terça-feira, 7 de julho de 2009

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As calçadas estão gritando,
Gritando demais,
Demais gritando,
Gerando um misto tétrico
De apodrecidas intenções
E calamitosas visões.
Neste mundo onde se mata
Com a mesma facilidade
Que se cospe em todas
As mais feridas calçadas,
Neste mundo aqui
Que é planeta de desterrados
De um Paraíso distante
De qualquer
Alma daqui,
Toda calçada mata,
Morte em toda calçada,
Calçadas todas de mortes...
Gerações inteiras
Caindo pelas calçadas
Das despedaçadas
Ruas desumanas...
Nascer para morrer
Nas ruas desumanas...
Nascer para muito morrer
Nas ruas desumanas...
Nascer para sempre morrer
Nas ruas desumanas...
Nascer para morrer
Pelo cu todo sangrando
Nas ruas desumanas...
Nascer para morrer
Pelo pau sangrando
Nas ruas desumanas...
Nascer para morrer
Pela buceta sangrando
Nas ruas desumanas...
Nascer para morrer
Pela boca sangrando
Nas ruas desumanas...
Merda
morrendo
Nas ruas desumanas...
Porra
morrendo
Nas ruas desumanas...
Caralho
morrendo
Nas ruas desumanas...
A merda
Da porra
Do caralho
Bem fodido
morrendo
Nas ruas desumanas...
Morrer morrer morrer
Intensamente,
Infinitamente,
Ensandecidamente,
Pelas ruas desumanas...
E imbecis ainda procriam,
Aumentando ainda mais
A quantidade de mortos
Pelas ruas desumanas...
Desumanidade escrota!

Inominável Ser
CAINDO MORTO
PELAS CALÇADAS







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