sexta-feira, 27 de março de 2009

.........


Em sonho estranho todo

De uma tarde dominical

Toda estranha,

Vi um Desconhecido,

Vi um Ser Inominável,

Mostrar-me escrito

Em pequeno painel

De madeira venerável

A seguinte questão dirigida

À minha alma hoje

Em combustão:


"AINDA HÁ ESPERANÇA?"


A questão fixa fica,

Penso nela nesta época

De trinta anos solitários

Passados em leito

Muito frio instável

A receber os meus

Filosóficos momentos de meditação

Em prol de uma solução

Para os problemas humanos...


"AINDA HÁ ESPERANÇA?"


Tento crer amuado

Na Deusa Esperança,

Tento crer magoado na

Esperança Inominável,

Tento muitíssimo crer

Diante de todas as desgraças

Nomeáveis

Do viver humano...


"AINDA HÁ ESPERANÇA?"


Ruína de sim nascente,

Ruína de não crescente,

As serpentes da dúvida

Mordem-me dementes,

As cinzas das pequenas

Claridades em mim postas

Reduzem-me à minha sina obscura

De pensador demente...


"AINDA HÁ ESPERANÇA?"


Ainda há,

Criança sonhadora que sou?


Ainda há,

Criança sonhadora que me lê?


Inominável Ser

TENTANDO SABER

SE AINDA HÁ

ESPERANÇA









Reações:

0 Lamentos Finais De Cadáveres: