domingo, 8 de setembro de 2013

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Nas Trevas Inexiste O Arrependimento




Não existem
e insistem
nas Trevas
as Madalenas
Arrependidas,
todos são
culpados,
brutos
culpados,
tortos
culpados.

Não há trégua
para que se
arrependam,
há apenas treva
para que tudo
se compreenda,
treva
terrível,
terra 
temível.

Anti-Vida,
Anti-Morte,
sepulturas,
correntes quebradiças,
ferraduras carbonizadas,
da sentença
não escapa
todo aquele
engolfado
na dura 
e longa
Marcha Das Trevas.

Quem derramou
e bebeu sangue,
sem contar
seus vícios
com heroína,
com cocaína,
com sexo,
não escapa
da Justiceira
Espada
Dos Arcanos
Das Trevas.

Quem vomitou
no Livro Da Vida,
fomentou rebeliões
na Árvore Negra,
alimentou abutres
no Ninho Do Holocausto,
não escapa
das Celestes Mãos
Dos Anjos
Das Trevas.

Aquela ali,
Aquela,
a qual vejo
bebendo da
Taça De
BABALON,
prostituiu 
as próprias 
vidas,
caminhou
profanando
os corações
dos Santificados,
crucificou
crianças nascidas
em berços
cristãos,
decapitou 
os pais
na última 
passagem material
pela Terra,
tornou-se
uma feiticeira,
A Feiticeira
Plantadora
De Desgraças,
sendo Mãe
De Diabos,
sendo Esposa
dos Quatro Reis
Coroados.

Aquela ali,
Aquela,
a qual vejo suja
de sangue,
no Vale Da Sombra
Da Morte,
venerando
a Foice De
Tanatos,
não está
arrependida,
não tem
remorsos,
é uma
Conjugadora
De Misérias,
Propulsora
De Maldições,
Realizadora
De Desgraças.

Aquela ali,
Aquela,
que entrelaça
nas mãos
os cabelos
de todas as
Deusas Das Trevas,
come carvão
com o barro
pisado pelos
Demônios
Senhoriais
Das Penalidades
Astrais,
caga
agulhas,
mija
pregos,
cospe
cascalho,
é uma praga
sem identidade,
uma dos
Perdidos Embrutecidos
em todos os
Reinos Invisíveis
Expiatórios.

Maria Madalena
por Ela foi
crucificada.

Todas as Marias
foram por Ela
crucificadas.

Todas as Madalenas
foram por Ela
crucificadas.

Por Ela,
Ela,
A Inominável Carrasca,
uma
Desgraçada,
uma
Maldita,
uma
Miserável,
de milenares empenhos
em
inomináveis
bárbaras
monstruosidades. 

Inominável Ser
INOMINÁVEL
CARRASCO
COMO
INOMINÁVEL
POETA


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