quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - No Muro De Nosso Leito Protetor


O sereno motivo de um belo jardim florido

Se faz entre os percalços nossos nas Trevas.


Eu encontro

Uma Irmã,

Uma Amada,

Inominável como eu,

Inominavelmente

Protegida nas Trevas

Como eu.


O pequeno riso das poucas luzes solares batendo pouco em nós

Nos arrisca um pouco nos terrenos das Luzes.


Eu e a minha Irmã,

Eu e a minha Amante,

Arriscando nas Luzes

Um abraço ambicioso,

Ambicionamos A Torre,

Ambicionamos O Mundo.


O gutural remoer dos Seres Das Trevas que não nos querem nas Luzes

Nos sacrifica um pouco nas Trevas que nos procuram.


Eu e Ela,

Eu e Ela fraternos,

Eu e Ela amantes,

Não fugimos muito das Trevas,

Nas Trevas somos felizes,

Nas Trevas vemos Luzes.


O vertiginoso construir de cinzas felizes se faz natural no ditame total

Das formas de viagens pelos Recantos Astrais.


Eu,

Ela,

Irmãos,

Amantes,

Pegamos parcelas de

Cometas perdidos,

Navegamos com elas.


O estrondo das batidas de bandas musicais amigas é o cântico sinistro

Do entrosamento nosso nos raios que pouco nos banham.


Eu Nela,

Ela em mim,

Unidos quando as Trevas

São Iniciadoras,

Unidos quando as Luzes

São Mais Iniciadoras.


O retângulo é calculado em prol da equação dos contrários matemáticos

Que nos somam e dividem e multiplicam e subtraem.


Eu Ela,

Ela Eu,

Apostando no calor

Dos muros fortes,

Apoiados em

Muros fortes,

Corajosos nas Luzes.


O Terror Dos Terrores Diurnos E Dos Terrores Noturnos afastados ao

Ressoar nosso derrubando os Outros Muros.


Eu,

Ela,

Sozinhos,

Um apenas,

No Muro Das Luzes,

No Muro Das Trevas,

No muro do nosso leito protetor...


O Muro Das Luzes No Muro Das Trevas criando A Protetora Luz De Trevas

Amigáveis a dois Irmãos Amantes Inomináveis.


Eu,

Ela,

Um,

Muro Das Luzes,

Muro Das Trevas,

Leito protetor,

Muro do nosso leito protetor...


Inominável Ser

COM ELA EM LEITO PROTETOR






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