quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Preciso Continuar Esta Viagem, Inominável Moça Dos Meus Mais Vis Sonhos



Pareço um rato
vagando pelo lixo
que está jogado
na beira de um rio
repleto de fezes
e de mijo.
Cheiro a fezes,
cheiro a mijo,
sou o retrato
de um bardo
fodido
por escrever acerca
do Grande Fodido
Mundo.
A Realidade
enforca-me,
A Ilusão 
devora-me,
A Fome
estupra-me,
A Sede
inspira-me...
A Sede...
Sede de sangue,
o vosso sangue,
arrombada que
nada faz,
arrombado que
nada faz,
nem ao menos
tendo a coragem
de,
como eu,
pegar na pena
e derramar a alma
em versos viscerais
denunciantes das
fezes da sociedade
e do mijo que é
todo animal social!
Perguntem-me,
escrotos que
lêem-me
talvez com
admiração
ou repulsa
ou ódio
ou indiferença,
porque eu continuo
a buscar no
Abismo Que Eu Sou
cada verso
desta Cova!
PERGUNTEM-ME!!!
PERGUNTEM-ME!!!
PERGUNTEM-ME!!!
Covardes,
vocês não tem
coragem de perguntar,
nem de escrever
a meu favor
ou contra mim,
preferem meter os dedos
nos próprios cus
e nas próprias bucetas
antes de dormirem
após as merdas
dos vossos dias medíocres
de estudo
ou trabalhio
ou pura vagabundagem!
Mesmo assim,
vou dizer-lhes
o porquê de continuar
nesta minha
desgraçada
maldita
miserável
viagem:
uma Inominável Moça
presentes nos meus
vis sonhos;
uma Inominável
que me maltrata
e acarinha;
uma Inominável
que me despreza
e ama;
uma Inominável
que me chuta
e come;
uma Inominável
que me morde
e chupa;
uma Inominável
que me expulsa
e acolhe;
uma Inominável
que me derruba
e ergue;
uma Inominável
Que É
A Interna Poetisa
De Toda Alma
Coveira.
Toda poetisa
e todo poeta
do Abismo,
da Escuridão
e da Grande Noite
tem uma
Inspiradora assim
no próprio Serdentro
do coração,
dentro
d'alma.
Aos escrotos 
que são escrotos
porque assim querem,
digo:
existe Uma assim
em vosso Ser,
em vossos corações,
em vossas almas.
Basta envolver
o Ser no Abismo,
o coração na Escuridão
e a alma na Grande Noite;
assim,
Ela poetizará
em vós
pela Eternidade.

Inominável Ser
POETIZANDO
SOBRE A SUAVE
INTERNA POESIA
DE UMA
INOMINÁVEL MOÇA
DAS MAIS VIS
 
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