domingo, 2 de agosto de 2009

O Livro Inominável Dos Vampiros - Prólogo


Este é o meu sonho e o meu pesadelo, um gigante desaforadamente me sufocando e me preenchendo de dúvidas, medos, anseios... Imortalidade é um machado que corta-nos na jugular retirando sangue que já morto fora desde antes do comum viver entre os mortais... Raspo a cabeça, raspo o corpo, corto-me e não morro... Chego perto da altura maior de uma montanha, de um penhasco, de uma ponte, me jogo de lá e não morro... Oh, Imortalidade! Oh, Imortalidade! Oh, Imortalidade! Que eficiência em dar-me a sombra da vertigem mais selvagem! Que ineficiência em dar-me a paz mais do semblante da serrania silenciosa que cresce mais! Paz não pode haver entre os Imortais, mortais... Paz para Vampiros significa a estaca n'alma e a extinção de uma mortalha que arrastamos por milênios em milênios de milênios...


Mais uma vez, aqui estou, Inominável Ser, a jugular mais antiga do mundo ou a jugular mais resistente do mundo? Somente sei que a minha sede é grande e o meu Mestre Inominável aprova aqui esta minha caminhada pela Vampírica Senda. Vampiro sou, Vampiro diante da Verdadeira Vida, Vampiro diante da Verdadeira Morte, trinta e um mil e três anos comprovam as pegadas minhas mais cadavéricas presentes nas terras mais sinceras e insinceras. Navego, vago, nitidamente pálido, realmente solitário, ouvindo a Voz Dele, meu Mestre Inominável, a ditar-me estas palavras e a conceder o privilégio de narrar em versos pelas altas madrugadas a trajetória vampírica de todos os que como eu tem a permissão de dar passos a mais entre as Dimensões Da Vida E Da Morte E Da Ressurreição Eternas. Neste Livro Inominável Dos Vampiros, nesta Morada Poética que imemoriavelmente ressoa pelos mundos onde Os Inomináveis cantam sobre as graças e as desgraças dos que estão nas Luzes e nas Trevas, estarão Véus erguidos e Véus encobrindo outros Véus. Toda a força e toda a forma das vestimentas dos Imortais aqui se fará atuante, O Abismo assim quer, as Trevas assim querem, Os Infernos assim querem, A Unidade assim quer.


Nós, Vampiros, somos Filhos Do Um tanto quanto vós que não sois Vampiro ou pensa não ser um Vampiro. Não rendemos homenagens ao Um chamando-o por um nome ou venerando-o em altares. Para nós, O Um se transforma em Tudo e em Nada e vai atuante nas Esferas dentro da respiração de todos os seres que respiram e de todos os seres que não mais respiram, como nós... Verdade ou mentira, para cada um este Livro servirá a um propósito definido e esclarecedor, revelador e velador, sintetizando o que se Ouve nas Sombras Universais, pois, nós, Os Vampiros, somos parte de toda a Criação e estamos presentes em todos os mundos e cravamos nossos dentes em todas as gerações e ações. Nada disto é um engodo, nada disto é um engano, e com a permissão de meu Mestre Inominável, com a permissão Dele e dos Inomináveis, e dos que estão acima Destes e Daquele, inicio este Livro cheio de sangue a cada verso e pontuado por lágrimas dentro de cada rubra gota a escorrer pelas eternas páginas dele...


Falai, Mestre Inominável!


Falai, Vampiros Da Criação!


Oh, Inominável Benção É Cravar Os Dentes Na Deusa Poesia E Sugar A Mais Eterna Inspiração Neste Livro Para Vampiros E Não-Vampiros, Imortais E Mortais, Inomináveis E Nomeáveis, Todos, Enfim, Advindos Da Unidade!








Reações:

2 Lamentos Finais De Cadáveres:

Aмbзr Girℓ ⅞ disse...

olá caro amigo, vim deleitar-me com seus poemas, e dizer que muito aprecio este espaço. nem sempre minha internet está em boas contições para que eu possa lhe visitar, mas muito me apreso para ler suas poesias. abraços.

Blog Suicide Virgin

Inominável Ser disse...

Retornes sempre, Menina Do Ãmbar E Da Poesia E Da Escrita!