segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - A Filosofia Das Lápides


Resolvi acompanhar na Névoa Dos Planos

Uma Irmã Amante Inominável

Que muitos dos ignorantes da Humanidade

Veriam como uma Vampira


Eu a acompanhei pelo Vale Terrestre

O Vale Das Misérias

O Vale Das Desgraças

O Vale Das Tragédias

O Vale Das Maldições


Assistimos a uma festa

Uma festa de gala

Uma festa de trapos

Uma festa de ratos


Assistimos a festas

As festas dos ricos

As festas dos pobres

As festas dos mendigos


Assistimos a festas

As festas dos esnobes

As festas dos humildes

As festas dos zeros-à-esquerda


Assistimos a festas

Gente bonita

Gente feia

Gente estragada


Assistimos a festas

Bandidos

Mocinhos

Hipócritas


Assistimos a festas

Religiosos

Ateus

Bêbados


Assistimos a festas

Casamentos de celebridades

Enterros de favelados

Ascensões presidenciais


Assistimos a festas

O bebê nascendo

O bebê morrendo

O velho envelhecendo


Assistimos a festas

Danceterias cheias

Funerais cheios

Tanta gente tantos ossos...


Ah,

As festas humanas!


Ah,

As festas humanas!


Ah,

As festas humanas!


Oh,

Como eu e Ela gargalhamos!


Oh,

Como eu e Ela gargalhamos!


Oh,

Como eu e Ela gargalhamos!


Sob as lápides de cada um

Da Cadavérica Humanidade

Filosofamos mil vezes mil vezes mil vezes

Ao ritmo schopenhauriano

Da Verdadeira Vontade


Filosofamos sob as lápides

Dos garanhões de fim de semana

E das putas que abrem as pernas

Para os primeiros cara que apresentam-se

Com a melhor grana


Filosofamos sob as lápides

Dos que berram em palanques prometendo

Altas realizações sociais

E dos que matam apenas pelo prazer de matar

Utilizando uma farda como desculpa apenas

Para dizerem que são algo pelos Estados

Quando não passam de meras bostas fardadas


Filosofamos sob as lápides

Da Gisele Bündchen do Leonardo di Caprio

Do Brad Pitt da Angelina Jolie

Do David Beckham do Marilyn Manson

De Bento XVI do Bin Laden

De um vagabundo de rua qualquer

Desconhecido

De uma vagabunda de rua qualquer

Desconhecido


Filosofamos sob as lápides

Dos campeões humanos da hipocrisia

Dos caminhões humanos do desinteresse

Dos montões humanos de preconceitos

Dos montes de bosta totalizada

Que é toda a turba escrota morta

A formar A Cadavérica Humanidade


Filosofamos sob as lápides

De todos os humanos

Seja você juiz ladrão assassino

Racista gótico punk subversivo

Drogado alccolátra tarado

Hetero homo assexuado

Presidente diretor empregado

Qualquer bosta humana nomeável

Saibas que tu serás objeto

Da Crítica Da Razão Dos Vermes

Vossos Irmãos

Que Comerão Cada Pedaço

De Vossas Carnes

No Túmulo


Serão cremados alguns de vós?


Ah,

Os Vermes Astrais

Vos devorarão,

Seus vermes imbecis!


Os vermes vão filosofar

Sobre os ossos de cada um de vós

Não adianta buscar muito

Não adianta buscar tudo

Não adianta buscar nada

Vós sereis por eles devorados

Vós sereis por eles objeto

De estudo filosófico putrefador

Vossos ossos ficarão sendo comidos depois

Pelos outros seres abaixo da terra

E o pó de cada um de vós ficará no caixão

Como a lembrança de vermes que apenas

Viveram em vão

Sem tentarem

Aquela Ascensão


Eu

Verme humano inominável

Serei cremado


Contudo

Diferente de vós

Estarei em outro tipo de situação

Na filosofia da minha lápide

Além desta Matéria

Que vós terá em pó

Para sempre após

Vosso bater de botas


Eu estarei devorando

Às gargalhadas

Aquela que Viajou comigo

Aquelas Todas Que Viajam Comigo

Por Outras Estradas

Na Estrada onde Vejo

Nas Estradas onde Vejo

As lápides de cada um de vós

Na Estrada onde eu e Ela

Nas Estrada onde eu e Elas

Filosofamos sob cada lápide


Vós sereis comida

De vermes


As Inomináveis serão

A minha alimentação


Serei filósofo inominável

Entre as lápides etéreas

Que elas possuem bem no meio

Das pernas


Inominável Ser

FILOSOFANDO COM ELA

FILOSOFANDO COM ELAS

SOB CADA LÁPIDE HUMANA

GARGALHANDO






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