas.


Eu Era Uma Perdiz

Repousante Sobre

O Negro Jardim

Dos Noturnos Sonhos,

Os Terrores Noturnos

E Os Pesadelos Obscuros

Afastados.


Folheava O Livro De Ramesh

Diante Do Portão Solar

De Adamartha,

Erguia Minha Magia

De Intensa Intenção

Ao Alcance

Do Casal Que Me Guarda.


Nomes Antigos Dançam

Agora,

Nomes Antigos Dançam

Diante Daquele Portão,

O Galo Cantante

Uma Segunda Vez Agora

Anuncia Minha Visão.


A Manhã Chuvosa

Se Fez Naquela Madrugada

E Eu Fiquei Na Poderosa

Busca Do Cetro

Da Imperatriz

E Do Imperador

Da Minha Glória.


Sento-Me E Abro Os Olhos,

Fecho-Me Em Meu Ser,

Irrigo Meu Espírito,

Lanço Minha Alma

Ao Precípicio,

O Abismo Me Abraça,

A Cova Me Realça.


Dissipadas As Nuvens,

Dissipadas As Ilusões,

Estou Agora Na Visão,

A Visão Do Casal

Amparado Nas Escamas

Do Grande Dragão Negro,

O Gigante Da Antiga Nação.


Denso É O Meu Ver,

Tenso É O Meu Ver,

Mas O Meu Imperador

E A Minha Imperatriz

Olham Para Mim

E Eu Me Vejo A Sorrir

O Sorriso De Akhafdgyr.


O Imperador

É O Oceano Das Coisas

Dos Vales Tenebrosos

E Ao Mesmo Tempo

É O Oceano Das Portas

Dos Vales Serenos,

Pai Dos Cósmicos Mistérios.


A Imperatriz

É A Donzela Dançarina

Dos Desertos

E Ao Mesmo Tempo

É O Deserto Do Despertar,

Mãe Das Cósmicas Serpentes

Que Picam Para Libertar.


O Imperador

Faz-Se Em Meu Olhar,

Eu Vejo O Esquema

Da Criação

Em Chamas Intensas Arder,

Tudo Nascendo,

Tudo Eterno!


A Imperatriz

Faz-Se Em Meu Corpo,

Eu Vejo O Tecido

Da Criação

Inteiro Se Rasgar,

Tudo Gemendo,

Tudo Eterno!


O Imperador

Abraça A Imperatriz,

Agiganta-Se Tudo

O Mais,

Sou Gigante E Tudo

Mais,

Meu Império É Capaz!


Com Eles,

Toco Nas Mãos

Das Grandes Mães

E Nos Pés

Dos Grandes Pais,

Seduzo O Fim,

Arrisco No Início A Iniciar!


Com Eles,

Abro A Ferida

Do Arashar

E Cubro Os Dejetos

De Inemmar,

Sou Do Perfeito,

Perfeito Sou Em Meu Lar!


Com Eles,

Empunho A Espada

Dos Dias De Lá

E Crio O Escudo

Dos Dias De Cá,

Sou O Grande Médico,

O Guerreiro Do Cósmico Lar!


Com Eles,

Sacrifico A Pomba

Da Paz

E Santifico A Pomba

Da Guerra,

Preciso Lutar,

Preciso Guerrear!


Com Eles,

Vejo Mais,

Vejo Um,

Vejo Dois,

Vejo Três,

A Trindade Inominável

Do Uno Lar!


Com Eles,

Vejo Mais,

Vejo Quatro,

Vejo Cinco,

Vejo Seis,

A Sexta Inominável

Força Do Uno Lar!


Com Eles,

Vejo Mais,

Vejo Sete,

Vejo Oito,

Vejo Nove,

A Nona Inominável

Cesta Do Uno Lar!


A Visão,

A Eterno Visão,

Ainda Aqui,

Ainda Lá,

Sempre Aqui,

Sempre Lá,

Sem Terminar!


A Visão,

A Visão Do

Imperador,

A Visão Da

Imperatriz,

O Casal Da Criação

Mais Feliz!


O Imperador

Samael,

A Imperatriz

Lilitu,

Lilitu E Samael,

O Casal Desta Minha

Cova Feliz!


Samael

Que É O Diabo,

Lilitu

Que É Lilith,

Casal De Esposos

Muito Felizes

Além Dos Infernais Íris!


Samael Diabolos,

Lilitu Lilith,

Hamerah Dan Kaar

Daeram Baerbtan Damar

Rareun Igy Adaf Adasear

Atamus Ytru Ujae Deraru

Agegyn Aregyn Arebylmah!


A Visão

Imperial,

A Imperial

Visão,

Ó,

Diabo,

Lilith!


A Visão

Sem Parar,

A Visão

Se Movendo,

Ó,

Diabo,

Lilith!


A Eterna Visão

Daquela Eterna Madrugada

De Eterna Manhã Chuvosa,

Ó,

Diabo,

Lilith,

Casal Imperial Da Minha Cova!


Inominável Ser

NAQUELA ETERNA

VISÃO







sábado, 11 de outubro de 2008

Inno A Satana - Giosuè Carducci - Tradução Adaptada A Partir Da Versão Portuguesa




A te, de l’essere

Principio immenso,

Materia e spirito,

Ragione e senso


Mentre ne’ calici

Il vin scintilla

Sì come l’anima

Ne la pupilla;


Mentre sorridono

La terra e il sole

E si ricambiano

D’amor parole,


E corre un fremito

D’imene arcano

Da’ monti e palpita

Fecondo il piano;


A te disfrenasi

Il verso ardito,

Te invoco, o Satana,

Re del convito.


Via l’aspersorio,

Prete, e il tuo metro!

No, prete, Satana

Non torna in dietro!


Vedi: la ruggine

Rode a Michele

Il brando mistico,

Ed il fedele

Spennato arcangelo

Cade nel vano.


Ghiacciato è il fulmine

A Geova in mano.

Meteore pallide,

Pianeti spenti,


Piovono gli angeli

Da i firmamenti.

Ne la materia

Che mai non dorme,


Re dei i fenomeni,

Re de le forme,

Sol vive Satana.

Ei tien l’impero


Nel lampo tremulo

D’un occhio nero,

O ver che languido

Sfugga e resista,

Od acre ed umido


Pròvochi, insista.

Brilla de’ grappoli

Nel lieto sangue,

Per cui la rapida


Gioia non langue,

Che la fuggevole

Vita ristora,

Che il dolor proroga,


Che amor ne incora.

Tu spiri, o Satana,

Nel verso mio,

Se dal sen rompemi


Sfidando il dio

De’ rei pontefici,

De’ re cruenti;

E come fulmine


Scuoti le menti.

A te, Agramainio,

Adone, Astarte,

E marmi vissero


E tele e carte,

Quando le ioniche

Aure serene

Beò la Venere


Anadiomene.

A te del Libano

Fremean le piante,

De l’alma Cipride


Risorto amante:

A te ferveano

Le danze e i cori,

A te i virginei


Candidi amori,

Tra le odorifere

Palme d’Idume,

Dove biancheggiano


Le ciprie spume.

Che val se barbaro

Il nazareno

Furor de l’agapi


Dal rito osceno

Con sacra fiaccola

I templi t’arse

E i segni argolici


A terra sparse?

Te accolse profugo

Tra gli dèi lari

La plebe memore


Ne i casolari.

Quindi un femineo

Sen palpitante

Empiendo, fervido


Nume ed amante,

La strega pallida

D’eterna cura

Volgi a soccorrere


L’egra natura.

Tu a l’occhio immobile

De l’alchimista,

Tu de l’indocile


Mago a la vista,

Del chiostro torpido

Oltre i cancelli,

Riveli i fulgidi


Cieli novelli.

A la Tebaide

Te ne le cose

Fuggendo, il monaco


Triste s’ascose.

O dal tuo tramite

Alma divisa,

Benigno è Satana;


Ecco Eloisa.

In van ti maceri

Ne l’aspro sacco:

Il verso ei mormora


Di Maro e Flacco

Tra la davidica

Nenia ed il pianto;

E, forme delfiche,


A te da canto,

Rosee ne l’orrida

Compagnia nera,

Mena Licoride,


Mena Glicera.

Ma d’altre imagini

D’età più bella

Talor si popola


L’insonne cella.

Ei, da le pagine

Di Livio, ardenti

Tribuni, consoli,


Turbe frementi

Sveglia; e fantastico

D’italo orgoglio

Te spinge, o monaco,


Su ’l Campidoglio.

E voi, che il rabido

Rogo non strusse,

Voci fatidiche,


Wicleff ed Husse,

A l’aura il vigile

Grido mandate:

S’innova il secolo,


Piena è l’etate.

E già già tremano

Mitre e corone:

Dal chiostro brontola


La ribellione,

E pugna e prèdica

Sotto la stola

Di fra’ Girolamo

Savonarola...


Gittò la tonaca

Martin Lutero;

Gitta i tuoi vincoli,

Uman pensiero,


E splendi e folgora

Di fiamme cinto;

Materia, inalzati;

Satana ha vinto.


Un bello e orribile

Mostro si sferra,

Corre gli oceani,

Corre la terra:


Corusco e fumido

Come i vulcani,

I monti supera,

Divora i piani;


Sorvola i baratri;

Poi si nasconde

Per antri incogniti,

Per vie profonde;


Ed esce; e indomito

Di lido in lido

Come di turbine

Manda il suo grido,


Come di turbine

L’alito spande:

Ei passa, o popoli,

Satana il grande.


Passa benefico

Di loco in loco

Su l’infrenabile

Carro del foco.


Salute, o Satana,

O ribellione,

O forza vindice

De la ragione!


Sacri a te salgano

Gl’incensi e i voti!

Hai vinto il Geova

De i sacerdoti.





