quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Nos Resquícios De Tolos Sonhos Ridículos


Havia algo em meu coração

plantado com cinzas e alcatrão

tendo a profunda observação

do meu enredo finalizado

como a possante jurisdição

na qual,

como culpado por ser um

tolo que sonha

ridiculamente,

sou sacrificado por estacas

e adagas...

Alguém me segura,

uma moça mui sofrida

que caminha sempre

entre as sombras de

toda cidade

que apresenta tolos

e ridículos sonhadores

como eu.

Quando criança,

quando ainda era

inocente menino

brincando de ser

arauto de uma esperança

em ser algo,

Ela se apresentava vestida

de sombras,

tinha a lua como companhia

e queria me dizer

o quanto é tolo sonhar

na ridícula vivência

deste mundo.

Ainda hoje sou

uma criança que sonha,

uma tola criança,

uma ridícula criança,

que sonha,

tendo Ela,

Lunar Consorte

Do Desespero

E Da Desesperança,

a acompanhar-me em todo

fatidicamente tênue

jogo de cordas

que se arrebentam

acima dos Rios

Da Vida.

Nadamos nos Rios

Da Morte,

A Ceifadora sorridente

nos colhe,

somos as frutas,

Humanidade,

de árvores tolas

e ridículas

plantadas neste vale

de lágrimas ardorosas

por nós mesmos

nesta nossa Infância

Grotesca Infindável.

Ela,

A Lunar Senhora

que no mais inominável

dos silêncios de todas

as noturnas rotas,

está sempre conosco

tentando matar

a tolice e o ridículo

em nossas eternas almas.

Ela consegue?

Ela está conseguindo?

Ela está tendo sucesso?

Ela está obtendo altos patamares

de excelentes positivos

resultados?

A Deus,

e em Deus,

A Verdadeira Potência

Creadora,

Ela por nós,

dentro da Essência

Noturna,

chora vendo toda

tolice sonhadora ridícula

merda fodida fedorenta

que nós,

entes de uma Humanidade

a mais tola e sonhadora

e ridícula deste Universo,

fomentamos como

natais,

anos-novos

e carnavais

de estúpidas alegrias

e demais festividades

passageiras e ilusórias.

Tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

tolos,

todos nós,

seres humanos,

somos tolos...

Sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

sonhadores,

todos nós,

seres humanos,

somos sonhadores...

Ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

ridículos,

todos nós,

seres humanos,

somos ridículos...

Mesmo assim,

teimamos em nossa

tolice...

Mesmo assim,

teimamos em nossos

sonhos...

Mesmo assim,

teimamos em nosso

ridículo...


Inominável Ser

AUTODECLARADAMENTE

TOLO

SONHADOR

RIDÍCULO


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Essas Densas Trevas Em Teus Olhos Que Me Contemplam


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arrastam-me para

o primeiro túmulo

dos meus ancestrais.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arrastam-me para

meu futuro túmulo

nesta existência mortal.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arrasam-me diante

da egípcia memória

de meu egípcio morrer.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arrasam-me diante

da atual memória

de meu futuro morrer.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

avisam-me de meu

heleno esmorecer

aos pés de Sócrates.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

avisam-me de meu

futuro esmorecer

aos pés da Serpentina Mulher.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arriscam-se a me mostrar

meu britânico findar

ao por Camelot cavalgar.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

arriscam-se a me mostrar

meu futuro findas

pelos cemitérios a caminhar.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

afiadamente exibem

meu franco cair

ao por Napoleão lutar.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

afiadamente exibem

meu futuro cair

pelo Inominável a afirmar.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

abusadamente vasculham

os fins de todas

as minhas anteriores vestes.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

abusadamente expõe

o meu fim

nesta atual veste.


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam...


Essas densas trevas

em teus olhos

que me contemplam

altissimamente me fazem

muito te amar nas mais densas

fatais formas de amar...


Inominável Ser

REFLETIDO

NAS DENSAS TREVAS

DO OLHAR DELA


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Situemos Nossa Sina Em Um Palco De Terror


Entre as Inomináveis

eu me encontro,

parado diante de um palco,

assistindo a um tremendo

espetáculo de sangue

dirigido por um operante

de nome quase

pronunciável.


Há gigantes vendendo

romances baratos

e prostitutas vigilantes

de cafetães enrabados,

assim como ratos, baratas,

mosquitos, escorpiões, cobras

e cupins

infestando a sala

e subindo e descendo

por todos nós.


Não nos importamos

e continuamos assistindo

ao espetáculo,

encenações de reais

produções do mundo,

atos de grandes interpretações,

atrizes e atores

que encantam as mais sombrias

gerações.


A exploração age em um ato,

uma pica encenando

estupros

de mulheres,

de homens,

de crianças,

de idosos...


