terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Inicia-Se Uma História De Sangue E De Glórias




Aos companheiros
que jazem
no Fogo Do Inferno,
contarei uma história
ouvida enquanto
eu mutilava uma freira
na Idade Média.

Bárbaro psicopata
de germânica pele
eu era,
vagando com Fenrir
ao meu lado
como bruta fera.

Machado e espada
eu portava com
crueldade,
arrebentando crânios
de cristãos amantes
de um reles
cadáver crucificado.

Matei aquela freira
em um dia ensolarado
e à noite saboreei
a carne dela
com todos os meus
irmãos de
sanguinária horda.

E me lembro de
mutilá-la
e de ouvir a voz
de uma mulher
muito mais
sanguinária.

Era a voz de uma
mais bárbara
do que eu era,
a voz de uma
Eterna Brutalizada,
a voz de uma
Eterna Fera.

Depois daquela freira,
continuei vagando
pelos territórios
do que ainda não era
a Velha Europa,
mutilando,
estuprando,
saqueando
e assassinando
com os meus
sanguinários irmãos 
de horda.

E a voz Daquela
Mulher Insaciável,
sedenta de sangue
e de violência
grandiosos,
me incentivava
ao massacre,
me incendiava 
 a cada calamidade
da qual eu participava.

Fui assassinado
por um obscuro moleque
virgem e imberbe,
após saquear sua aldeia,
estuprar a mãe dele
e enforcar-lhe
toda a família.

Fui morto pelas costas,
uma punhalada
no coração certeira
que me fez ir
direto ao encontro
Daquela Mulher
que me inspirava
na brutalidade
e na selvageria.

Passei por outras
carnes,
vesti outras
vestes,
caminhei por outras
terras
e Ela,
Inominável Bárbara,
a estranha criatura
que no Éter
me inspirou
em bárbara germânica
pele,
sempre me
acompanhava.

Cheguei a esta
pele,
estou vestindo esta
veste
e Ela caontinua
me ditando o que
fazer
através da pena,
hoje a mais sanguinária
de todas as armas
nas mãos Daqueles
Que Domam
A Besta.

Ela fala 
de coisas horrendas,
Ela lembra
coisas tenebrosas,
eu ouço
e vou escrevendo,
versos e contos
sobre terríveis
histórias,
histórias que sempre
iniciam-se
e nunca terminam
quando desço
e saio
da cova.

Eternas Histórias
Da Inominável Bárbara
Que Aponta
Seu Machado
Para A Vossa 
Cova,
civilizada
leitora,
civilizado
leitor,
nesta nova
Idade Das Trevas,
nesta atual
Era Da
Desgraça Contemporânea.

Inominável Ser
INOMINÁVEL BARDO
SENDO
NOS OUVIDOS
MASSACRADO POR UMA
INOMINÁVEL BÁRBARA
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