domingo, 29 de março de 2009

Auroras Das Infernais Solidões




The Devil - Robin Scott


Tenho como amigo
O Diabo que calorosamente
Me afaga nas noites
De solidões maiores
Da minha desgraçada alma.

Tenho como meu amigo,
Meu amigo mesmo,
O Diabo,
O próprio Diabo,
A portar em si
As Luzes Do Inferno
Que colorem as portas
Dos meus infernos.

No Eu meu insensato,
Eu amigo do Diabo,
Lanço blasfêmias contra
O maldito chamado de Deus,
Esta mentira de aurora
Que não é infernal.

Prefiro as minhas auroras infernais,
Minhas horas com o Diabo,
Horas nas quais meu sangue
De solitário a percorrer
As Chamas Sagradas Dos Infernos
Derramado é pelas Pontes,
Derramado é pelas Fontes,
Derramado é pelas Estradas.

Pontes Do Diabo.

Fontes Do Diabo.

Estradas Do Diabo.

O único que me ouve,
O único que atende aos meus
Chamados em minhas
Infernais solidões,
É o meu amigo,
O Diabo,
O Diabo,
O Diabo!

Ele não é por mim venerado!

Ele não é por mim cultuado!

Não ofereço a Ele holocaustos!

Não ofereço a Ele a minha desgraçada alma!

Sou amigo do Diabo.

Sou simplesmente
Amigo do Diabo.

Em minhas infernais solidões,
Amigo do Diabo.

Melhor do que ser amigo
De um Deus desgraçado
De existência inviável.

O Diabo está sempre
Ao meu lado.

O Diabo sou eu
Quando a noite nasce vermelha
E os mais tenebrosos
Dos meus Ocultos Eus
Despertam sobre meus
Eus de mentira.

Verdadeiramente,
Em minhas auroras
De infernais solidões,
Eu sou o Diabo.

O Diabo,
Meu amigo.

O Diabo,
Meu grande amigo.

O Diabo,
Meu único amigo.

Inominável Ser
AMIGO DO DIABO




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