sábado, 20 de agosto de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - De Passagem Pelo Jardim De Uma Inominável Musa Das Trevas


Flores recheadas de veneno.

Folhas portando acidez causticante.

Solo contaminado radioaativamente.

Animais peçonhentos os mais perigosos.

Firmamento sempre nublado.

Chovendo sempre sangue.

E Ela,

uma Inominável Musa Das Trevas,

me recebendo com amor,

O Amor Das Trevas,

O Mais Sincero

Amor Das Trevas,

O Mais Singelo

Amor Das Trevas,

O Mais Poderoso

Amor Das Trevas.

Sento no meio do jardim Dela,

sem medo das pequenas criaturas

que ameaçadoras sobem pelo

meu corpo.

Ela senta em meu colo,

beija-me os lábios,

deliro sentindo o calor

do corpo dele junto

ao meu peito...

O sabor dos lábios Dela

é o próprio sabor

das Frutas Das Trevas,

é o sabor de uma maça

apodrecida,

é o sabor de uma laranja

amarga,

é o sabor de uma goiaba

cheia de larvas.

Sabor que me

delicia.

Sabor que me

apaixona.

Sabor de lábios

que se aproximam

dos meus ouvidos.

Sabor de lábios

que beijam

as minhas orelhas.

Sabor de lábios,

lábios tão frios

quanto os de

infindas serpentes,

que lambem

as minhas orelhas.

Sabor de lábios

que encostam-se

ao meu ouvido esquerdo.

Sabor de lábios

que abrem-se

como as mandíbulas

da Grande Serpente

Das Trevas.

Sabos Dos Lábios

Das Trevas...

Sabor Das Trevas...

A Voz Das Trevas,

a própria

Voz Das Trevas,

ouço como

O Violento Sussurro

Das Trevas Das Criações

Que Foram Destruídas

Até O Alcance

Desta Criação Perfeita...


Deixe-Se Levar Pelo Meu Zumbido,

Inominável Ser,

Segure Nas Minhas Tetas Deliciosas

E Sugue-Me O Sangue,

Delicie-Se Com As Trevas

Em Meu Sangue...

Sinta-Se Bem Aqui Comigo,

Em Meu Jardim,

Que Nasceu De Uma Foda

Entre Deuses Dominadores

De Chamas Destruidoras

E Deusas Detentoras

De Chamas Caóticas,

Foda Dada Em Meio

Ao Último Abismo Das Trevas.

Deite-Se Comigo,

Possuas Meu Corpo,

Todo O Meu Corpo,

Este Meu Corpo Já Tocado

Pela Juventude Eterna

Da Escuridão

E Pelos Senhores Supremos

Da Desgraça...

Deite-Se Comigo,

Meu Jardim A Ti Se Oferece,

Eu A Ti Me Ofereço,

Me Dá Seu Corpo,

Me Dá Seus Beijos,

Me Dá Sua Inominável Alma,

Meu Irmão,

Meu Amante,

Meu Homem Das Trevas!

Penetra Em Meu Jardim,

Penetra Em Mim,

Penetra Bem Fundo Em Mim,

Façamos Um Filho

Que Seja O Rosto Que Se Vê

Quando A Lua Negra Sibila

E O Senhor Antigo De Todas

As Sepulturas

Ergue Seus Negros Cânticos

Ao Negro Luar!

Os Guardiães Das Raízes

Das Trevas

Nos Vêem!

Os Anciães Das Árvores

Das Trevas

Nos Vêem!

Os Sacrificados Do Sangue

Das Trevas

Nos Vêem!

Os Santos Do Povo

Das Trevas

Nos Vêem!

Os Guerreiros Das Tribos

Das Trevas

Nos Vêem!

O Originador Tanto Das Trevas

Quanto Das Luzes

Nos Vê!

Me Coma,

Inominável Ser!

Coma Meu Cu,

Inominável Ser!

Coma Minha Buceta,

Inominável Ser!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!

COMA!!!”


E meto com força,

em meio ao Jardim,

enquanto ratos, baratas,

escorpiões, serpentes e

tudo que peçonhento e nocivo é

nos envolve os corpos...


Raízes nos envolvem...


Folhas caem e colam-se aos nossos corpos...


Chove sangue...


Eu bebo o sangue caindo do firmamento...


Ela bebe tambám...


Eu bebo o sangue Dela...


Ela bebe o meu também...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


E gozamos...


Inominável Ser

SEMPRE DE PASSAGEM

PELO JARDIM

DE UMA INOMINÁVEL

MUSA DAS TREVAS

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