segunda-feira, 8 de setembro de 2014

As Vozes Que Ecoam Do Humano Caos


Há momentos nos quais
Todos nós encontramos
As cordas de nossas forcas
Erguidas nas entradas
De nossas casas
"ENFORQUEM-SE"
Há outros momentos
Onde estamos pensando
Que controlamos nossa desgraça
Mas na verdade estamos
Apenas comendo lavagem
"SUJEM-SE"
Há ainda aqueles momentos
De tardes chuvosas
Que antecipam noites nervosas
Que catapultam nossos instintos
Para as florestas
"UIVEM"
Há também estranhos momentos
Em que nos petrificamos
E de uma janela quebrada
Assistimos a marcha
De moscas em exércitos
"BATALHEM"
Há muitos momentos
De iguais temperos azedos
Que poluem nossa visão
E ficamos congestionados
Em estradas esburacadas
"DIRECIONEM-SE"
E há apenas um momento
No qual duvidamos muito
Das coisas corretas dispostas
De modo lógico
Na mesa da sala
"BAGUNCEM"
E há um segundo momento
No qual passamos a vagar
Por todas as fontes d'água
Com muita sede
Mas preferimos beber veneno
"REBELEM-SE"
E há aquele terceiro momento
No qual somente nos resta
Abraçarmos o nosso igual
E verdadeiramente próximo:
Nós mesmos
"ENCONTREM-SE"

Inominável Ser
SENDO
NO
CAOS
Reações:

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