quarta-feira, 27 de maio de 2009

Impulsos... E Pulsos... E Meia-Noite...


Impulsos...


dou um grito,

me corto com giletes,

abro os braços,

abro a cara,

tento chorar,

dou loucas risadas...


Pulsos...


meu pulso,

olho para ele,

e olho depois

para o vosso pulso,

cadela maldita,

putinha minha...


E meia-noite...


um cadáver lançado

no rio de esgoto

e uma criança degolada

em altar de loucos,

que visão,

doces horrores...


Impulsos...


quem tu és,

vagabunda imunda,

movendo-se aqui na porra

da minha essência

e me atraindo para

as suas jogadas intensas?


E pulsos...


este meu desejo de suicídio

vai,

vem de lá,

volta de cá,

e tu fica,

sua vagabunda noturna!


E meia-noite...


ossos negros na minha cova,

O Abismo me incinera,

esta coisa toda em mim

grita aos Ventos Diabólicos Do Oeste

as juras que fiz diante do cadáver

do último que matei...


Impulsos...


afirmo O Livro Da Morte

em cada curva vossa,

sua vagabunda de trevas

e de lodo,

luxúria encarnante das

Fossas Infernais!


E pulsos...


esgoto meu esperma todo

em cima dos lençóis que queimo

em minha cova.

não te dou nenhuma,

mas tu sugas assim mesmo

cada gota!


E meia-noite...


vencido,

sua vagabunda noturna,

estou vencido,

não sei quem tu és,

mas tu sabes que eu sou

daquele vosso Lar...


Impulsos...


quero te enforcar,

quero te foder,

quero te maltratar,

quero te abraçar,

quero te estrangular,

quero te beijar...


E pulsos...


dá-me teu pulso,

cortes meus pulsos,

teu pulso esquerdo,

meus dois pulsos,

deixe-me cortá-la,

corte-me...


E meia-noite...


me abrace,

me beije,

me foda,

me mate,

eu já te matei,

agora tu me mates...


Impulsos...


eu morro...


E pulsos...


e eu ainda morro...


E meia-noite...


eu ainda estou morto...


Inominável Ser

SENDO MORTO

POR ELA

DESCONHECIDA

VAGABUNDA

NOTURNA








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