terça-feira, 28 de abril de 2009

A Agonia Das Infinitas Corporais Solidões


Não há

em todos os momentos nossos

uma verdadeira

completa satisfação

que abranja todos os poros

de nossas peles.

Confessem,

solitárias

e solitários

do mundo,

não há mesmo uma faguha

que faça com que

os nossos corpos

parem de clamar

sempre

por vários fogos.

Tudo vem a nos instigar

a buscas intensamente

mui realizadoras

de todas as núltiplas

solidões corrompedoras

de nossa paz...

Uma guerra,

pelo corpo todo,

insana guerra

que apenas faz aumentar

a nossa solidão

de humanas presas

das nossas próprias

internas feras...

Tu não sabes aprender

com tua solidão,

solitária...

Tu não sabes aprender

com tua solidão,

solitário...

O desejo de meter

uma bala na cabeça

até nobre pode ser,

mas A Solidão,

A Deusa Solidão,

realmente te deixaria,

solitária,

solitário?

O desejo de morrer

coroa a todos nós,

solitárias amazonas

e solitários cavaleiros

de um mundo não-grego

que perdeu

o apolíneo,

que perdeu

o dionísiaco...

Está tudo

vazio...

Está tudo

bem

vazio...

Tudo

esvaziou-se...

Tudo

vazio,

solitária...

Tudo

vazio,

solitário...

Caminhamos

vazios...

Somos

vazios...

E nos corpos

somos preenchidos

pelas completas

infinitas solidões

mais amargas

e serenamente

eternas...

Quem tem

uma companhia

apenas disfarça

a sua desesperadora

solidão...

Quem procura

uma companhia

apenas covarde

se constitui

porque não sabe

utilizar a solidão

para percorrer

a Grande Estrada

Da Verdadeira Sabedoria,

que nasce apenas

daqueles que amam

a

interna

solidez

mais

solitária...


Inominável Ser

PERCORRENDO AQUELA

GRAMDE ESTRADA







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