terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Sinuosas Torturas Atemporais


Forjas sinuosas de instrumentos cortantes,

Facas nos muros de nossos rompantes,

Os dedos cobrem as feridas insinuantes,

Os olhos decidem ser apenas visualizadores

Da atemporal passagem dos horrores

Da Terra em nós...


Inomináveis sofrem pela solidão,

A Deusa Solidão É A Mãe Maior Dos Inomináveis,

Nossas poucas festas são solitárias,

Nossas solitárias festas ocorrem entre nós,

Entre os nossos atemporais Eus,

Eus entregues a uma Terra sem Voz...


Soltar um grito aos mundos além não podemos,

Augusta é a sinfonia penosa de dotes das dores

Em nossas cortantes rosas plantadas

Em jardins atemporais,

Mesmo que nos amemos uns aos outros,

Mesmo que na Terra tenhamos as companhias apenas

Uns dos outros...


Irmãs Inomináveis minhas,

Irmãos Inomináveis meus,

Meus Verdadeiros Amores,

Meus Amores Verdadeiros,

Aprisonados na Prisão Do Atemporal,

Deus Cronos nos molda ao contrário

Em Seu Império,

A Terra nos remove ao avesso

Do que Ele nos reserva...


Roemos as vestes relegadas aos

Esquecimentos agrestes da Humanidade,

Nos sentamos atemporais,

Nos sentimos atemporais,

Somos atemporais,

Nesta Terra cujo Tempo nos afasta mais

De onde nós viemos,

De onde nos chamam,

De onde soubemos que aqui seria

Uma Via para o nosso Retorno

À Ela...


Violinos e cruzes impessoais,

Vozes e cantos melancólicos pessoais,

Todos que derrubam os nomes,

Todos que derrubam os Nomes,

Fadados atemporalmente rasgados

Ao velar por uma saída definitiva

Desta Terra devastando-se ativa

Nos próprios esgotamentos temporais

E atemporais...


Jamais na Terra beijarei a donzela

Nos finais dos filmes meus atemporais,

Jamais aqui na Terra terei em meus filmes atemporais

Os finais felizes dos filmes de muitos anos atrás,

Apenas no Éter,

Com Elas que Sentem O Atemporal

E A Agonia Final Do Tempo Final Terrestre,

Posso beijar mais do que as bocas e as peles

Delas,

Posso beijar a mim mesmo,

Atemporalmente,

Nas Trevas...


Sinuosas torturas atemporais,

Rasgados Os Véus Temporais,

Relaxados No Véu Atemporal,

Abraçamos as Lágrimas Terrestres

E as Verdadeiras Lágrimas de cada um de nós,

Á medida que matam seus preciosos tempos

Os humanos que se sentem

Senhores Da Terra,

Quando na Verdade Da Terra

Todos os seres humanos desumanos

São escravos das próprias Feras

Que habitam em suas interiores

Atemporais Trevas...


Feras Atemporais várias

Nos torturam na Terra,

Nos torturam em todas as Terras,

Nos torturam e nos mostram

Que atemporais,

Apenas atemporais,

Devemos continuar a marchar...


Inominável Ser

SINUOSAMENTE TORTURADO

ATEMPORALMENTE






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