terça-feira, 27 de abril de 2010

Lacrimosa - Seele In Not


Halte jetzt die Fackel

An mein Gesicht

Ein Vogel gleitet übers Wasser

Doch er sieht mich nicht

Mein Schiff ist längst gesunken

Ich bin am ertrinken

Ich kenne so viele Hilfeschreie

Doch kein Schiff in Sicht


Nur verlorene Stunden

Nur verlorene Tage

Verloren wenn wir sterben

Verloren an was?

Doch ich lebe

Ich lebe immer noch

Ich lebe

Als eine Lüge


Und die Liebe

Eine Illusion

Du tanzt im Licht der Zeit

Du tanzt in Eitelkeit

Eine leere Flasche

Und ich sterbe vor Durst

Keine Kerze hat mehr Feuer

Doch mein Herz verbrennt


Ich höre den Schrei eines Babys

Lüge im ersten Atemzug

Asche zu Asche - Staub zu Staub

Der Sünde sei vergeben

Blind vor Wut - Blind vor Schmerz

Taub aus Liebe - Stumm vor Angst

Kann ich mich nicht mehr halten

Verliere den Verstand


Ich kenne nicht deine Stimme

Kann dich ja nicht verstehen

Weiß nicht mal, wie du aussiehst

Habe dich ja nie gesehen

Kann nicht mal zu dir sprechen

Nicht mal diesen einen Satz:

Ich liebe dich


Ich verfluche die Erinnerung und schicke sie weit fort

Sie legt sich in mein Grab und wärmt fuer mich den Sarg

Gemalte Bilder schmeicheln nur

Denn wer malt schon, was so hässlich ist?









Tu, Sanguinária Amiga!


Tu, Sanguinária Amiga,

Bebas O Sangue

De Meus Inimigos

No Jantar

Das Horas Malditas!


Tu, Sanguinária Amiga,

Proteja-Me Nas Ondas

Que Teimosas

Se Direcionam

À Minha Moradia!


Tu, Sanguinária Amiga,

Corras Comigo

Seguindo Os Raios

Do Sol Negro

Amigo!


Tu, Sanguinária Amiga,

Nades Comigo

Louvando O Reino

Da Lua Negra

Amiga!


Tu, Sanguinária Amiga,

Arranques Do Cu

Do Cristo

A Espada Celeste

Da Rebeldia!


Tu, Sanguinária Amiga,

Arranques Do Cu

De Jesus

A Bíblia Oculta

Dos Perdidos!


Tu, Sanguinária Amiga,

Arranques Do Cu

De Deus

A Chave Da Aurora

Dos Que Odeiam-No!


Tu, Sanguinária Amiga,

Vasculhes Minha Morada,

Derrubes Aqueles

Que Odeio

Tanto Quanto A Deus!


Tu, Sanguinária Amiga,

Decapites A Força

Que Me Retira

Do Caminho À Esquerda

Que Sigo!


Tu, Sanguinária Amiga,

Espalhes O Sangue

De Todo Inimigo Meu

Pelo Solo Do Vale

De Satan!


Tu, Sanguinária Amiga,

Espalhes O Coração

De Todo Inimigo Meu

Pelo Solo Da Vala

De Belial!


Tu, Sanguinária Amiga,

Espalhes O Fígado

De Todo Inimigo Meu

Pelo Solo Do Pântano

De Leviathan!


Tu, Sanguinária Amiga,

Espalhes Os Olhos

De Todo Inimigo Meu

Pelo Solo Da Montanha

De Lúcifer!


Tu, Sanguinária Amiga,

Espalhes Os Ossos

De Todo Inimigo Meu

Em Redor Do Meu

Trono De Fúria!


Tu, Sanguinária Amiga,

Fortaleça-Me Com

Tua Fúria,

Tua Maldade,

Teu Ódio!


Tu, Sanguinária Amiga,

Serás Sempre Bem-Vinda,

Protetora Desta Cova,

Protetora Deste Abismo,

Protetora Minha!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Tu, Sanguinária Amiga!


