segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Perdido Em Uma Vala De Remendos E Assentos


É muito provocante

a Tua chegada,

agosto, setembro,

outubro, novembro

e dezembro

apresentam a energia

das Tuas

almas.


Com a decência

de um ladrão,

com a eficiência

de um assassino,

singro o mar obscuro

agitando ossos

de urubus

e penas de galos mortos

por homens

rancorosos.


Estou tão tolo hoje

e sinto a noite

dentro de mim

como a música

mais perfeita

que profana toda

minha certeza

e joga na vala

todo tipo de pequena

esperança minha

ainda,

mesmo que mínima,

mesmo que pouca,

a ressoar estrondosa.


Estou sentado em uma vala,

caminho em uma vala,

moro em uma vala

e sou a própria vala,

um resto de comida

a mais estragada,

um reles senhor

de nada

que se acha invulgar

e talentoso

falando com as pessoas

mais erradas

das Trevas mais

amargas.


Tu,

por exemplo,

Senhorita Detestável,

é uma Inominável Lixeira,

uma catadora de restos

como eu,

uma colhedora de detritos

como eu,

uma limpadora de valas

como a minha,

chegando mansa com o seu

olhar anárquico,

aguardando meu cumprimento

com cuspe,

vômito

e escarro.


Queria cagar na Tua cara

de puta maldita,

vomitar meu ódio

em Tua buceta

e esfregar minhas vezes

em Tua bunda!


Não consigo fazer isso,

vejo que tem muita gente

como eu

que nem conseguiu

fazer isso

com outras

Inomináveis Lixeiras...


Me varre

para fora daqui logo,

sua piranha!


Me varre

para fora daqui agora,

sua vadia!


Me varre

para fora desta vala,

sua imunda!


Me varre

para fora,

sua vaca!


Não me deixa mais aqui,

não consigo mais suportar

o cheiro de tanta merda

cagada por todo mundo

neste mundo

que é uma

puta fodida do caralho

de uma vala!


QUALQUER OUTRA VALA

É MAIS PRECIOSA

DO QUE ESTA VALA

DE PORCAS E PORCOS

QUE SE RENDEM

AOS SISTEMAS DE TODAS

AS COISAS

COMO ELAS SÃO,

ABAIXANDO AS CABEÇAS,

REBAIXANDO AS FRONTES

E LAMBENDO OS CUS

DOS MANDANTES

NESTA GRANDE VALA

QUE É A TERRA!


Tem pena de mim,

sua porca,

me varre daqui logo,

por favor,

agora

agora

agora

agora

agora

agora

agora

agora

agora...


Inominável Ser

EM CONSTANTE

NÁUSEA

DEVIDO AO CHEIRO

DE MERDA

DESTA TERRESTRE

GRANDE VALA


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