sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Quem É Você Na Luz De Seu Próprio Abismo?




Quem é você
que aqui leu
a este livro
que versa sobre
Inomináveis Abismos?

Quem é você
que se esconde
toda vez que
aqui tem que
vir?

Quem é você
que vive de aparências
e mostra para
todo o mundo
o que não é?

Quem é você
que tenta
a todo custo
ser igual ao gado
de seus iguais?

Quem é você
que fica com medo
de ficar sozinho ou sozinha
e de olhar para dentro
de si mesmo?

Quem é você,
que pode ser homem,
mulher,
lésbica
ou gay?

Quem é você,
que pode ser religioso,
anti-religioso,
ateu
ou cristão?

Quem é você,
que pode ser branco,
negro,
vermelho
ou amarelo?

Quem é você,
humano homenzinho?

Quem é você,
humana mulherzinha?

As Trevas
Querem Saber.

As Luzes
Querem Saber.

Uma Inominável
Quer Saber.

Este Inominável
Quer Saber.

Os Inomináveis 
Querem Saber.

O Inominável
Quer Saber.

Inominável Ser
QUERENDO
SABER
QUEM É
VOCÊ

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Os Lábios Mais Doces Desgraçados Que Podem Ser Beijados




Todo doce beijo
merece ser dado
quando a estrutura
de todo
Noturno Romance
que seja
Verdadeiro Romance
oferece O Momento,
Aquele Momento,
dentro do qual
as Faces Obscuras
remetem todas
ao Obscuro Caminho
Real.

Quando os
Obscuros Mestres
Inomiáveis
erguem as
doces mãos,
Sábias Eternas
Mãos,
para o Nascer
Dos Negros Sóis
Universais,
uma Inominável,
Bela Inominável
Oradora,
passa a Ensinar
O Cósmico Jogo
Do Único Obscuro
Beijo.

Ela,
que já Beijou
O Senhor Maior
Cósmico
Da Desintegração,
A Senhora Maior
Cósmica
Da Devastação,
O Guardião Sagrado
Da Obscura
Cósmica Canção
e até mesmo
o próprio
Um
Revelado Na
Obscuridade,
aguarda os meus
e os vossos lábios,
mortal.

Ela
me aguarda,
Ela
te aguarda,
renda-se ao
Obscuro,
renda-se ao
Abismo,
o seu Lado
Obscuro,
o seu 
Abismo,
mortal,
assim como
me rendi
ao Obscuro
que me rege
e ao Abismo
que me fortalece,
meus internos
Centros
e Meios
e Fins.

Ela quer
me Beijar,
Ela quer
te Beijar,
mortal,
não tenha a tolice
de negar
tal transcendente
Momento Cósmico,
as Trevas
não são terríveis
e nem são
O Mal,
As Trevas São
A Parcela Necessária
E A Primordial Parcela
Que Conspira
A Favor
Da Expansão
De Toda
A Criação.

Beije-A,
mortal,
Beije-A
como eu
Beijo,
Subindo
e Descendo
A Escada
Dos Primordiais,
A Escala
Dos Imortais,
Daqueles Que
Sabem Beijar
A Única Senhora
Que Leva
Ao Um
Através Da
Santa Glória
Da Obscuridade.

Beijemos juntos
esta
Inominável Obscura
Primordial
E Fundamental,
ó,
mortais,
Sejamos Juntos
Imortais
Dentro Do Olho
Do Cósmico Coração
Uno
Que A Nada Distingue
Ou 
Despreza!

Beijemos,
ó,
mortais!

Beijemos,
ó,
mortais!

BEIJEMOS,
Ó,
MORTAIS!!!