DÁ-ME FORÇAS!!!


Inominável Ser

PROTEGIDO PELA SUA

SANGUINÁRIA

AMIGA








Cântico Do Calvário - Fagundes Varela


À Memória de Meu Filho
Morto a l l de Dezembro
de 1863.



Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança. — Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro.
Eras a messe de um dourado estio.
Eras o idílio de um amor sublime.
Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,
O porvir de teu pai! — Ah! no entanto,
Pomba, — varou-te a flecha do destino!
Astro, — engoliu-te o temporal do norte!
Teto, caíste! — Crença, já não vives!

Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
Dúbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto!
Correi! Um dia vos verei mais belas
Que os diamantes de Ofir e de Golgonda
Fulgurar na coroa de martírios
Que me circunda a fronte cismadora!
São mortos para mim da noite os fachos,
Mas Deus vos faz brilhar, lágrimas santas,
E à vossa luz caminharei nos ermos!
Estrelas do sofrer, — gotas de mágoa,
Brando orvalho do céu! — Sede benditas!
Oh! filho de minh'alma! Última rosa
Que neste solo ingrato vicejava!
Minha esperança amargamente doce!
Quando as garças vierem do ocidente
Buscando um novo clima onde pousarem,
Não mais te embalarei sobre os joelhos,
Nem de teus olhos no cerúleo brilho
Acharei um consolo a meus tormentos!
Não mais invocarei a musa errante
Nesses retiros onde cada folha
Era um polido espelho de esmeralda
Que refletia os fugitivos quadros
Dos suspirados tempos que se foram!
Não mais perdido em vaporosas cismas
Escutarei ao pôr do sol, nas serras,
Vibrar a trompa sonorosa e leda
Do caçador que aos lares se recolhe!

Não mais! A areia tem corrido, e o livro
De minha infanda história está completo!
Pouco tenho de anciar! Um passo ainda
E o fruto de meus dias, negro, podre,
Do galho eivado rolará por terra!
Ainda um treno, e o vendaval sem freio
Ao soprar quebrará a última fibra
Da lira infausta que nas mãos sustento!
Tornei-me o eco das tristezas todas
Que entre os homens achei! O lago escuro
Onde ao clarão dos fogos da tormenta
Miram-se as larvas fúnebres do estrago!
Por toda a parte em que arrastei meu manto
Deixei um traço fundo de agonias! ...

Oh! quantas horas não gastei, sentado
Sobre as costas bravias do Oceano,
Esperando que a vida se esvaísse
Como um floco de espuma, ou como o friso
Que deixa n'água o lenho do barqueiro!
Quantos momentos de loucura e febre
Não consumi perdido nos desertos,
Escutando os rumores das florestas,
E procurando nessas vozes torvas
Distinguir o meu cântico de morte!
Quantas noites de angústias e delírios
Não velei, entre as sombras espreitando
A passagem veloz do gênio horrendo
Que o mundo abate ao galopar infrene
Do selvagem corcel? ... E tudo embalde!
A vida parecia ardente e douda
Agarrar-se a meu ser! ... E tu tão jovem,
Tão puro ainda, ainda n'alvorada,
Ave banhada em mares de esperança,

Rosa em botão, crisálida entre luzes,
Foste o escolhido na tremenda ceifa!
Ah! quando a vez primeira em meus cabelos
Senti bater teu hálito suave;
Quando em meus braços te cerrei, ouvindo
Pulsar-te o coração divino ainda;
Quando fitei teus olhos sossegados,
Abismos de inocência e de candura,
E baixo e a medo murmurei: meu filho!
Meu filho! frase imensa, inexplicável,
Grata como o chorar de Madalena
Aos pés do Redentor ... ah! pelas fibras
Senti rugir o vento incendiado
Desse amor infinito que eterniza
O consórcio dos orbes que se enredam
Dos mistérios do ser na teia augusta!
Que prende o céu à terra e a terra aos anjos!
Que se expande em torrentes inefáveis
Do seio imaculado de Maria!
Cegou-me tanta luz! Errei, fui homem!
E de meu erro a punição cruenta
Na mesma glória que elevou-me aos astros,
Chorando aos pés da cruz, hoje padeço!

