terça-feira, 20 de julho de 2010

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Meu berço possui ossos,

ossos deixados por

muitos insanos que se

declararam

bardos dos cemitérios.

Ainda estou sendo amamentado

pela Senhora De Ossos,

A Grande Sinistra,

A Fazedora

de bardos como

Byron,

A Fazedora

de bardos como

Baudelaire,

A Fazedora

de bardos como

eu.

Em meus momentos

de tumular fé,

uma fé Nela,

minha Deusa Única,

Mãe Maior

e Senhora Absoluta,

despejo lágrimas

em Seus Ossos

e sacudo minha pena

cheia do sangue

que ainda derramo

através de meus

versos impiedosos.

Sou da aspereza

mais fria

da lápide rachada

do cemitério mais escuro

e meus sentimentos

são como a terra

que encobre as miríades

de ossos

dos entes queridos

e odiados meus

pelas Eras.

Um bardo,

Bardo Da Foice

Dela,

melhor ser assim chamado

do que ser um iludido

pelas efêmeras maravilhas

concernentes a todas

as comuns pessoas

da Terra,

pessoas que desprezam

e incompreendem

a todos os

Bardos Da Cadavérica

pelas Eras.


Inominável Ser

BARDO DA

CADAVÉRICA







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