domingo, 28 de março de 2010

Traumas Do Deserto D'Alma Estrangulada


Metade de nossas flores

morrem estranguladas

no jardim de nossas

interiores trevas,

diante das fantásticas

risadas

da Deusa Dor

que nos aflige

com sepultantes

vergastantes

dilacerantes

coroantes

detonantes

porradas.

Não tomamos vergonha,

caralho,

não temos,

e comemos ainda

o alho podre

que queima-nos

no meio do rabo...

Alho,

aquele alho podre

servido no prato

de nossas refeições

buscando uma mesa,

uma mesa farta,

uma mesa boa,

uma mesa cheia

de coisas gulosas

que façam nossos

gulosos cus

serem satisfeitos

com coisinhas

mui maravilhosas!

Mesas,

queremos refeições

em mesas sempre

douradas,

no entanto,

para a desgraça

nossa toda

estranguladora

dos olhares

que podemos dar

em direção ao panteão

de algo melhor,

sentamos sempre

em muitas mesas

cheias de merda...

Não nos culpamos,

não,

não mesmo,

já que somos felizes

ao vermos condenados

assassinos

e esquecemos

que dentro de nós

existem monstros que,

se libertos,

tornariam a Terra

um mundo de carnificinas

executadas por

dolorosos psicopatas.

Mesmo ocultados

pela porra hipócrita

dos “bons costumes”,

sentimos dor porque

não podemos ser

mais livres,

dor pela falta

de liberdade,

uma liberdade que

não nos estrangule

como esta dor nossa

nos estrangula

na estranha gula

que nos abocanha

diante da

Dolorosa Mesa

da Deusa que nos

atira maças

que eternos venenos

adocicaram!

Ó,

vergonha,

humana vergonha,

nos sentimos aliviados

quando alguma

justiça”

é no mundo feita

e nem temos

a mínima coragem

de fazermos justiça

aprisionando os nossos

aprisionamentos

no esquecimento!

Vergonhoso,

Humanidade,

vergonhoso saber

que protestamos

diante de um tribunal

contra clones

do Casal Nardoni

pelo mundo

e não conseguimos,

pelo menos,

manifestar uma reação

contra a merda toda

que moldamos

quando estrangulamos

todos os nossos

maiores sonhos!

Amargura estranguladora,

estranha roupa

por nós trajada,

roupa de farrapos

que contam todos

os rumos insossos

das tropelias sanguinárias

de “heróis”

e “vilões”

pela História,

heróis” como

promotores públicos,

vilões” como

assassinos de crianças,

que nada mais são

do que as duas faces

de nossa estranguladora

dolorosa interna

verdade

trajando Aquela Deusa

que encanta mais

as dores de nossas

internas

mesas

estranguladas...

Fácil protestar,

berrar

e pedir por

justiça”

diante da porta

de um tribunal

em São Paulo,

no Rio de Janeiro

ou lá na casa

do caralho,

como se todos fossem

isentos de pecados

e capazes de atirarem

a primeira pedra

contra todos os que

adulteram as

Leis Da Vida

pelo mundo.

E no tribunal nosso,

nosso interno tribunal,

que nos julga a

todo momento

como os maiores

estrangulores

de nós mesmos,

sabemos protestar,

sabemos berrar

e sabemos pedir

por uma

Verdadeira Justiça

que condene toda

a hipocrisia

que mantemos alimentada

bem dentro

de nossas humanas

imortais dolorosas

almas estranguladas?


Inominável Ser

PRESIDINDO

O JÚRI INTERNO

QUE CONDENE

A SUA ENRUSTIDA

HIPOCRISIA








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