O som da orquestra, o retumbar dos bronzes,
A voz mentida de rafeiros bardos,
Torpe alegria que circunda os berços
Quando a opulência doura-lhes as bordas,
Não te saudaram ao sorrir primeiro,
Clícía mimosa rebentada à sombra!
Mas ah! se pompas, esplendor faltaram-te,
Tiveste mais que os príncipes da terra!
Templos, altares de afeição sem termos!
Mundos de sentimento e de magia!
Cantos ditados pelo próprio Deus!
Oh! quantos reis que a humanidade aviltam,
E o gênio esmagam dos soberbos tronos,
Trocariam a púrpura romana
Por um verso, uma nota, um som apenas
Dos fecundos poemas que inspiraste!

Que belos sonhos! Que ilusões benditas!
Do cantor infeliz lançaste à vida,
Arco-íris de amor! Luz da aliança,
Calma e fulgente em meio da tormenta!
Do exílio escuro a cítara chorosa
Surgiu de novo e às virações errantes
Lançou dilúvios de harmonias! — O gozo
Ao pranto sucedeu. As férreas horas
Em desejos alados se mudaram.
Noites fugiam, madrugadas vinham,
Mas sepultado num prazer profundo
Não te deixava o berço descuidoso,
Nem de teu rosto meu olhar tirava,
Nem de outros sonhos que dos teus vivia!

Como eras lindo! Nas rosadas faces
Tinhas ainda o tépido vestígio
Dos beijos divinais, — nos olhos langues
Brilhava o brando raio que acendera
A bênção do Senhor quando o deixaste!
Sobre o teu corpo a chusma dos anjinhos,
Filhos do éter e da luz, voavam,
Riam-se alegres, das caçoilas níveas
Celeste aroma te vertendo ao corpo!
E eu dizia comigo: — teu destino
Será mais belo que o cantar das fadas
Que dançam no arrebol, — mais triunfante
Que o sol nascente derribando ao nada
Muralhas de negrume! ... Irás tão alto
Como o pássaro-rei do Novo Mundo!

Ai! doudo sonho! ... Uma estação passou-se,
E tantas glórias, tão risonhos planos
Desfizeram-se em pó! O gênio escuro
Abrasou com seu facho ensangüentado
Meus soberbos castelos. A desgraça
Sentou-se em meu solar, e a soberana
Dos sinistros impérios de além-mundo
Com seu dedo real selou-te a fronte!
Inda te vejo pelas noites minhas,
Em meus dias sem luz vejo-te ainda,
Creio-te vivo, e morto te pranteio! ...

Ouço o tanger monótono dos sinos,
E cada vibração contar parece
As ilusões que murcham-se contigo!
Escuto em meio de confusas vozes,
Cheias de frases pueris, estultas,
O linho mortuário que retalham
Para envolver teu corpo! Vejo esparsas
Saudades e perpétuas, — sinto o aroma
Do incenso das igrejas, — ouço os cantos
Dos ministros de Deus que me repetem
Que não és mais da terra!... E choro embalde.

Mas não! Tu dormes no infinito seio
Do Criador dos seres! Tu me falas
Na voz dos ventos, no chorar das aves,
Talvez das ondas no respiro flébil!
Tu me contemplas lá do céu, quem sabe,
No vulto solitário de uma estrela,
E são teus raios que meu estro aquecem!
Pois bem! Mostra-me as voltas do caminho!
Brilha e fulgura no azulado manto,
Mas não te arrojes, lágrima da noite,
Nas ondas nebulosas do ocidente!
Brilha e fulgura! Quando a morte fria
Sobre mim sacudir o pó das asas,
Escada de Jacó serão teus raios
Por onde asinha subirá minh'alma.








segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Dissolução Do Meu Coração Em Um Romance Noturno Implacável


Implacável,

vou sendo

implacável,

em minha entrega,

última entrega,

ao fim deste meu

coração de pedra

e alguns retalhos

de madeira

e de aço.


