sexta-feira, 23 de julho de 2010

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Encarnando motivos

que desafiam o logicismo

de mundinhos prontos

para a mesmice do medo

de serem desfeitos,

realizo desafios

ao equilíbrio

e à sanidade

de vossas realidades

tão realizadas.

O que possuem

de tão bom?

O que possuem

de tão elevado?

O que possuem

de tão rico?

O que possuem

de tão válido?

Carros, motos,

caminhões, cavalos?

Mulheres, homens,

filhos, netos,

bisnetos, tataranetos?

Bilhões de reais,

Bilhões de dólares,

Bilhões de euros?

Emprego,

desemprego,

mesa farta,

mesa vazia?

Felicidade, alegria,

tristeza, angústia,

dor, solidão?

Por que tanta questão

de se fazer

possuidor de algo

que atesta a incapacidade

de questionar

o porquê de ter algo?

Se vocês assim são,

são fracos,

são perdedores,

são retalhos,

atos falhos.

Explodam a cabeça

com a bala de um

revólver caro

ou comprado

de qualquer bandidinho

do caralho,

já que para

serem

Verdadeiros Seres

não há em vocês

a falta de equilíbrio

e de sanidade

necessários.

Vocês são menos

do que lixo.

Vocês são menos

do que os ratos.

E isto está vindo

de alguém

que é

um lixo,

que é

um rato.

Lixo

em desequilíbrio.

Rato

enlouquecendo

cada vez mais.

E

Verdadeiramente Sendo,

o que é

fundamental.


Inominável Ser

VERDADEIRO SER

QUE SE ASSUME

VERDADEIRO LIXO

VERDADEIRO RATO








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