sexta-feira, 27 de março de 2009

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Um velho cadáver altivo

Chamado Homem

Remexe-se em seu túmulo

Mastigando os próprios

Ossos podres,

Triturando a própria

Carne pegajosa.

Dentes O Homem possui,

Dentes venenosos

Que a tudo assassinam

Quando dispostos

A saborearem os alimentos

Lodosos.

Dentes O Homem Conserva,

Dentes caninos

De Vampiro sedento

Pelo sangue que está

Em tudo na Natureza.

E sedento pelo próprio

Sangue,

O Vampiro Homem

É o predador maior

De suas presas interiores.

Dentes O Homem perde,

Dentes raivosos

De cão lamurioso

Retido sobre as sobras

Da comida d'alma

Caída pelas calçadas

Das ruas amigas

Da fome d'espírito.

Dentes malditos,

Dentes desgraçados,

O Homem garante Seus,

Sendo eterno cadáver lerdo

Que demora sempre a lacrar

A tampa do seu túmulo.


Inominável Ser

LACRADO EM SEU

ALTIVO TÙMULO








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