quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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Aos pobres do mundo
Lanço orações interiores
De auxílio
Para que retirem das solas de seus pés
Milênios de carmas
Que lhes atingem.
Aos pobres do mundo
Lanço a esmola maior
De todas as esmolas,
A esmola contendo a força
Digna força
De perdir-lhes para extinguirem a
Todos os seus carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço as minhas súplicas
Que errantes muitas vezes
São por mim mesmo,
Súplicas para que alcancem
Os seus poços d'água
Que lhes banharão com as gotas
Afogantes dos seus carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço os meus olhares verdadeiros
De observador triste
Do que é a Verdadeira Pobreza
Elevante máxima das cargas
De todos os carmas.
Aos pobres do mundo
Lanço-me com o meu carma
Para dizer-lhes que não é pobre
Aquele sem muitas posses,
O Verdadeiro Pobre é todo
Pobre ser humano
Com o seu rico carma de
Pobrezas d'alma.


Inominável Ser

RICO EM SEU

PESADÍSSIMO

CARMA






Reações:

3 Lamentos Finais De Cadáveres:

Átila Siqueira. disse...

Oi, gostei muito de seu blog, me lembrou muito Álvares de Azevedo, meu poeta preferido.

Também escrevo bastante coisa nesse estilo soturno, e aprecio muito esse tipo de escrita.

Depois quero voltar para conhecer melhor o seu blog.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Inominável Ser disse...

Agradeço-lhe, Átila Siqueira, pelo comentário em meu blog e retornes quando puder, este espaço é todo livre para a vossa apreciação. Álvares de Azevedo é uma das maiores influências em minha forma de escrever, é um ícone para mim, eternamente senhor de formas as mais altas na Deusa Poesia. Lado a lado com Byron, Cruz e Sousa, Baudelaire, Augusto dos Anjos e Poe, ele está em minha alma, por inteiro.

Mais uma vez, agradeço-lhe o comentário, fiques bem.

Dimitri Elevit disse...

interesante,entiendo poco portugues pero..me gusto =)