Já era aquele

tempo clássico

de coação apaixonada

em um

coração apaixonado,

infinita amargura

toma conta

da pétala que morre

cada vez mais

em meu peito

de cadáver

amargurado.


Implacável,

vem sendo

implacável

toda esta doutrina

de amargurados

passos

e pesos

sobre meus ombros

cansados,

já não aguento mais

uma Amada

Noturna

Inominável

que Implacável

ao meu coração

dissolve...


Implacável

fria

amante,

Implacável

fria

namorada,

Implacável

fria

esposa,

ei-la dissolvendo

meu coração

já tão dissolvido...


Ela canta friamente

a mortalidade

de minhas batidas,

implacáveis batidas,

de segundo

a segundo

meu mudo coração

vai se dissolvendo,

uma batida

e ele morre,

duas batidas

e ele morre,

mil batidas

e ele morre,

um milhão

de batidas

e ele morre...


Dissolução,

implacável dissolução,

a cada batida

meu coração

morre...


Dissolução,

Implacável Amada,

Torturadora,

me assassinando

me assassinando...


Dissolução,

nesta Noite,

nesta Madrugada,

Amada,

implacavelmente

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine

me assassine...


Sei que meu coração,

quando morto estiver,

Implacável

Amada Noturna

Inominável,

servirá de comida

aos Lobos Do Norte,

Os Devoradores

De Toda Sorte,

e que sorte eu tenho

neste mundo

onde meu poético talento

e literários intentos

com filosóficos remendos

são as únicas riquezas

que não se dissolvem

ao lento passar do pó

do Implacável Tempo?


Meu coração

em Tuas Mãos,

dissolva-o

dissolva-o

dissolva-o,

Implacável

Implacável

Implacável...


Me amordaçe

em uma cadeira,

jogue ácido

em minha cara,

arranque com

um garfo

o meu pênis,

queime mais

a minha pele

com álcool

e fogo,

e,

por último,

Implacável Obsessora,

arranque meu coração

com a sua fria

delicadeza.


Por fim,

então,

terei o meu

implacável descanso

na mais fria

mesa.


Inominável Ser

IMPLACÁVEL

OBCECADO

PELO ENCONTRO

COM A SUA

MORTE








domingo, 25 de abril de 2010

Diary Of Dreams - At The Border Of My Nation



Enclosed in ancient walls

Captured in memories

A kingdom to survive

Immortal silence gathers illusions inside

I see the desert sand

Whirled up by the feet of war

A mournful eye in isolation

Blinded by a silent spell

Slaved to my debility


My future in those hands

That I can't move

Like a victim

On his knees

The guidance still mine?


I take the blame


To find salvatation

And I await

The worst to come

The guidance still mine?


Tomorrow seems remote - so distant

My expectations evapurate

Leaving nothing to breathe

Another day to survive in silence








sábado, 24 de abril de 2010

Ácida Disritmia D'Alma Perturbada


A gravidade em demasia vai tornando meus membros muito pesados,já não estou regendo a sinfonia de meus ossos rasos...

Você já esteve assim tão quebrado?

Não nego a rachadura tramando contra minha estrutura, há um monstro aqui detendo-me nos passos...

Você já esteve assim tão inerte?

Piedade, Senhor Dos Desgraçados, Senhora Dos Miseráveis, Princesa Dos Desesperados, Rei Dos Amargurados, piedade de mim!

Você já pediu piedade a algum Senhor ou Senhora Elevados?

O leite acabou, o pão acabou, a manteiga acabou, mas eu comeria o mundo todo agora se pudesse!

