sábado, 16 de outubro de 2010

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Estranha Beleza Mutável


Após tomar café da manhã com o Diabo,

Beijar Maria Padilha Do Inferno no almoço,

Lanchar com Baphomet à tarde,

Jantar com Exu Caveira Das Trevas à noite,

Me livrei da Matéria totalmente

E fui vagar em busca

Das minhas Irmãs e Amantes.


Lobos Do Astral me cumprimentaram

Tendo nos dentes a carne podre

De um daqueles que estupram mulheres

No Iraque,

Assassinos De Assassinos me abençoaram

Torturando os mais débeis psicopatas

Da Família Espiritual De Bathory,

Os Demônios Da Orgia

Dançavam com Pombagiras nuas

E eu me divertia calado,

Calado diante da

Astral Folia.


Foi em meio ao observar

De um Demônio acima de uma Pombagira

Que o meu Astral Olhar

Visualizou uma das minhas Irmãs,

Visualizou uma das minhas Amantes,

Sentada me observando,

Sentada me chamando,

Sentada oferecendo-me

A sua estranha beleza mutável

Para um belíssimo mutável

Passear.


De mãos dadas,

Juntando as nossas infinitas doenças

De Eras e Eras de idas e vindas

Entre O Material E O Material,

Caminhamos pelos Baixos Caminhos Do Astral,

Encontrando Lazarus Baphomet,

Encontrando Iago Ben Henoc,

Em Magias Das Trevas sendo traçadas

Sobre Pentagramas Inomináveis.


De mãos dadas,

Jurando que assim seria toda vez

Que no Astral nos encontrássemos,

Vagamos pelos Vales Dos Assassinados,

Vagamos pelos Vales Dos Suicidas,

Vagamos pelos Vales Dos Loucos,

Vagamos pelos Vales Dos Encarcerados,

Vagamos pelos Vales Dos Mutilados,

Vagamos pelos Vales Dos Renegados,

Vagamos pelos Vales Dos Desgraçados,

Vagamos pelos Vales Dos Malditos,

Vagamos pelos Vales Dos Miseráveis,

Vagamos pelos Vales Dos Dolorosos,

Vagamos pelos Vales Dos Trevosos,

Vagamos pelos Vales Dos Inomináveis

Mais Inominavelmente No Interior

De Todas As Trevas Inomináveis.


De mãos dadas,

Beijadas mutuamente a cada encontro

Pelas Crianças Das Trevas

Que brincavam em nosso redor,

Paramos um pouco

No Vale Dos Poetas Perdidos,

Bebendo e cantando com Byron

Melodias aos Perdidos Da Criação,

Recitando com Florbela

Poesias da Deusa Dor em exaltações

Às nossas dores,

Colhendo As Flores De Satan

Com Baudelaire,

Caminhando em desertos

Com Rimbaud,

Encontrando virgens perdidas

Com Àlvares,

Relaxando na brancura de leitos

Com Cruz e Sousa,

Exteriorizando o inexteriorizável amplexo interior

Com Augusto dos Anjos,

Acariciando um corvo ferido

Com Poe.


De mãos dadas,

Agora acompanhados por todos

Os Poetas Perdidos,

Marchamos cantarolando e bebendo,

Canções Proibidas Universais,

Bebidas Poderosas Imortais,

Em honra à Deusa Poesia,

Em honra a todas as Perdições

Da Deusa Perdição,

Em honra às Trevas,

As Trevas que nos protegiam,

As Trevas que nos conduziam,

As Trevas que nos colorizavam!


De mãos dadas,

Após passarmos pela

Rua Dos Demônios

E encontrarmos todos os Infernos

Em um Carnaval de cenas inenarráveis

A ocorrer aos montões,

Deixando os Poetas Perdidos

Nesse pandemônio destemido,

Penetramos,

Eu e Ela,

Na Viela De Deus...


De mãos dadas,

Pisando em trajes de pagões queimados

E em suásticas de ferro

E em sangue de médiuns torturados,

Chegamos perto do

Maior De Todos Os Egregóras,

O Deus Único moldado

Pela Humanidade...


De mãos dadas,

Nos aproximando,

Vimos que era apenas um cadáver

Que ali na Viela estava,

Um cadáver,

O Maior De Todos Os Cadáveres

Da Criação,

Um puto desgraçado

Que é apenas um inexistente

Fantasma!


Separando as nossas mãos,

Resolvemos adorar o Deus Único

Como Ele verdadeiramente merece,

Eu mijando na garganta Dele,

Ela cagando na face Dele,

Nós dois gargalhando,

Gargalhando

Gargalhando

Gargalhando

Gargalhando

Gargalhando

Gargalhando

Gargalhando,

Mijando,

Cagando,

Nele!


De mãos dadas,

Após adorarmos

O Grande Fantasma De Todos

Os Grandes Fantasmas,

Fomos para O Carnaval Dos Demônios,

Nos esbaldamos,

Nos entregamos,

Nos unimos,

E até agora estou embriagado

Por ter saboreado

A estranha beleza mutável Dela

Naquele lugar que vós aí estais

A bem imaginar...


Inominável Ser

SOB O EFEITO

DA ESTRANHA BELEZA MUTÁVEL

DELA







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