terça-feira, 7 de julho de 2009

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Os palcos sem shows
Perturbam meus anos
Sem risos,
Mas já sou perturbado
Pela falta de algum
Riso!
Falta de algum riso!
Falta de algum riso?
Rir do quê diante
Dos pobres doentes
Abandonados pelos parentes
Nos hospitais,
Das crianças órfãs
Pedindo pelo carinho
De uma mãe e de um pai,
Dos idosos abandonados
Pelos desgraçados filhos nos asilos,
Dos aprisionados todos
Em cadeias que diariamente
N'alma tortura-os,
Dos que violentamente tiveram
Seus filhos assassinados,
Dos que foram violentados
No corpo e n'alma,
Dos que choram choram choram
CHORAM
E nenhum maldito Deus
Ouve?
Carnaval?
Carnaval!
Natal?
Natal!
Ano-novo?
Ano-novo!
Aniversários?
Aniversários!
Festas juninas?
Festas juninas!
Festas julinas?
Festas julinas!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se!
Fodam-se todos os que riem neles...

Inominável Ser
SEM NENHUM
RISO







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