quinta-feira, 15 de maio de 2014

Um Cadáver Que Observo Ao Longo Dos Dias


Ossos pisoteando
o solo
que tem barro,
lama
ou asfalto.

Ossos arrastando-se
pelas labaredas
das fogueiras
dos heróis
e vilões terrestres.

Ossos quebrando-se
ao longo dos dias
que passaram,
que passam
e que passarão.

Que ossos!

Muitos ossos!

Multidões de ossos!

E eu vejo todos,
todos os ossos,
passeando com
o requinte 
e o luxo
de glórias que vão
para o nada!

Que ossos
são esses
que tanto vejo
mesmo sem 
querer?

Que visões
de ossos
são essas
que teimam
em me atormentar?

Que tormento
ósseo
de atrozes visões
são essas em meu
Ser?

São visões diárias.

São visão frequentes.

São visões instigantes.

São visões intrigantes.

São visões arrebatadoras.

São visões...

Visões...

As visões
de todos os ossos
dos cadáveres
que me rodeiam,
os quais atendem
por muitos nomes
e possuem posses
de muitos outros 
nomes.

Cadáveres como você,
ossuda leitora.

Cadáveres como você,
ossudo leitor.

Cadáveres como eu,
toda vez que
olho para a minha
ossuda imagem
no espelho
de minha cova...

Inominável Ser
UM OSSUDO
VISUALIZADOR
DA DEUSA MORTE
Reações:

2 Lamentos Finais De Cadáveres:

Graci Rocha disse...

Gostei bastante do blog, original, descolado e assustador rsss
Seguindo o GFC e acompanhando a partir de agora.
abs
GR
http://gracirocha.blogspot.com.br/

Inominável Ser disse...

Inomináveis Saudações, Graci Rocha!

Muito obrigado pelo comentário e agradeço pela visita. O melhor que aqui posso realizar é esta intensa viagem à Obscuridade, alcançando a tudo e todos como flecha veloz nas sombras do mundo...

Voltes quando quiser e puder, novamente, muito obrigado!

Saudações Inomináveis, Graci Rocha!