quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A Companhia De Um Anjo Da Morte Nesta Nobre Hora De Sorte



É semelhante a uma
crônica enfermidade
este sentimento a guiar-me
em direção ao cemitério
que é cada percalço
da minha estranhíssima
Alma De Bardo Inominável.
Nesta estrada,
então,
eu me afogo consciente
nas Brumas
Da Grande Noite,
deixando para trás
as decepções dos dias
e as erupções dos desencantos
e ilusões estúpidas.
Junto comigo caminha
um Anjo Da Morte,
que não me julga
por eu ter sido
o que no Ontem fui,
o que no Hoje sou,
o que no Amanhã serei.
Ele é calado como eu,
estranhíssimo como eu
e Sua Face
é a minha face
diante do assombro
em relação à Verdade
Da Realidade.
Ficamos juntos sempre
nesta silenciosa hora noturna
no Reino Visível
e no Reino Invisível,
calados,
solitários,
contemplando as Hostes
de Noturnos Seres
a dançarem nas Fogueiras
ao som dos violões
dos Amadores.
Observamos,
calados,
o ir e o vir
de semelhantes,
indiferentes,
amigos,
inimigos
e escravizados...
Os Libertos não
andam
por onde nós andamos
todas as noites.
Nós dois,
mesmo,
estamos atados
a este mundo
de variadas sortes.
E nossas asas batem
a favor
do vento norte.

Inominável Ser
BATENDO ASAS
AO LADO DE UM
AMIGO DE VERDADE
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