Você já teve assim tanta fome?

Comeria minha Serpentina Mulher agora, chuparia a buceta deliciosa dela, eu a pediria para esfregar o cu na minha cara, se aqui ela estivesse...

Você já teve assim este tipo de fome?

Garganta seca, quero água, prefiro morrer de sede, nem sei mais o que querer neste tumulto de falso viver...

Você já esteve assim tão falsamente vivo?

Meu caralho está vazio, mas o desejo me intimida, vem de novo o que eu falei acima, uma serpente agora me pica...

Você já foi assim picado?

Meu sono correu para a áurea romana época, sou Julio César, sou Marco Antônio, metendo em Cléopatra...

Você já sonhou com Cléopatra?

Sucesso em fazer-me alegre não consigo, eu não tenho mais sorriso, eu quero o colo da minha mãe, sou um menino ferido...

Você já quis assim a sua mãe?

Gigante retardado, realmente refratário, sou um fracassado, argumento de poeta, afetividade de rato...

Você já sentiu esse tipo de afeto?

Elimino as pulgas, eu como as baratas, eu cago vidro, eu mijo sangue, gosto do vermelho caindo n'água da privada...

Você já mijou assim?

Espectro me torno, entorno o caldo da sopa de veneno, minto para mim mesmo, engano ao empresário de meus medos...

Você já se enganou assim?

Sonhos em diários, pesadelos em cadernos, ruídos de poucas esperanças nos teclados e na tela deste computador...

Você já teve esperanças assim?

Batucada de uma festa terminada, urros em lâminas de adagas enferrujadas, murros nas paredes de minha casa...

Você já deu murros assim?

Estou doente... Você também?

Você já esteve doente assim?

Estou doente... Você também?

Você está doente assim?

Estou doente... Você também?

Você estará doente assim?

Estou doente... Você também

Você já confessou isso a ti?

Estou doente... Você também?

Você já falou assim para alguém?

Estou doente... Você também?

Você já se apegou a uma doença?

Estou doente... Você também?

Você já se apaixonou por uma doença?

Estou doente... Você também?

Você já amou a sua doença?

Estou doente... Você também!

Você é um doente.

Estou doente... Você também!

Você, leitor, é um doente.

Estou doente... Você também!

Você, iludido leitor, é um mero doente.

Estou doente... Você também!

Você, voe...

Estou doente... Você também!

Você, tente voar...

Estou doente... Você também!

Você, teime em voar...

Estou doente... Você também!

Você, persista em tentar voar...

Estou doente... Você também!

Você, queira voar...

Estou doente... Você também!

Estou doente... Você também!

Você, queira voar...

Estou doente... Você também!

Estou doente... Você também!

Você, queira voar...

Estou doente... Você também!

Você, queira voar...

Estou doente... Você também!

Você, queira voar...

Estou doente... Você também!

E remédios não vou tomar, prefiro esta doença glamourosa, toda louvando a minha falha, a minha falta de glórias...

Doente doente doente...

Não, tratamentos não quero, tratamentos quebram, tratamentos falham, tratamentos são perda de tempo...

A doença é minha amiga...

Não tenho norte, bem como não tenho sul, leste, oeste, centro, dentro, peste, Letes, sudeste, morte...

Minha morte nunca vem...

Peço para morrer, não sou ouvido nem pelo Anjo Do Meio-Dia, nem pelo Demônio Do Meio-Dia, nem pelo Anjo Da Meia-Noite, nem pelo Demônio Da Meia-Noite...

Não sou ouvido nem por Aquele Lá...

Peço, clamo, rogo, oro, todo dia, toda noite, sempre de dia, sempre de noite, de momento a momento, de remendo em remendo...

Você está remendado assim?

Não sei mais o que fazer para tudo isto acabar, nem para me matar coragem eu possuo em meu Ser...

Você tem uma coragem assim?


Inominável Ser

NA DISRITMIA

DE SEU SER