quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vôo Das Mil Infinitas Solidões



É amargo este véu todo
recheado de um estranho mel
que escorre pela
Grande Noite...
Sorvo toda a amargura presente
Na Noturna Esfinge
que anuncia em Sua Voz
a decadente atual mancha
que marcha junto
com a Humanidade...
Sonho estar voando
com Dragões
e O Grande Dragão A Respirar
me observando...
DRACONIS UNIVERSUS NIGRI...
Assim eu murmuro
sonhando toda noite
com cadafalsos quebrados
e a guilhotina que assassina
os menos capazes
de encontrarem-se
como solitários...
Não penso no que
poderia ter sido,
nem assino um livro
do que pode ser
e muito menos
assumo o risco 
de tentar imaginar
o que poderá ser...
Tudo é Caos,
noturna mulher,
noturno homem,
de coração tão a sangrar
solitariamente
quanto o meu...
Tudo É O Caos,
Noturna Irmã,
Noturno Irmão,
no qual adquirimos
a única certeza
que consiste toda nisto:
na Deusa Solidão,
Nossa Dama,
Nossa Senhora,
Nosso Destino,
Nossa Realidade,
encontramos A Paz
entre tantos gritos ecoando
na Guerra que está sendo
amargamente travada.

Inominável Ser
EM PAZ
COM A SOLIDÃO
DELE

Reações:

0 Lamentos Finais De Cadáveres: