quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Livro Inominável Dos Vampiros - Canto III


Não Desistimos De Jogar,

Atuamos Nos Modos

Da Plena Sobrevivência

Nossa

Entre As Searas,

As Leis

E As Sentenças

Do Que Também

É O Nosso Lar.

Os Túmulos Narram

As Pegadas Que

Ousamos Deixar

Entre Os Mortais,

Falamos Aqui

Dos Mortais Túmulos

Que Comportam

Os Osssos Dos Mortais.

Há Um Antigo Gemido

Que Vela Tanto

Pela Vida

Quanto Pela Morte

E Em Tal

Antigo Gemido

Encontra-Se O Sussurro

De Um Caminho

Para Nós,

Vampiros,

Sermos Maiores

Do Que

Os Homens

E Maiores

Do Que

Ressoamos Como

Os Silenciosos Cantos

De Passadas Glórias.

Imitamos A Sinfonia

Do Hoje

Nas Coisas Mortas.

Simularemos A Guitarra

Do Amanhã

Nas Frondosas Covas.

Para Nós,

Vampiros,

A Lua Traz A Música

Que Sacode Nossos

Imortais Ossos,

Uivamos Em Silencioso

Expressivo Destino,

Somos Os Noturnos Ciganos

De Condenadas Dolorosas

Perdidas Almas

E Nossos Originais Mundos

São Agora Pó

Dentro Do Panteão Cósmico.

O Gigantesco Senhor Nosso,

Aquele Que Nos Rege

A Cada Ponto De Consagração

Do Luar

Em Nossas Peles,

Peles

Mais Frias Que O Frio

Dos Espaços

Entre Os Mundos

Do Orbe Habitável

E Do Orbe Inabitável,

Dá Os Braços À

Também Gigantesca

Senhora Nossa

Para O Matrimônio De Sangue

Correndo Pela

Grande Noite

Seja Movido

Ao Sacudir Dos Ossos

Das Vivas E Das Mortas

Estrelas Impiedosas.

Estrelas Piedosas

Tentam Nos Consolar

Pelas Noites

Sanguinárias

De Nossas Buscas

Pelas Nossas Almas

Através Das

Sangrentas Caças

Por Nós Efetuadas

Pelo Sangue

Dos Mortais

Que Abraçamos

Vorazes

E Racionais.

Mas,

Não Ouvimos

E Nem

Queremos Ouvir

E Nunca

Ouviremos

E Nunca

Ouvimos

As Suas Palavras

Consoladoras,

Somos Os Cadáveres

Mais Cadáveres

De Todos Os

Cadáveres Da Criação,

Devemos Apenas Ouvir

A Impiedade

Da Impiedosa Estelar

Oração

Das Sinistras Estrelas

Regentes De Nosso

Eterno Morrer.

Ouvimos

A Sinistra Impiedosa

Oração Estelar

Das Estrelas Impiedosas

Amantes Do Sangrar.

Elas

Oram

Sangrando

No Dia Cósmico...

Elas

Oram

Sangrando

Na Noite Cósmica...

Elas

Oram

Sangrando

No Túmulo Da Criação...

Elas

Oram

Sangrando

No Grande Crânio

Da Criação...

Elas

Oram

Sangrando

E Cada Gota

De Seu Sangue,

Em Uníssono,

Estabelece E Consagra

O Eternizar

Da Sabedoria Do Crânio...

As Sangrentas

Constelações

Que Oram...

Constelações

A Orar...

Impiedosas

Constelações

A Orar...

Impiedosas

Constelações

A Orar

E A Sangrar...

A Conjunção

Da Constelação De Oroos

Com

A Constelação De Volor

Está Feita

E A Estrela De Nossos

Gigantes Pais,

Awabak,

Brilha Em Nossos

Mortos Corações

Como Nossa

Profunda Oração Maior.

Awabak Anuncia

Nossas Mortes

Diante De Seus

Impiedosos Clarões.

Awabak Anuncia

Nossas Sortes

Diante De Suas

Impiedosas Evoluções.

Awabak Anuncia

Nossos Azares

Diante De Suas

Impiedosas Revoluções.

Awabak Rege

Nossas Lágrimas

Vertidas Em Solitários

Encontros Que Temos

Com A Impiedosa

Oculta Luz

Do Luar.

Awabak Forma

Com As Luas Dos Mundos

Um Signo De Desespero

Que Uiva Para Nós

Nas Noites

De Claro

E De Negro Luar:

O Signo Do Desespero

De Nosso Sempre

Eterno Desejo

Pelo Sangue

De Todos

Os Mortais.








Reações:

2 Lamentos Finais De Cadáveres:

Aмbзr Girℓ ⅞ disse...

amei o poema. sim, recebi a foto. fico grata.

Blog Suicide Virgin

Inominável Ser disse...

Poema escrito com sangue, muito sangue, mesmo, Âmbar Girl...