terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amores Noturnos Inomináveis - Os Amores Convocam - Muito Mais Longe De Todo Paraíso




Uma noite como esta,
maldita calorosa
noite
em um país
e em um mundo
de merda,
vem a atuar
em mim
como a ferramenta
precisa
que ajusta a minha
angústia,
mexe com a minha
interior fera.

Solto esta fera,
bizarra fera
de dentes afiadíssimos
querendo aprofundar-me
em gargantas várias,
A Fera
habitante em mim,
A Fera
rugindo em mim.

Rugidos,
silenciosos rugidos,
acalmando as tempestades
de minhas quedas,
agitando os termos
dos meus julgamentos,
agonizando sempre
na Noturna Marcha
Da Negra Hora.

Horas nas quais
Ela chega acariciando-me
nas costas,
cheia de amor
por mim,
cheia de amor
pela minha
cadavérica poesia.

Ela, 
amante de poetas-cadáveres
como eu,
alimenta-se da minha
angústia,
trepa furiosamente
com a minha
Fera,
reduz-me a um pobre
entristecido merda.

Mas,
sou um merda
criativo,
sou um merda,
um merda criador,
um merda humano,
uma merda de poeta
comendo a própria
merda de poesia
na merda desta minha
cova!

A rosa está sangrando,
a cruz está mais pesada,
Ela sussurra blasfêmias
e cospe nos nomes
do Deus do meu coração
em minha alma...

O copo quebrou,
a taça transborda,
Ela dá a luz
em minha cova
a mil Demônios
e a um Anjo,
todos me chamando
de pai...

Os meus filhos
demoníacos
devoram vivo
ao meu filho
angélico
e me abraçam
por dentro da minha
inominável alma...

Ela ora ajoelhada,
nua e cheia de sangue,
o meu sangue
e o sangue do meu filho
angélico,
ao Inominável Arquidemônio
Das Espadas...

A oração Dela
traduz todo o meu
ódio,
melhor ser uma
merda de poeta
a odiar
do que uma merda
de não-poeta
que só sabe,
como barata,
procriar.

Pura merda,
puta merda,
cagando sempre
esta poesia de merda
que me direciona,
cada vez mais,
ao mai profundo
do meu Inferno.

E eu sempre vou
ao Inferno,
junto com Ela,
Esta que te lança
agora,
um olhar de Fera,
A Fera Que Ela É
cagando em ti
e me dando as
fezes Dela
para eu saborear
com pimenta
e canela.

Inominável Ser
NO INFERNO DELE
COMENDO
AS FEZES DELA

 
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