sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Nos Impérios De Tantos E Tantos E Tantos Sonhos


Relaxamos ao ressoar dos antigos sinos

De épocas remotas em nossos Eus,

Relaxamos desiguais nas descompassadas

Rotinas das diretrizes finas

Das camadas mais espessas de nossas

Lágrimas agarradas ao suor de nossos rostos

Em nossa árdua batalha.


Sei que relaxamos,

Trevosa Adormecida Inominável,

No esgotamento de todas as névoas,

No sacrifício gritante de todas as rédeas,

No primeiro cantar dos galos sacrificados

Em altares de jazigos tumulares

De cemitérios mais capazes de serem

Nossos saudosos lares

Do que os antigos lares materiais

Que já tivemos.


Relaxamos nos raios do Sol Negro

Castigando os Filhos Da Luz Falsa,

Relaxamos e resgatamos as nossas lembranças

Em sonhos e sonhos e sonhos

Que são apenas espelhos,

Espelhos Inomináveis,

Que refletem aquilo que fomos

Na fome das tardes

E nas refeições das manhãs,

No verdejante das noites

E no alucinante da meia-noite,

No esquisito do meio-dia

E nos desertos de nenhum dia.


Relaxamos,

Minha Negra Fada Inominável

De Contos De Pesadelos,

Pois eu e você somos pesadelos

Para um mundo de sonhadores vãos,

Eu e você somos pesadelos

Porque somos criaturas que

Até as criaturas góticas

Estranham,

Somos dois Estranhos Seres Inomináveis,

Incompreendidos em um mundo visível

E compreendidos apenas entre

Os nossos iguais

Em todos os mundos invisíveis.


Relaxamos,

Sonhamos,

Sou vosso Negro Protetor Inominável

Que te guarda dos Perigos Conhecidos

Quando tu adormeces entre

As Pedras Dos Rosários Das Trevas,

Quando eu,

Relaxando de todas as minhas batalhas,

Adormeço recostando a minha

Desgraçada cabeça de inominável sonhador

Ao vosso colo,

Colo mais caloroso do que todos

Os humanos colos,

Colo mais aconchegante do que todos

Os mais aconchegantes

Humanos colos,

Colo onde posso sonhar melhor,

Pelos Deuses,

Um colo onde posso sonhar melhor...


Relaxados,

Adormecidos,

Sonhamos e sonhamos e sonhamos,

Nos impérios de tantos e tantos e tantos sonhos

Ficamos juntos pelas amorosas madrugadas,

Madrugadas terrestres,

Madrugadas distantes da Terra,

Madrugadas pela Criação,

Madrugadas em Criações Anteriores,

Criações Infinitas antes desta Criação,

A Última De Todas As Criações,

Criações onde sempre sonhamos,

Assim,

Juntos,

Deitados,

Em infinitos Outros Rosários Das Trevas,

Em infinitos mundos,

Em infinitos encontros

E reencontros

Em todas as Esferas...


Relaxados,

Sonhando

E

Sonhando

E

Sonhando...


Relaxados,

Sonhando

E

Sonhando

E

Sonhando...


Relaxados,

Sonhando

E

Sonhando

E

Sonhando...


Relaxados,

Tantos

E

Tantos

E

Tantos

Sonhos...


Relaxados,

Em impérios que

Quando acordamos,

Não encontramos...


Tudo fora dos Impérios Dos Sonhos,

Do Império Do Deus Morpheus,

É O Pesadelo Nomeável

Que nos torna

Inomináveis Seres

Estranhos a todos os

Seres Nomeáveis...


Inominável Ser

NOS IMPÉRIOS DE

TANTOS E TANTOS E TANTOS PESADELOS

ACORDADO






Reações:

2 Lamentos Finais De Cadáveres:

Aмbзr Ѽ disse...

lindo poema, um lirismo ressalta dos versos com muita elegância.

http://terza-rima.blogspot.com/

Inominável Ser disse...

Procurei muito Sonhar nestes versos, Amber, intensamente sonhar em um ritmo que tende a muito e a algo mais abarcar e abarrotar e conquistar...