quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Toda Morte Presente A Todo Deprimente Momento




Ela tem
uma certeza
nos olhos,
cadáveres balançam
podres ossos
naqueles olhos.

Ela carrega
certezas outras
nos olhos,
cadáveres dançam
em mórbidos bailes
naqueles olhos.

Ela transparece
toda morte nossa
nos olhos,
cadáveres sorriem
dando acenos
naqueles olhos.

Ela afirma
toda morte nossa
nos olhos,
os cadáveres
naqueles olhos
são todos nós.

Ela declara
a morte nossa
nos olhos,
os cadáveres
naqueles olhos
são todos nós.

Ela resplandece 
na morte nossa
nos olhos,
os cadáveres
naqueles olhos
são todos nós.

Ela,
A Morte Nossa,
É O Cadáver
Dos Olhos Punitivos
Que Sempre Apunhala
Nossos Pés.

Ela,
A Morte Nossa,
É A Inominável Ceifadora
Dos Olhos Agrestes
Que Sempre Arranca
Nossas Mãos.

Ela,
A Morte Nossa,
É A Opressora Dos Momentos
Cujos Olhos Fatais
Derrubam Todas As
Nossas Torres.

Ela,
A Morte Nossa,
É A Denunciante Maior
Cujos Olhos Imortais
Mostram O Deprimente
Estado Nosso Maior.

Ela,
A Morte Nossa,
vem aqui,
vai até aí,
com felinos olhos
agarra-nos!

Ela,
A Morte Nossa,
chega a toda hora,
chega sem pedir,
com oblíquos olhos
aniquila-nos!

Ela,
A Morte Nossa,
fica aqui,
fica aí,
com Eternos Olhos
a assassinar-nos!

Inominável Ser
EM DEPRIMENTE
ETERNO
MORRER

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Preciso Continuar Esta Viagem, Inominável Moça Dos Meus Mais Vis Sonhos



Pareço um rato
vagando pelo lixo
que está jogado
na beira de um rio
repleto de fezes
e de mijo.
Cheiro a fezes,
cheiro a mijo,
sou o retrato
de um bardo
fodido
por escrever acerca
do Grande Fodido
Mundo.
A Realidade
enforca-me,
A Ilusão 
devora-me,
A Fome
estupra-me,
A Sede
inspira-me...
A Sede...
Sede de sangue,
o vosso sangue,
arrombada que
nada faz,
arrombado que
nada faz,
nem ao menos
tendo a coragem
de,
como eu,
pegar na pena
e derramar a alma
em versos viscerais
denunciantes das
fezes da sociedade
e do mijo que é
todo animal social!
Perguntem-me,
escrotos que
lêem-me
talvez com
admiração
ou repulsa
ou ódio
ou indiferença,
porque eu continuo
a buscar no
Abismo Que Eu Sou
cada verso
desta Cova!
PERGUNTEM-ME!!!
PERGUNTEM-ME!!!
PERGUNTEM-ME!!!
Covardes,
vocês não tem
coragem de perguntar,
nem de escrever
a meu favor
ou contra mim,
preferem meter os dedos
nos próprios cus
e nas próprias bucetas
antes de dormirem
após as merdas
dos vossos dias medíocres
de estudo
ou trabalhio
ou pura vagabundagem!
Mesmo assim,
vou dizer-lhes
o porquê de continuar
nesta minha
desgraçada
maldita
miserável
viagem:
uma Inominável Moça
presentes nos meus
vis sonhos;
uma Inominável
que me maltrata
e acarinha;
uma Inominável
que me despreza
e ama;
uma Inominável
que me chuta
e come;
uma Inominável
que me morde
e chupa;
uma Inominável
que me expulsa
e acolhe;
uma Inominável
que me derruba
e ergue;
uma Inominável
Que É
A Interna Poetisa
De Toda Alma
Coveira.
Toda poetisa
e todo poeta
do Abismo,
da Escuridão
e da Grande Noite
tem uma
Inspiradora assim
no próprio Serdentro
do coração,
dentro
d'alma.
Aos escrotos 
que são escrotos
porque assim querem,
digo:
existe Uma assim
em vosso Ser,
em vossos corações,
em vossas almas.
Basta envolver
o Ser no Abismo,
o coração na Escuridão
e a alma na Grande Noite;
assim,
Ela poetizará
em vós
pela Eternidade.

Inominável Ser
POETIZANDO
SOBRE A SUAVE
INTERNA POESIA
DE UMA
INOMINÁVEL MOÇA
DAS MAIS VIS
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Inicia-Se Uma História De Sangue E De Glórias




Aos companheiros
que jazem
no Fogo Do Inferno,
contarei uma história
ouvida enquanto
eu mutilava uma freira
na Idade Média.

Bárbaro psicopata
de germânica pele
eu era,
vagando com Fenrir
ao meu lado
como bruta fera.

Machado e espada
eu portava com
crueldade,
arrebentando crânios
de cristãos amantes
de um reles
cadáver crucificado.

Matei aquela freira
em um dia ensolarado
e à noite saboreei
a carne dela
com todos os meus
irmãos de
sanguinária horda.

E me lembro de
mutilá-la
e de ouvir a voz
de uma mulher
muito mais
sanguinária.

Era a voz de uma
mais bárbara
do que eu era,
a voz de uma
Eterna Brutalizada,
a voz de uma
Eterna Fera.

Depois daquela freira,
continuei vagando
pelos territórios
do que ainda não era
a Velha Europa,
mutilando,
estuprando,
saqueando
e assassinando
com os meus
sanguinários irmãos 
de horda.

E a voz Daquela
Mulher Insaciável,
sedenta de sangue
e de violência
grandiosos,
me incentivava
ao massacre,
me incendiava 
 a cada calamidade
da qual eu participava.

Fui assassinado
por um obscuro moleque
virgem e imberbe,
após saquear sua aldeia,
estuprar a mãe dele
e enforcar-lhe
toda a família.

Fui morto pelas costas,
uma punhalada
no coração certeira
que me fez ir
direto ao encontro
Daquela Mulher
que me inspirava
na brutalidade
e na selvageria.

Passei por outras
carnes,
vesti outras
vestes,
caminhei por outras
terras
e Ela,
Inominável Bárbara,
a estranha criatura
que no Éter
me inspirou
em bárbara germânica
pele,
sempre me
acompanhava.

Cheguei a esta
pele,
estou vestindo esta
veste
e Ela caontinua
me ditando o que
fazer
através da pena,
hoje a mais sanguinária
de todas as armas
nas mãos Daqueles
Que Domam
A Besta.

Ela fala 
de coisas horrendas,
Ela lembra
coisas tenebrosas,
eu ouço
e vou escrevendo,
versos e contos
sobre terríveis
histórias,
histórias que sempre
iniciam-se
e nunca terminam
quando desço
e saio
da cova.

Eternas Histórias
Da Inominável Bárbara
Que Aponta
Seu Machado
Para A Vossa 
Cova,
civilizada
leitora,
civilizado
leitor,
nesta nova
Idade Das Trevas,
nesta atual
Era Da
Desgraça Contemporânea.

Inominável Ser
INOMINÁVEL BARDO
SENDO
NOS OUVIDOS
MASSACRADO POR UMA
INOMINÁVEL BÁRBARA