sexta-feira, 31 de maio de 2013

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Silêncio E Colheita





Ouço a Voz
Do Mundo
e é
O Imundo
quem fala...

Ouço os ruídos
das ruas
e são
Os Inundados
quem falam...

Ouço,
de madrugada,
as Vozes das
paredes de
minha morada...

Ouço,
à luz do sol,
A Voz
Daquele Que É
Em Si Mesmo...

Ouço,
neste momento,
As Vozes
Daqueles Que
Sabem...

Ouço tudo,
tudo,
tudo que está
na nuvem
e na sombra.

Ouço tudo,
tudo,
tudo que está
entre A Foice
e A Cova.

Ouço tudo,
tudo,
tudo que jaz
entre terras
e terremotos.

Ouço tudo,
tudo,
tudo que faz parte
da Altura
e do Baixo.

Ouço tudo,
tudo,
dos passos 
Daquela Que É
Silenciosa.

Tu me ouves,
ó,
Silenciosa?

Eu te ouço,
te ouço
te ouço...

Tu me ouves,
ó,
Silenciosa?

Eu te ouço,
te ouço,
te ouço...

Tu me ouves,
ó,
Silenciosa?

Eu te ouço,
te ouço,
te ouço...

Tenho ouvido
Vossos passos,
cada um
dos
Vossos passos...

Tu caminhas
como alvorada
noturna,
rasgando o meu
noturno coração...

Tu me ouves,
Silenciosa,
chiorando
nas madrugadas
todas?

Tu me ouves,
Silenciosa,
orando
ao Creador
nas madrugadas?

Sim,
Tu me ouves
e do 
Vosso Silêncio
comigo fala...

Tua Voz,
Silenciosa...

Voz Da
Noite Tenebrosa.

Tua Voz,
Silenciosa...

Voz Da
Noite Terna.

Tua Voz,
Silenciosa...

Voz Da
Noite Transcendental.

Tua Voz,
ó,
Silenciosa...

Me convoca.

Inominável Ser
SILENCIOSAMENTE
CONVOCADO