domingo, 4 de outubro de 2015

Gea Abandonada Na Solidão De Sua Derrocada




As sangrentas lágrimas de Gea
Inundam a alma planetária,
A Titânide Abandonada
Não tem mais altares
E nem templos,
Não tem mais sacerdotisas
E nem sacerdotes,
Não tem mais o amor
E nem a paixão
Sinceros
De um ser humano
Na face deste desumano
Mundo de caídos
E decadentes.

A seiva planetária apodrece
Com o sangue de cada culpado
E de cada inocente
Que pelos milênios
Vem sendo no solo
Derramado...

As raízes planetárias estão secas
Com a falta de cuidados
Para com as espécies animais,
Vegetais
E minerais...

Os oceanos estão revoltados
Com o Homem,
Este assassino de tudo
Que há abaixo da superfície
Aquática...

As florestas choram queimadas,
Os seres a habitá-las fogem
Para outros Campos,
O Verde está morrendo gritando,
O Verde está moribundo gemendo...

O ar envenenado sufoca,
Tornando mais violenta cada cidade,
Tornando mais insensível cada habitante
Das frias cidades,
Cujas pedras ferem 
Gea...

A Titânide conta as mortes,
A Titânide conta as extinções,
A Titânide conta os crimes
Da nossa Humanidade
Contra Ela.

Gea também está morrendo,
Gea também está moribunda,
É uma Promethea Acorrentada
A um mundo de bárbaros
A ultraviolentamente estuprá-la.

A Humanidade está morrendo,
A Humanidade está moribunda,
É outra Promethea Acorrentada,
A Si Mesma,
Ultraviolentamente suicidando-se.

E ninguém vê cair as sangrentas lágrimas
Dela,
Nem ouvem Seu choro a romper
Todos os grilhões que prendem
Em seus Planos Os Obscuros.

A Humanidade está morta,
A Humanidade está desaparecendo,
A Humanidade está extinta...

Gea está morta,
Gea está putrefata,
Gea está pulverizada...

E Os Obscuros batem palmas.

Inominável Ser
SOLITARIAMENTE
SENTINDO
OUVINDO
VENDO
O FIM
DE GEA
E DESTA
HUMANIDADE
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