quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Na Loucora Do Obscuro Mundo Diante De Mim


Refaço na tarde de minha

inominável vida atual

um resumo dos reveses,

dos sucessos

e do que eu ainda aguardo

neste mundo selvagem

habitado por irracionais animais

como eu

de todas as espécies.

É só Escuridão que

me assola,

uma Escuridão aqui

d'alma minha,

uma Escuridão aqui

da minha mente,

uma Escuridão profunda,

uma Escuridão vazia,

uma Escuridão preenchida,

uma Escuridão amiga...

A Deusa Escuridão,

A Deusa Solidão

e As Inomináveis

Que Me Amam

são as únicas amizades

que aqui neste

mundo de ovelhas,

bois e vacas

posso ter como fiéis...

A tolice me faz

ser visto

como um fraco...

A tolice me faz

ser visto

como um louco...

A tolice dos outros

é a minha própria

nomeadora tolice,

eu sou um tolo

que se enfraquece

como um louco

por alguma

mágica milagrosa

da material vida...

A Unidade Revelada

a mim como

O Inominável Desconhecido

vai me oferecendo

vários caminhos,

várias estradas,

várias ruas,

várias valas,

vários rios,

vários abismos...

Que é isso

que sinto?

Que é essa

angústia por estar

aprisionado

que sinto?

Que é essa

tristeza por estar

acorrentado

que sinto?

Que é essa

incerteza

de estar certo

ou errado

que sinto?

Que é tudo isso

que está à

minha frente,

tão claro,

tão obscuro,

tão com sentido

e tão sem sentido

sorrindo

e chorando

e silenciando-se?

Todos os seres humanos

passam por isso,

pelo menos

os seres humanos

que não se sentem bem

em meio

ao rebanho,

ao gado,

aos comuns seres humanos

com os seus comuns

atos obedientes

a mentiras morais,

sociais

e religiosas.

Uma cova como esta

é sempre segura.

Um abismo como este

é sempre abrigo.

Uma poesia como esta

é sempre um caminho.

A Deusa Escuridão

é sempre um carinho.

A Deusa Solidão

é sempre um ensino.

As Inomináveis

são sempre ninhos.

Se tu aí

ainda não sabe

ser tão incerto

e um deserto

e um tolo

e um louco

na busca de si mesmo,

faças como este

Inominável Ser

de pés descalços,

mãos endurecidas

e olhos entristecidos...

Se o incômodo

te assola,

escreva,

encontra uma saída

dentro do vosso

abismo,

dentro da vossa

cova,

com sinceridade,

com honestidade,

com verdade.

E,

assim,

tu encontrarás

amigos e amigas

bem mais sinceros

do que esses que

até hoje,

na Matéria,

fora de vós mesmo,

tens encontrado.

É assim,

cada vez mais,

que encontro

e desencontro

a mim mesmo

neste obscuro mundo

nosso

cheio de

caóticas sintonias

e sinfonias.

Minha tolice,

minha loucura,

minhas dúvidas,

são parte do

obscuro mundo

dentro d'alma

minha.

Inominavelmente

reconhecer

a limitação enquanto

ser humano

é um grande sinal

de alguma sabedoria;

mas,

ainda falta muito

escavar no cemitério

de meu Ser

até que eu me diga,

inominavelmente,

um Verdadeiro Filho

Da Deusa Sabedoria.


Inominável Ser

NA OBSCURIDADE

DE SUA POÉTICA

SIMPLICIDADE

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