terça-feira, 28 de abril de 2009

À Gitana Distante... E Viva...


As cadeias crescem,
As memórias permanecem,
Meus devaneios se fundem
Aos meus desesperos
De nada poder esquecer.

A gitana d'alma minha não tenho,
A gitana d'alma minha se foi,
A gitana d'alma minha está longe,
Gitana gitana gitana gitana gitana gitana gitana
Gitana minha
Eu não te esqueço,
Eu apenas te conheço,
Eu apenas te desejo!

Os desesperados momentos
De solitárias dores tenebrosas
A erguer-me de meus adormecimentos
Em infinitos pesadelos
Sufocam-me em tornados,
Agitam-me em tormentos,
Afogam-me em tsunamis!

Eu mesmo sou um tsunami
Para mim mesmo,
Um tsunami desgraçado,
Um tsunami miserável,
Um assassino de todas as populações
De algumas ínfimas alegrias
Em mim!

Eu não esqueço a gitana,
A gitana d'alma minha,
Mas ela já me esqueceu,
Ah,
Sim,
Ela já me esqueceu!

Minha gitana nunca me amou...

Minha gitana nunca me quis...

Minha gitana nunca me desejou...

Gitana inesquecível,
A ti o altar em mim
Que eternamente
Estará a venerar-te!

Gitana inesquecível,
A ti este poema
Que eternamente
Não será esquecido!

Gitana inesquecível,
A ti este poema
No qual eu te eternizo,
No qual eu te amo!

Gitana inesquecível...

Esquecer...

Não,
Não quero,
Não posso,
Não vou,
Te esquecer...

Não vou,
Minha gitana...

Gitana minha,
Não vou...


Bem-vinda,

Deusa Melancolia,

Sempre aqui ocultada

Nesta Cova

De Eterna Agonia

E agora Revelada

Como a mais sábia

Das amargas

Gitanas Bebidas...


Por uma gitana,

Aquela gitana viva,

Deusa Melancolia,

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

La gitana

...

...

...


Inominável Ser

PARA AQUELA

GITANA VIVA









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