quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Amada Dama Antiga Que Caminha Através Das Portas Inferiores



Um Antigo Amor Noturno
Inominável
Me faz lembrar agora
Que dei sete passos
Em nove dias
Através de doze mundos
Que agora são
Poeira Cósmica
E cujas memórias
Apenas Os Eternos
Sobreviventes Dos Mundos
Mortos
Sabem

Tal Antigo
Amor
Tal Antiga
Amada
Atravessa agora
Portas Inferiores
Como uma Sublime
Caminhante
E Ermitã
Cujos pés pisaram
Em todas as Dimensões
Acima
E abaixo
Da Linha
Existencial

Ela é uma Dama
Que sempre acompanhou
Outras Damas
Apresentando-se sempre nua
No Palácio De Dorsh
Cantando sempre revestida
De dupla nudez
No Palácio De Rahmuyu
Dançando sempre rodopiante
Em tripla nudez
No Palácio De Aramub

Ela é uma Dama
Que ergue O Véu
Soberano Das 
Realidades
Já Caminhou
Onde Os Elevados
Hoje residem
Já Caminhou
Onde Os Rebaixados
Hoje residem
Já Caminhou
Onde Ainda Irão
Residir
Aqueles Que Ainda
Serão

Ela é uma Dama
Sem classificação
Não está
Entre as Deusas
Não está
Entre as Diabas
Não está
Entre os Devas
Não está
Entre os Asuras
Não está
Entre as mulheres
Não está 
Entre os homens
Não está
No Visível
Não está
No Invisível

Damas Antigas
São assim
Estranhíssimas
Verdades
Atravessando Portas
Inferiores
Que podem levar
Para todo lugar
Para algum Lar
Para certo Mar
Para indefinível lado
Para nada

Esta Dama
Da qual falo
Agora está a atravessar
O Abismo Inominável
Da minha
Inominável Alma

O Abismo que é meu
Com Portas Inferiores
Infindáveis

O Abismo que pode
Ser o seu
Com Portas Inferiores
A serem abertas
Por Ela
Sem que tu 
Percebas

Ela nunca bate
Todas as Portas
De nossos Abismos
Internos
Estão abertas
Para Sua Entrada
E Caminhada
No que possuem
Após sua
Travessia

Inominável Ser
VENDO
UMA DAMA
ANTIGA
A CAMINHAR
DENTRO
DA ALMA
DELE
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