sábado, 15 de agosto de 2009

O Livro Inominável Dos Vampiros - Canto IV


E O Sangue

Dos Mortais

É O Grande Gozo

Que Escorre

Para Os Nossos

Gozos Imortais.

As Nossas Estrelas

Repetem Nossos

Plurais Nomes

E A Singular Fome

Se Expande

Pelo Noturno Ar.

A Extensa Cama

Na Qual Deitamos

Em Nossas

Repousantes Almas

Gela A Primazia

Da Respiração Noturna

Do Sem-Mar.

Somos Gigantes

Que Roem

As Bestas

E Rasgamos As Vestes

Da História

Com Garras Plenas

De Orgulho

E Poder.

Somos Gigantes

Como As Estrelas

Que Nos Regem,

Aqui E Ali

Pelos Mais Reclusos

Cemitérios

Pousamos Nossos Ossos

E Repousamos Nosso

Profundo Olhar.

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Imagens...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Mensagens...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Margens...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Vertigens...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Nuvens...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Altitudes...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Virtudes...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Longitudes...

Fechamos

Os Olhos,

Vemos Rubras

Latitudes...

Somos Os Videntes

De Mortas Eras

E Vivemos

As Vivas Eras

Que Se Aproximam

Na Qual

Nossas Faces

De Filhos Da Unidade

Finalmente Serão

À Luz Dos Dias

Todas Reveladas.

Oraremos Ajoelhados,

Então,

Ao Lado Daqueles

Que Nascerão Quando

Vermelho Todo Horizonte

Universal

Se Tornar

E Quando

Os Deuses Do Sangue

Resolverem Abrir

Os Rubros E Os Negros

Portais Abismais.

Sairão De Lá

Os Filhos Prediletos

Dos Imortais Predadores

Abismais.

Rasgarão As Fontes

De Danos Ao Ser

E Solicitarão Ao Alto

O Enorme Prazer

De Atuarem Sob

A Luz Solar

Como Também Sendo

Filhos De Um

Princípio Solar

Que Automanifesta-Se

Todo Rubro

Diante Do Cósmico

Olhar.

Na Era Deles,

Nós,

Vampiros,

Seremos Os Pares

De Relíquias Reveladoras

Acerca Dos Mistérios

De Todas As Coisas

Imortais.

Na Era Nossa,

A Era Do Encontro

De Todos

Com O Um,

No Grande Dia

Do Amanhã,

Verão Que Não Somos

Eternos Monstros,

Assim Nos Verão

Os Mortais,

Sim,

Assim Nos Verão

Os Seres Mortais.

Beberemos Amanhã

O Sangue Cósmico,

Religiosos Na Única Seita

Que Deitará Por Terra

Todas As Religiões

Universais.

Aceitaremos Beber

Aos Pés Da Unidade

Da Alta Essência

E Seremos Parte

Da Multiplicidade

Como Seres Dignos

De Suas Existencialidades.

Recitaremos

Sangrentos Cânticos,

Cânticos De Rubra Vestimenta

Para O Poder Que Beberemos

Da Unidade.

Seremos

Conhecidos

Não Como Meros

Predadores Animais,

Mas Como Irmãos

De Todos Os

Seres Mortais.

Saberemos Unir

Nossas Covas

Às Vossas

Covas,

Mortais,

Gritaremos Nomes

Que Serão Belas Sinfonias

Que Lhes Ensinarão,

Mortais,

Acerca Do

Cântico Natural

Da Imortalidade.

Ah,

Como Nós,

Vampiros,

Sonhamos Com

Tal Dia Maior

Capaz

De Tudo

Realizar!

Ah,

Como Nós,

Vampiros,

Sonhamos Com

A Nossa Paz

Existencial

Plenamente

Verdadeira

E Total!

Ah,

Como Nós,

Vampiros,

Sonhamos Com

O Lirismo Da Unidade

Na Grande Poesia

Universal

Do

Grande Início,

Do

Grande Meio,

Do

Grande Final!

Como

Sonhamos,

Mortais...

Como

Sonhamos,

Demais Imortais

Da Criação...

Como

Sonhamos,

Seres

Das Trevas...

Como

Sonhamos,

Seres

Das Luzes...

Enquanto Tal Dia

Não Reverbera Ascendente

Em Nossas Covas,

Morremos A Sugar

O Sangue De Todos

Os Seres Mortais

E O Que Cada Sangue,

Em Si Mesmo,

De Imortal Carrega

Para Nos Fazer

Mais Caminhantes

Pelas Estradas Materiais.









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