A ti, da criação
Princípio imenso
Matéria e espírito
Razão e senso


Enquanto no cálice
O vinho cintila
Como a alma
Na pupila


Enquanto sorriem
A terra e o sol em clamor
Vão trocando
Palavras de amor


E corre um arrepio
Do seu secreto abraço
Da montanha e planície
Brota vida no regaço;


A ti, desafiador
Verso ousado,
Invoco-te, Satan,
Monarca do banquete anunciado


Coloca de parte o teu hissope
Padre, e as tuas litanias!
Não, padre, Satan
Não se retira das cercanias!


Vede! A ferrugem
Corrói de Miguel
A espada mística
E o fiel


Arcanjo, depenado
Cai na vasta imensidão
Relâmpagos jazem congelados
De Jeová na sua mão


Como meteoros pálidos,
Mundos extintos num momento,
Os anjos caem
Do firmamento


Na matéria
Que nunca dorme
Rei dos fenómenos
Monarca conforme

Satan vive só.
Mantendo-se seguro
No relampejo trêmulo
De um olho escuro,


Ou cuja languidez
Foge e persiste,
Ardente e úmido
Provoca, insiste.


Que brilhe em cacho
E no sangue prazenteiro pingue,
Por quem a rápida
Alegria não se extingue,


Cuja efêmera
Vida preserva,
Que a dor prolonga
E o amor inspira e conserva


Respiras, Satan
Em versos meus
Irrompendo em mim
Um desafio ao deus


De perversos pontífices
E reis sanguinários;
Como um relâmpago tu
Chocas os seus imaginários.


Para ti Arimane,
Adonis, Astarte
Vive o mármore, a tela,
O pergaminho e a arte


Quando os jónicos arcos
De serena aura sem limite
São abençoados por Vênus
E Afrodite


Para ti do Líbano
Abana o arvoredo verdejante,
Da alma Cipriota
Ressuscitado amante:


Para ti danças e coros,
São dedicados com fervor,
A ti as virgens oferecem
O seu cândido amor,

Entre as perfumadas
Palmeiras dos Edomitas
Onde dos Cipriotas mares
A espuma fitas


Porque razão esse bárbaro
Do Nazareno
Fúria exacerbada
Do ritual obsceno


Com a sagrada tocha
Os teus templos incinera
E as tuas estátuas
Dispersa pela cratera?


Acolho-te, refugiado
No seio do lar
O povo zeloso
No seu domínio secular


Assim um feminino
Coração palpitante
Transbordante, férvido
Deus e amante,


A bruxa pálida
Do incessante questionamento
Dirige o seu socorro
À natureza em sofrimento


Tu, para o olhar fixo
Do alquimista
E para o desobediente
Mago à tua vista


Do claustro lânguido
Para além da sua portada,
Revela o brilho
De uma nova alvorada.


No deserto de Tebas
Onde em tudo tu resides
Fugindo, o monge infeliz
Se esconde dessas lides


Através da tua
Alma marcante e divisa,
Satan é benigno;
Eis Heloísa.

Flagelas-te sem propósito
No teu invólucro amargo e ácido:
Enquanto Satan te murmura versos
De Virgílio e Horácio


Por entre o lúgrebre hino
E o monocórdico lamento;
As formas divinas
São-te oferecidas em chamamento


Entre a horrível multidão negra
Um tom róseo gera,
Dado por Lycoris,
E por Glycera


Mas outras imagens
De uma época mais grandiosa
São mais apropriadas
A esta insonolenta cela preciosa


Satan, das páginas
De Lívio, conjura fervente
Tribunos, cônsules,
Multidão fremente


O perspicaz, e fantástico
Orgulho Italiano pioneiro
Empala-te, ó monge
No Capitólio altaneiro


E a vós, que a furiosa
Pira destruir não conseguisse,
Vozes fatídicas,
Huss e Wycliffe


Aos ventos o grito
De aviso envias:
Uma nova era se inicia
Completa-se a espera dos dias


E já tremem
Mitra e coroa:
Dos claustros
A rebelião ecoa,


Pregando a provocação
Sob a estola
De Girolamo
Savonarola...

Assim como Martinho Lutero
Se livrou do seu hábito
Liberta-te das tuas grilhetas
Que tolham teu pensamento,


Com Relâmpagos e trovões
Rodeado de chamas;
Matéria, ergue-te:
Satan venceu suas batalhas.


Um belo e horrível
Monstro se liberta,
Percorrendo os oceanos
Percorrendo a terra aberta:


Incandescente e fumegante
Como um vulcão à superfície,
Supera a montanha,
Devora a planície;


Sobrevoa o abismo;
Para depois se esconder do mundo
Em caverna incógnita,
Através de caminho profundo;


E regressa, indomável
De ponta a ponta
Como um furacão
O seu grito desponta,


Como um furacão
Alastra o seu sopro terrífico:
Eis que passa, ó povo,
Satan, o magnífico,


Passa benemérito
De local em local
Na sua imparável
Carruagem de fogo infernal


Saúdo-te, Satan
Rebelião,
Força vingadora
Da razão!


A ti dedico os sagrados
Votos, incenso e dotes!
Conquistas-te o Jeová
Dos sacerdotes.