A enganação age em dois atos,

altares religiosos encarnando

a mentira,

a falsidade,

a imbecilidade,

a fraqueza,

a hipocrisia,

a nulidade...


A infantilidade em três atos

na mídia,

propaganda e marketing

do consumo,

do nada,

do esgoto,

do engodo,

do entorpecimento,

do esquecimento,

do ilusionismo...


A alegria em ser gado

encenada em quatro atos

pela grande maioria

da Bovina Humanidade,

seres humanos

enganados,

enrolados,

desestruturados,

incapacitados,

inferiorizados,

negativizados,

desencaminhados,

viciados,

desvirtuados...


A Deusa Infelicidade

encenada em cinco atos

na História da Humanidade,

desta terrestre fodida

Humanidade...


A Deusa Inferioridade

encenada em seis atos

na História da Humanidade,

desta terrestre tão fodida

Humanidade...


A Deusa Incapacidade

encenada em sete atos

na História da Humanidade,

desta terrestre absoluta fodida

Humanidade...


O Deus Desespero

encenado em oito atos

na História da Humanidade,

desta terrestre absurda fodida

Humanidade...


O Deus Medo

encenado em nove atos

na História da Humanidade,

desta terrestre inglória fodida

Humanidade...


A Deusa Procrastinação

encenada em Eterno Ato

na História dos Inomináveis,

estes terrestres eremitas fodidos

querendo,

mesmo ao procrastinar,

alertar a esta terrestre

eternamente fodida

Humanidade...


O espetáculo por nós assistido

é delirantemente

e lamentavelmente

um cântico de abatida ave

sussurrante e cativante

de lobos ululantes.


Inominável Ser

ESPECTADOR

DA

DESGRAÇA

CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - O Suicídio Da Aurora Nossa


O corte está mais do que aberto,

uma pequena abertura,

abençoada abertura,

dentro da obscura imunda

aurora nossa...

Usei uma faca...

Usei uma espada...

Usei um machado...

Usei um estilete...

Usei uma espada...

As manchas de sangue

encontram-se no carpete

daquela antiga sala

ma qual assistíamos

ao bailar televisivo

dos nossos sonhos

e há uma criança perdida,

bem perdida,

brincando com os papéis rasgados

que hoje são os nossos

sonhos...

Sonhos de suicídios...

Cada sonho nosso foi um

suicídio...

Todo sonho nosso era um

suicídio...

Suicídio diante da erma

marcha de nossos pensamentos...

Suicídio diante da fervente

chama de nossos sentimentos...

Suicídio diante da tremulante

mancha que se encontra,

além daquele carpete,

em nossas imundas almas

inundadas de ódio

e revolta...

Odiamos...

Estamos revoltados...

Odiamos...

Somos revoltados...

Odiamos...

Ficamos revoltados...

Odiamos...

Seremos sempre revoltados...

Odiamos...

Gostamos de ser revoltados...

Odiamos...

Queremos ser revoltados...

Odiamos...

Chamamos mais revolta...

Odiamos...

Queremos mais revolta...

Odiamos...

Semeamos revolta...

Odiamos a aurora,

toda a aurora,

todas as auroras,

toda felicidade,

toda alegria,

toda furiosa ilusão

da diária e da noturna

aurora dos que não se suicidam

diante da Grande Tragédia:

A HUMANA REALIDADE

MORTA!!!


Apagamos o sol...

Escondemos o sol...

Afogamos o sol...

Abortamos o sol...

Esfaqueamos o sol...

Enterramos o sol...

Não precisamos do sol,

não precisamos da aurora,

não precisamos das auroras,

NÃO PRECISAMOS DAS NOSSAS

AURORAS!!!

Estamos cansados,

estamos tristes,

estamos atordoados,

estamos em um suicídio

cronicamente viável...

Eu sou um bardo

fracassado,

perdedor,

triste,

vômito das sombras,

dejeto da lama

das minhas auroras

que se suicidaram...

Ela é uma inspiradora

fracassada,

perdedora,

vomitada pela Sombra,

cagada pela Lama,

uma Aurora Noturna

Abismal

que se suicidou...

Ela aproxima de minhas mãos

um punhal,

eu aponto para o meu

coração já cadáver,

mas não tenho,

ainda,

a exímia aurora da coragem

de me suicidar...

Sou covarde,

ainda covarde,

e temente ao Verdadeiro Deus,

o qual ainda há

de me fazer

deste suicídio meu

despertar...

Enquanto não desperto,

humanos filhos do mesmo

Verdadeiro Deus,

eu ainda hei de

adormecer neste meu

suicídio

e ela ainda há

de que querer que eu

dê um fim ao meu

respirar

neste suicídio civilizado

que é o nosso

mundo

a se suicidar...


Inominável Ser

UM SUICIDA

EM UM MUNDO

SUICIDA