segunda-feira, 26 de julho de 2010

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Despejado da alegria,

destacado da orgia

de momentos mágicos

de euforia,

eis-me reduzido à

fortuna dos fracassados,

cheio de remorsos,

cheio de medos,

cheio de ódio...

Mas,

do que adianta,

fracassados humanos,

termos remorsos?

Mas,

do que adianta,

fracassados humanos,

termos medos?

Mas,

do que adianta,

fracassados humanos,

termos ódio?

Tudo vai sendo

pulverizado

por mãos que advogam

pela Causa Caótica,

sei que não pertenço

a panteões de glória,

Sei que meu

Caminho,

à Esquerda,

vai sempre seguindo

a lenta agonia

das putas certezas

que nunca trazem

alívio.

Não sou amigo,

não sou inimigo,

sou indiferente

aos vossos mundinhos,

quero-os longe,

quero sobreviver

neste mundinho ridículo

apenas por sobreviver.

Não aguardo mais nada

do futuro,

não guardo mais nada

para o mau futuro

meu...

Rebentos sangrando

correm por mim,

há ovelhas agonizando

e eu,

lobo semelhante

a leão cansado

e oferecido ao circo

de infinitos horrores

do Horror Existencial,

sangro nesta cova

onde meus ossos

teimam em não se tornar

ínfima

desprezível

particula

de

pó...

de

pó..

de

pó...

de

pó...

de

pó...

de

pó...

de

pó...

de

pó...

de

pó...

de

pó...


Inominável Ser

DESEJANDO

SER

ÍNFIMA

DESPREZÍVEL

PARTÍCULA

DE








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