Inominável Ser
EM UM LONGO
BEIJO 
DE LÍNGUA
NA INOMINÁVEL
OBSCURA
MOR

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Olhos Que Trazem A Abismal Serenidade




Pureza íntima
com as pragas
que se elevam
ao Abismo
Absorto
Nos Cadentes
Círculos Existenciais;

Podridão levada
aos extremos
das mais vastas
fissuras nos
Fundamentos
Sagradas
Da Perdição;

Pouca e nenhuma
segurança entre
fatos que sejam
os mais belos
e os mais sinceros
no Falso
e no Irrisório;

Temas de filmes
escritos para mortos
e executados por
diretores que
se viciam todos
na lentidão da
Violência Cósmica;

Músicas de óperas
de clássicas orquestras
todas coroando
as Não-Vidas
de Campos
e Dimensões
Extintos;

Livros que se escrevem
quando o sangue
e a carne
derretidos
de Povos Esquecidos
descem pelas gargantas
dos Primeiros Vivos;

Números que se calculam
entre os Colapsos
e as Expansões
do Grande Jogo
Entre As Trevas
E As Luzes
Universais;

Monumento ao 
Terrível
e ao Insano
e ao Magnífico
Vislumbre
Do Verdadeiro
Abismo:

OS OLHOS
DE UMA
INOMINÁVEL
ESFINGE
CUJOS MISTÉRIOS
ENCOBREM
TODOS OS EIXOS
DE TODAS
AS OBRAS
E DE TODAS
AS DESTRUIÇÕES!!!

Ó,
INOMINÁVEIS
TERRÍVEIS
OLHOS!!!

Ó,
INOMINÁVEIS
TERRÍVEIS
FARÓIS!!!

Ó,
INOMINÁVEIS
TERRÍVEIS
TOCHAS
DE TODA
A VERDADE
ABISMAL!!!

Inominável Ser
ADMIRANDO
VERDADEIROS
INOMINÁVEIS
ABISMAIS
OLHOS

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Muito Mais Longe De Todo Paraíso




Uma noite como esta,
maldita calorosa
noite
em um país
e em um mundo
de merda,
vem a atuar
em mim
como a ferramenta
precisa
que ajusta a minha
angústia,
mexe com a minha
interior fera.

Solto esta fera,
bizarra fera
de dentes afiadíssimos
querendo aprofundar-me
em gargantas várias,
A Fera
habitante em mim,
A Fera
rugindo em mim.

Rugidos,
silenciosos rugidos,
acalmando as tempestades
de minhas quedas,
agitando os termos
dos meus julgamentos,
agonizando sempre
na Noturna Marcha
Da Negra Hora.

Horas nas quais
Ela chega acariciando-me
nas costas,
cheia de amor
por mim,
cheia de amor
pela minha
cadavérica poesia.

Ela, 
amante de poetas-cadáveres
como eu,
alimenta-se da minha
angústia,
trepa furiosamente
com a minha
Fera,
reduz-me a um pobre
entristecido merda.

Mas,
sou um merda
criativo,
sou um merda,
um merda criador,
um merda humano,
uma merda de poeta
comendo a própria
merda de poesia
na merda desta minha
cova!

A rosa está sangrando,
a cruz está mais pesada,
Ela sussurra blasfêmias
e cospe nos nomes
do Deus do meu coração
em minha alma...

O copo quebrou,
a taça transborda,
Ela dá a luz
em minha cova
a mil Demônios
e a um Anjo,
todos me chamando
de pai...

Os meus filhos
demoníacos
devoram vivo
ao meu filho
angélico
e me abraçam
por dentro da minha
inominável alma...

Ela ora ajoelhada,
nua e cheia de sangue,
o meu sangue
e o sangue do meu filho
angélico,
ao Inominável Arquidemônio
Das Espadas...

A oração Dela
traduz todo o meu
ódio,
melhor ser uma
merda de poeta
a odiar
do que uma merda
de não-poeta
que só sabe,
como barata,
procriar.

Pura merda,
puta merda,
cagando sempre
esta poesia de merda
que me direciona,
cada vez mais,
ao mai profundo
do meu Inferno.

E eu sempre vou
ao Inferno,
junto com Ela,
Esta que te lança
agora,
um olhar de Fera,
A Fera Que Ela É
cagando em ti
e me dando as
fezes Dela
para eu saborear
com pimenta
e canela.

Inominável Ser
NO INFERNO DELE
COMENDO
AS FEZES DELA