segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Na Noite Mais Sufocante



"Escute a beleza do som da cidade, escute como alguém que clama por todo tipo de liberdade... Escute este som, Inominável Ser, escute ao lado da tua Noturna Companhia que dança pelos telhados e muros... Escute, saboreiem do Frio e do Quente, do Frágil e do Forte, do Enigma e do Decifrado, do Escondido e do Revelado, do Agitado e do Parado... Escute, as linhas cortam tamanhos demais e o encanto do assobio inaudível que nesta hora se eleva acorda tumulares verdades que os séculos jamais ousaram abortar... Escute, a cidade chama... Escute, a cidade chora... Escute, a cidade caminha... Escute, a cidade fala... Liberdade... Liberdade... Liberdade..."

Me resgate nesta cidade
De loucos apresentáveis
Aos hospícios
Das esquinas.

Me resgate, 
Arranhando meus medos
Com as suas garras
De sutil felina.

Rasguemos os céus
Nas noites sufocantes
Da cidade que nos 
Aprisiona com crueldade.

Rasguemos,
Atravessando como aríetes
Cada sufocado pedacinho
Desta selva de asfalto.

Pulemos obstáculos,
Esgueirando-nos com maestria
Pelas obscuras partes da cidade
Ainda desconhecidas pelos do dia.

Pulemos,
Tendo você como a guia
De uma noturna viagem
Determinada pela nossa vontade.

E na noite mais sufocante,
Sussurre pelos telhados
Os Noturnos Nomes
Daqueles que na Escuridão 

Assim Sussurram:

"Liberdade...

Liberdade...

Liberdade..."

Inominável Ser
NA NOITE
MAIS
LIBERTADORA

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